Mais de 10.000 pessoas rompem a fronteira espanhola em Ceuta.
E eu acrescento, rumo a Espanha e Europa e Ceuta pediu intervenção militar a Espanha que ignorou...
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Milhares de pessoas vindas de Marrocos atravessaram ilegalmente a fronteira para Ceuta. Ministro da Administração Interna espanhol desloca-se a Ceuta na sexta-feira, depois de Marrocos e Espanha acordarem repatriamento das pessoas que entraram irregularmente. Partido Popular Europeu vai propor debate no Parlamento sobre os fluxos migratórios
A Comissão Europeia declarou esta quinta-feira estar a acompanhar "de perto" a crise migratória em Ceuta, depois de milhares de pessoas vindas de Marrocos terem atravessado a fronteira ilegalmente, e disponibilizou "mais apoio" ao Governo espanhol.
"A Comissão tem prestado apoio operacional e financeiro a Espanha, incluindo em Ceuta. E estamos prontos para oferecer mais apoio a Espanha, tanto financeiramente como através de assistência técnica e operacional adicional, incluindo através da Frontex", disse um porta-voz do executivo da União Europeia (UE) à agência de notícias espanhola EFE.
Milhares de pessoas entraram em Ceuta, enclave espanhol no norte de África, por via terrestre ou a nado, numa crise migratória sem precedentes nos últimos cinco anos, que provocou o caos na fronteira e levou ao colapso dos serviços de acolhimento da cidade.
A Comissão Europeia expressou também satisfação com "a estreita cooperação entre Marrocos e Espanha para lidar com estes fluxos", bem como para "garantir o regresso rápido daqueles que entraram ilegalmente em Ceuta, de acordo com os regulamentos aplicáveis".
"Marrocos é um parceiro chave e de confiança da UE. Nos últimos anos, intensificámos a cooperação em migração e gestão de fronteiras, bem como na luta contra o contrabando. Estamos agora a trabalhar para elevar a nossa relação a uma parceria global e estratégica", acrescentou o porta-voz da UE.
Tanto Espanha como Marrocos atribuíram esta crise migratória em Ceuta a redes de tráfico humano e garantiram a boa cooperação entre os dois países. Os dois governos anunciaram também um acordo para o repatriamento, "o antes possível", das pessoas que entraram em Ceuta de forma irregular nos últimos dias.
O comissário Europeu para o Interior e Migração, o austríaco Magnus Brunner, falou esta quinta-feira com o ministro da Administração Interna espanhol, Fernando Grande-Marlaska, a quem transmitiu "a disponibilidade da UE" para aumentar esta colaboração.
O responsável também afirmou que estão em contacto com as autoridades marroquinas "para garantir que todos os esforços necessários são feitos para evitar estas viagens perigosas".
“Proteger as fronteiras externas da UE é uma parte crucial dos nossos esforços para combater a migração ilegal. Estamos em contacto com as autoridades competentes sobre a evolução da situação em Ceuta”, disse Brunner numa publicação nas redes sociais.
CRISE JÁ MEXE NO PARLAMENTO EUROPEU
O Partido Popular Europeu (PPE), grupo maioritário no Parlamento Europeu, anunciou que vai propor um debate para discutir os "fluxos descontrolados de imigrantes irregulares para Ceuta", bem como "a necessidade urgente de reforçar as fronteiras externas da UE, avaliar o efeito de influência das regularizações em massa e a instrumentalização dos migrantes", segundo fontes do partido citadas pela EFE.
"Instamos Espanha a agir agora para proteger as nossas fronteiras externas e à Comissão Europeia a tomar as medidas adequadas. O grupo PPE exigirá respostas na próxima sessão plenária", afirmou o PPE nas redes sociais.
A nova crise começou com a chegada gradual de jovens que, desde o início da semana, tentaram alcançar Ceuta a nado, sem que as forças de segurança marroquinas o impedissem.
Nas últimas horas, contudo, vários milhares de pessoas, na maioria jovens, concentraram-se na cidade fronteiriça de Fnideq (antiga Castillejos). Marrocos não divulgou dados oficiais sobre o número de detidos, pessoas resgatadas ou mortos por afogamento no mar durante esta crise.
O ministro da Administração Interna espanhol, Fernando Grande-Marlaska, vai deslocar-se na sexta-feira a Ceuta, cidade autónoma que pediu ao Governo espanhol o encerramento da fronteira com Marrocos de forma "urgente e inadiável".
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Milhares de homens em idade militar foram trazidos de camião para a fronteira com Marrocos - Ceuta
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🇪🇸 : A crise continua em Ceuta, onde milhares de marroquinos continuam a entrar no enclausurado. Pelo menos 60.000 marroquinos cruzaram a fronteira em apenas 24 horas. Também há 34 mortes na pior crise migratória da história da Espanha. Pedro Sanchez, que visitou o enclausurado, condenou a situação falando de um ataque à integridade territorial da Espanha.
Ceuta. Sánchez escreve carta à UE e critica "reação egoísta e ilegal"
Numa carta dirigida à presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, ao presidente do Conselho Europeu, António Costa e ao primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, o Presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, expressou a sua profunda preocupação com a recente reação de alguns governos europeus à entrada ilegal de migrantes em Ceuta. "Em menos de 48 horas, o meu Governo conseguiu restabelecer totalmente o controlo da fronteira, prestar ampla assistência humanitária, repatriar praticamente todos os migrantes que a atravessaram irregularmente e impedir qualquer deslocação não autorizada em direção à Europa continental", assinalou na missiva.
Sánchez disse que tal foi conseguido em coordenação com as autoridades marroquinas e com "muito pouco apoio de outros Estados membros", criticando a "reação bastante assimétrica" dos Governos europeus.
Apesar de ressalvar que a maioria demonstrou o seu apoio e solidariedade, o Presidente do Governo de Espanha sublinhou que outros optaram por atacar o seu país e exigir a sua exclusão temporária do Espaço Schengen.
Tal atitude, conforme defendeu, é motivada por "preconceitos, noticias falsas, ignorâncias ou interesses políticos", sendo ainda contrária ao direito europeu, humanitário e aos princípios de solidariedade.
Espanha lembrou que não faz parte do Espaço Schengen e que tem uma das fronteiras externas menos permeáveis da União Europeia.
"No atual contexto internacional, a União Europeia não se pode dar ao luxo de adotar este tipo de reação egoísta, polarizadora e ilegal", vincou.
Assim, pediu à presidência irlandesa do Conselho da União Europeia que convoque, com urgência, uma videoconferência extraordinária com os ministros da administração interna.
A Polícia Marítima e a Marinha portuguesas estão a reforçar o controlo da fronteira marítima, através de patrulhas diárias, por mar e terra, ao longo da orla costeira do Algarve, após a entrada de migrantes, vindos de Marrocos, em Ceuta.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, rejeitou, na sexta-feira, a suspensão das regras do espaço Schengen na sequência da crise migratória em Ceuta, defendendo antes um reforço da vigilância nas fronteiras marítima e terrestre do sul de Portugal.
À margem da cerimónia dos 120 anos da Associação Comercial e Industrial de Vila do Conde, distrito do Porto, o chefe do Governo português considerou que a prioridade passa por reforçar os mecanismos de controlo das regras previstas no Pacto Europeu para as Migrações e Asilo, afastando medidas mais drásticas como as defendidas por alguns governos europeus.
As declarações do governante surgem numa altura em que Itália anunciou a reposição temporária de controlos sobre passageiros provenientes de Espanha, em portos e aeroportos, e França decidiu reforçar o dispositivo policial na fronteira franco-espanhola.
A cidade autónoma espanhola de Ceuta, situada no norte de África, registou desde quinta-feira uma entrada em massa de migrantes vindos de Marrocos, que as autoridades locais estimaram em cerca de 60.000 pessoas, acima das cerca de 50.000 entradas contabilizadas pelo Governo de Madrid.
Pelo menos 48.300 migrantes regressaram, entretanto, voluntariamente a Marrocos até às 18:00 locais de sexta-feira (17:00 em Lisboa), segundo o Ministério da Administração Interna espanhol.
Pelo menos 57 pessoas morreram desde quinta-feira a tentar chegar a Ceuta a nado, segundo o mais recente balanço das autoridades.
Ceuta, um pequeno território de 80.000 habitantes situado no extremo norte de Marrocos, banhado pelo estreito de Gibraltar, é uma das duas fronteiras terrestres entre África e a Europa, juntamente com o outro enclave espanhol de Melilla.
01/08/2026 POR LUSA
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Espanhol de Ceuta, morto gratuitamente por marroquino...
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Mais esfacamentos em Ceuta...
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Chegaram e já andam por aí...
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Carros incendiados...
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About 60,000 migrants from Morocco were estimated to have entered Ceuta, Spain on Friday, with some saying they came to earn money and start a new life in a new country. This migrant spoke with CBS News' Aidan Stretch — the only broadcast news reporter on the scene — about a social media post that said Spain's doors are open to them.
He appeared surprised to find out Spanish police and military were sending the migrants back home.
Itália inicia controlo de viajantes de Espanha após suspensão de Schengen
Itália iniciou hoje nos aeroportos e portos verificações aleatórias em viajantes provenientes de Espanha, na sequência da decisão de suspender temporariamente o Acordo de Schengen devido à crise migratória em Ceuta.
(...) A decisão do Governo italiano, motivada pela crise migratória em Ceuta e justificada pela necessidade de "proteger a segurança nacional", envolve verificações seletivas em cidadãos de países terceiros que chegam de Espanha, para garantir que possuem a documentação adequada para viajar dentro do Espaço Schengen.
A suspensão, por Itália, do Acordo de Schengen em relação a Espanha é temporária e deve permanecer em vigor durante todo o mês de agosto, auge da temporada de turismo de verão. (...)
01/08/2026 POR LUSA
Polícia espanhola calcula 73.500 saídas de Ceuta (e confirma 71 mortos)
As forças de segurança de Espanha calculam que cerca de 73.500 pessoas que estavam ilegalmente em Ceuta deixaram a cidade desde quinta-feira e elevam a 71 o número de mortos retirados do mar.
Fontes policiais citadas hoje pela agência EFE disseram que este número de saídas poderá incluir pessoas que entraram na avalanche que se precipitou sobre a fronteira com Marrocos do enclave espanhol no norte de África, entre quinta e sexta-feira, e outras que já estavam desde dias anteriores em Ceuta, uma cidade onde vivem pouco mais de 83.000 pessoas. (...) Oficialmente, o Governo de Espanha e o executivo da cidade autónoma de Ceuta disseram até agora que as primeiras estimativas eram de que entre 50.000 e 60.000 pessoas alcançaram o enclave de forma ilegal nessa entrada massiva de quinta e sexta-feira.
Segundo o Governo espanhol, mais de 48.000 já tinham regressado a Marrocos na sexta-feira ao final do dia, por sua própria iniciativa.
Espanha enviou militares para Ceuta e reforçou a presença de forças de segurança na cidade e o Governo anunciou logo na sexta-feira um acordo com Marrocos para a repatriação rápida das pessoas que entraram ilegalmente na semana passada.
O fecho de lojas e outros serviços na cidade durante dois dias, impedindo que as pessoas que entraram pudessem comprar comida, por exemplo, acabou por levar também dezenas de milhares a abandonar a cidade horas depois de terem entrado, segundo os relatos dos próprios aos meios de comunicação social.
02/08/2026 POR LUSA
UE realiza reunião sobre Ceuta na 3.ª-feira. Governo português "apoia"
Na terça-feira, a União Europeia irá realizar uma reunião para discutir a crise migratória em Ceuta, depois de ter sido enviada uma carta a solicitar uma "videoconferência de emergência" por vários líderes europeus. O primeiro-ministro português disse apoiar a realização do Conselho da UE.
Depois de 22 líderes da União Europeia (UE) terem solicitado uma "videoconferência de emergência" dos ministros da Administração Interna europeus sobre Ceuta, foi anunciada uma reunião para terça-feira, dia 4 de agosto. O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, mostrou apoio quanto à realização da mesma.
02/08/2026 POR NOTÍCIAS AO MINUTO, LUSA
Onde estão as mulheres e crianças?
Afinal, onde estavam as "mulheres e crianças" de que tanto ouvimos falar?
Disseram-nos que eram sobretudo mulheres e crianças. No entanto, ao ver este vídeo, aquilo que eu observo é maioritariamente jovens do sexo masculino, muitos deles em idade militar e certamente muitos criminosos acabados de serem indultados pelo rei marroquino.
Também nos disseram que eram pessoas esfomeadas e sem recursos. Porém, as imagens mostram jovens com boa aparência física, cheios de energia, alguns com telemóveis e até vestuário de marcas conhecidas.
Marrocos culpa desinformação e redes de tráfico por migração em Ceuta
O Ministério do Interior de Marrocos apontou que os "acontecimentos em Ceuta" se deveram à desinformação propagada nas redes sociais, à atividade das redes de tráfico de seres humanos e à interpretação errada de dados legais e administrativos.
02/08/2026 POR NOTÍCIAS AO MINUTO, LUSA
São tão queridos, a querer limpar as casas das pessoas...
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O proprietário de uma loja de alimentos em Ceuta diz-o sem rodeios: «Se tivermos a loja aberta e entrarem 500 deles, o que fazemos? Estou aqui sozinho.» A sua voz é apenas uma entre muitas numa cidade que, segundo os moradores, já não reconhecem. Mais de 2.000 marroquinos chegaram a Ceuta, e a escassez faz-se sentir em cada esquina. Os supermercados estão vazios de manhã, os postos de combustível não têm gasolina, e algumas pessoas nem sequer conseguem comprar água ou leite para os filhos. «Não conseguimos dar pequeno-almoço às crianças, não conseguimos comprar pão, leite, nada», diz um morador, com a voz embargada pela impotência.Os proprietários de estabelecimentos alimentares têm medo de abrir os seus negócios. «Se abrirmos a loja, saqueiam-nos; é impossível», repete um deles. A frase mais ouvida nas ruas de Ceuta já não é um pedido, mas um aviso: «Que saiam pela mesma forma como entraram.»As imagens são chocantes; já estão a ser relatados saques a lojas de alimentos e abastecimentos por imigrantes, maioritariamente marroquinos, deixando os moradores de Ceuta numa completa incerteza.