domingo, 15 de fevereiro de 2026

Uma parede feita de hempcrete, uma mistura de cânhamo com cal, foi exposta a 700 graus Celsius por 4 h e resistiu surpreendentemente bem

 


Uma demonstração recente chamou atenção de engenheiros e arquitetos: uma parede feita de hempcrete, uma mistura de cânhamo com cal, foi exposta a 700 graus Celsius por quatro horas e resistiu surpreendentemente bem, sofrendo apenas danos parciais.

Além da resistência ao fogo, o material funciona como isolante térmico e acústico, tornando as construções mais eficientes, confortáveis e sustentáveis.

De acordo com especialistas, os blocos à base de cânhamo são resistentes a incêndios, oferecem um dos melhores níveis de isolamento do mundo, podem custar até 50 por cento menos que o concreto tradicional e ainda proporcionam ambientes mais saudáveis para morar.

Enquanto a construção civil busca soluções mais ecológicas, a natureza pode já ter entregue a resposta.

Talvez o futuro das casas esteja em materiais simples, naturais e inteligentes.

Top Videos e Imagens   12/2/2026

Muro anti Tsunami no Japão, há qualquer paralelismo com Portugal?

 


Já vi comentários entre este muro anti tsunami no Japão e algo parecido para ser construído em Portugal contra as tempestades e erosão costeira.

Será mesmo que este muro é uma mais valia?

Deixo aqui a minha opinião como geógrafa.

Permito-me discordar deste grande projeto do Japão. Para além do grande impacte visual, tem um impacte ambiental brutal: as trocas ecossistema terrestre e aquático ficam limitados, alterada a dinâmica de costa e até  ao nível das correntes correntes marítimas, não vai haver acumulação de areia nas áreas de costa baixa e arenosa, o que vai proporcionar a médio e longo prazo uma maior erosão costeira, assim  como, as espécies piscícolas não podem transitar livremente entre os rios e o oceano. 

Quando a precipitação for demasiada também não escorre, em igual escala, para o oceano e pode levar ao desmoronamento do muro de contenção dos tsunamis, para já não falar que a única vantagem mesmo é aquando da ocorrência do tsunami, o qual mesmo assim poderá não ser contido, mas minimizado...

Além de tudo isto, limita o contato das populações com o oceano e com a paz que o mesmo traz. Populações mais citadinas e com pouco ou limitado contato com a natureza, não potenciam o tão desejado desenvolvimento sustentável. Pensar apenas na economia e na redução das vidas humanas aquando do tsunami não inclui, certamente, a estatística da perda por solidão, suicídio, isolamento tão característicos do Japão.

Todas as variáveis têm que ser tidas em conta, e não me parece que estejam totalmente enquadradas, neste projeto anti tsunami japonês.


Maria Antão

 

sábado, 14 de fevereiro de 2026

O Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, no meio do flagelo humano que se vive no Irão, congratulou o regime islâmico por mais um aniversário

 


O Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, no meio do flagelo humano que se vive no Irão, congratula-se pelo aniversário do regime mais criminoso e talvez o maior e mais perigoso inimigo do mundo ocidental que existe...


Depois não é de admirar que a credibilidade da ONU tenha batido no fundo, e com ela as contribuições de diversos países, nomeadamente os EUA, levando ao caminho da banca rota daquela que, até há uns anos, era maior e mais importante organização internacional!

Ricardo Regalla Dias Pinto    12/2/2026


Conteúdo da Mensagem: A mensagem, descrita como "calorosas felicitações" pelo Dia Nacional da República Islâmica do Irão, mencionou a importância do diálogo, da solidariedade e da cooperação internacional para enfrentar desafios globais, de acordo com relatórios citados (IRNA, Tehran Times).

  • Críticas: O gesto foi criticado por defensores dos direitos humanos e figuras da oposição iraniana, que consideraram a felicitação insensível devido à repressão interna do regime e às tensões na região, descrevendo-a como um fracasso moral.
  • Posição da ONU (Protocolo): A ONU, através do porta-voz Stéphane Dujarric, esclareceu que se tratou de uma mensagem protocolar de rotina, enviada a todos os estados-membros nas suas respetivas festas nacionais, e que não deve ser interpretada como um endosso às políticas do governo iraniano.

O ex-líder da oposição russa, Alexei Navalny, morreu na prisão envenenado com toxina de sapo-dardo

 


O ex-líder da oposição russa, Alexei Navalny, morreu na prisão envenenado com toxina de sapo-dardo, um dos animais mais venenosos do mundo. A conclusão é de uma investigação de vários países europeus, citada pela Sky News.

A neurotoxina, classificada como arma química, só poderá ter sido utilizado pelo governo de Vladimir Putin, concluiu a investigação. Contudo, não é clara a forma como a toxina daquele tipo de sapo – chamada epibatidina – foi administrada a Navalny, que morreu numa prisão siberiana, em fevereiro de 2024, aos 37 anos.

A epibatidina é 200 vezes mais potente que a morfina.

A revelação sobre a substância que terá matado o ex-líder da oposição russa foi feita este sábado à margem da Conferência de Segurança de Munique. Yulia Navalnaya, viúva do ex-lider da oposição russo, surgiu no evento para anunciar a descoberta, ladeada pelos ministros dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Alemanha, Suécia e Países Baixos — países que, juntamente com França, lideraram a investigação.

Este países planeiam submeter as conclusões da investigação ao órgão de fiscalização de armas químicas da ONU, a Organização para a Proibição de Armas Químicas

A ministra dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Yvette Cooper, classificou o envenenamento como um “ato bárbaro” e apontou responsabilidades ao regime russo. “Somente o governo russo tinha os meios, o motivo e a oportunidade de usar essa toxina contra Alexei Navalny na prisão, e é por isso que estamos aqui hoje para chamar a atenção para a tentativa bárbara do Kremlin de silenciar a voz de Alexei Navalny“, disse a governante. Num comunicado entretanto divulgado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido acusou a Rússia de “desenvolver e utilizar descaradamente esse veneno, violando a Convenção sobre Armas Químicas.”

Observador       14/2/2026

O Anticiclone dos Açores já deixou a sua posição muito para sul, nas Canárias, e está de regresso exercendo a sua influência de bloqueio às depressões

https://www.facebook.com/reel/831431376574186 


O Anticiclone ganha protagonismo e reforça a sua influência.
O padrão de bloqueio atmosférico já se encontra em desenvolvimento, com as altas pressões a forçarem as depressões a circularem em latitudes mais elevadas.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Portugal está "mal preparado" para catástrofes no socorro e ordenamento

 Portugal está "mal preparado" para catástrofes no socorro e ordenamento

Um investigador da Universidade do Porto avisa que os fenómenos meteorológicos extremos vão acontecer com "maior periodicidade", constatando que o país está "mal preparado" para catástrofes, como as que assolam o país, no socorro e ordenamento do território.


Naturalmente que aquilo que acontecerá com maior intensidade será secura e temperaturas altas e, portanto, deve preocupar-nos mais a questão ligada ao verão e aos incêndios, mas também acontecem estas coisas" das intempéries, afirmou José Rio Fernandes.
O professor do Departamento de Geografia da Universidade do Porto, em declarações à Lusa, admitiu que fenómenos atmosféricos como os que têm assolado o país desde o final de janeiro "sempre aconteceram, mas é possível que aconteçam com maior intensidade e com maior periodicidade, com intervalos mais pequenos".

"Primeiro, ninguém está completamente preparado para catástrofes, a natureza é, de facto, muito forte. Ponto dois, Portugal está particularmente mal preparado, porque, digamos, do ponto de vista da prevenção, o elemento fundamental chama-se ordenamento território", apontou.

O também investigador do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT), das universidades de Coimbra e do Porto, salientou que o principal problema tem a ver com a forma se organiza "o território para prevenir que os efeitos sejam muito danosos".

"Ora, nós temos um território muito mal organizado, nós construímos em leito de cheia, nós construímos junto à floresta, ou outros combustíveis, e apesar de termos muito planeamento, o planeamento transformou-se basicamente num exercício jurídico, cheio de leis, regras, uma tarefa muito pesada, muito centralizada, direções-gerais variadas, institutos, empresas", considerou.

O geógrafo exemplificou com os planos diretores municipais (PDM), o "instrumento mais forte" do ponto de vista do planeamento, "executado pelos municípios, mas que estão sujeitos a um conjunto de pareceres e de reuniões com instituições centrais" e demoram em média no país 10 anos para serem aprovados.

"E, portanto, é um quebra-cabeças, é uma dor de cabeça para as autarcas", lamentou José Rio Fernandes, acrescentando que, no que toca ao dito plano regional de ordenamento do território, não vai ao ponto de "dizer que não serve para nada, mas não tem um tomador" e quem "o executa".

Embora admitido que "há alguma orientação a partir do plano regional para os planos municipais", nada obriga um ministério a promover rodovias ou ferrovias "a olhar para os planos regionais", ou para "reforçar as cidades médias na região norte ou na região centro".

"Por exemplo, em França houve uma política territorial de reforço das cidades médias. Nos planos regionais também há uma ideia de que seria bom existirem um pouco cidades que equilibrassem o sistema urbano. Portanto, cidades médias, sei lá, Évora, Braga, Viseu, Bragança, Elvas, um conjunto de cidades que seria bom reforçá-las", sublinhou.

Para o investigador do CEGOT, "não existe uma política de cidades no país" e, portanto, estes "planos regionais não têm efeitos significativos" e, embora possam existir "muitos planos", como "dizia o [geógrafo] Jorge Gaspar", depois não temos "o território ordenado".

"Território ordenado significa, fundamentalmente, [...] preparado para estes fenómenos extremos e, sobretudo, um território capaz de ser mais eficiente, de promover desenvolvimento, de ter menos gastos em saneamento, em água, em eletricidade. Portanto, ser um território ao serviço da população, da sociedade, do país", frisou.

Por isso, notou, "quando acontecem os acidentes", percebe-se que existem "construções em leito de cheia", cidades "junto aos rios que não estão protegidas" e que, entretanto, se construíram hotéis, por exemplo, em zonas inundáveis "como acontece em Alcácer do Sal".

Em relação às lições a tirar para o futuro, Rio Fernandes considerou que "depende muito do impacto que tenha a perceção" da "incapacidade coletiva", pois se ficar muito claro que houve essa incapacidade, "pode haver um sobressalto cívico" para mudar.

Na sequência dos grandes incêndios, o geógrafo viu "alterações significativas" na forma com se passou a olhar para esses fenómenos, nesse sentido espera que, com as inundações e a depressão Kristin, "em Leiria e à volta" alguma "coisa mude".

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

https://www.noticiasaominuto.com/        13/2/2026

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Barragem da Aguieira acima dos 99% da sua capacidade - Segundo dique rebentou na área de Coimbra

 


A bacia do Mondego era, às 8h, a única do continente em situação de risco, com o volume de armazenamento da barragem da Aguieira acima dos 99%.

Público      12/2/2026    







Segundo dique rebentou na área de Coimbra


Troço da A1 desaba em Coimbra e vai demorar “semanas” a reparar. Conheça as alternativas

Abatimento na principal autoestrada do país aconteceu no local onde o dique rebentou em Casais, na margem direita do Mondego, ao quilómetro 191. Brisa sugere alternativas através da A8/A17/A25 ou IC2.



eco.sapo.pt/2026/02/12