quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Obstetrícia e Oncologia estão entre as áreas mais pressionadas pelo turismo de saúde

 Obstetrícia e oncologia estão entre as áreas mais pressionadas pelo turismo de saúde, sobretudo por utentes vindos do Indostão e dos PALOP. Médicos alertam que fenómeno está fora de controlo.





O diagnóstico está feito, o problema está identificado e agravou-se nos últimos anos: além da população residente, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é obrigado a dar resposta a milhares de pessoas que vêm a Portugal propositadamente para acederem a cuidados de saúde de forma gratuita. O fenómeno, conhecido como turismo de saúde — e que gera grande desconforto na comunidade médica e no seio dos administradores hospitalares — está concentrado nas zonas com maior proporção de população migrante, como a Grande Lisboa, o Litoral Alentejano e o Algarve. E afeta sobretudo uma área do SNS particularmente pressionada pela falta de recursos humanos — a obstetrícia.

“As grávidas vêm no fim da gravidez, com gravidezes não vigiadas, para terem as crianças. Toda a gente sabe”, diz ao Observador o médico João Gamelas, que foi, durante dois anos, diretor clínico de uma das maiores Unidades Locais de Saúde (ULS) da zona de Lisboa, a ULS de Lisboa Ocidental. “Antigamente, era mais residual, vinham dos PALOP [Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa], agora vêm da Ásia, sobretudo da Índia e do Bangladesh“, detalha. O médico conta um episódio, ocorrido recentemente, em que uma equipa do INEM se deparou, acidentalmente, com uma casa no centro de Lisboa em que estariam a viver mais de 20 grávidas vindas da Ásia e que chegaram a Portugal através de uma rede organizada, com o objetivo de receberem cuidados obstétricos e realizarem os partos em Portugal.

O acesso de estrangeiros não residentes ao SNS não é, contudo, uma realidade circunscrita à obstetrícia, estendendo-se ainda à área oncológica e a outras especialidades, como a neurocirurgia, apontam os médicos ouvidos pelo Observador.

No caso da obstetrícia, a grande fatia das mulheres não residentes que chegam ao SNS são provenientes do sul da Ásia (Índia, Paquistão, Bangladesh, Nepal), mas também de África, sobretudo dos países de língua oficial portuguesa, segundo as informações recolhidas pelo Observador. “Vêm mulheres, sobretudo de Angola e da Guiné-Bissau. Ficam durante algum tempo e depois voltam para os seus países. Dão moradas onde já não estão e depois ninguém paga”, revela uma médica obstetra de um dos hospitais da Península de Setúbal, que pediu para não ser identificada.

No caso das restantes especialidades, como a oncologia, os não residentes que mais acedem aos cuidados são os cidadãos originários dos PALOP, e que não vêm ao abrigo dos protocolos de assistência médica existentes, salientam os médicos.

Uma das portas de entrada no SNS para estrangeiros não residentes é precisamente o serviço de urgência dos hospitais públicos. Daí, e em caso de necessidade, as pessoas podem ser referenciadas para outros serviços dentro do SNS, nomeadamente para consultas de especialidade — que dão, depois, acesso a tratamentos. Em 2024, um relatório da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) revelou que, apenas nos dois anos anteriores, mais do que duplicou o número de estrangeiros não residentes que recorreram às urgências do SNS. Cerca de metade não estava abrangida por qualquer protocolo ou seguro, uma percentagem que tem vindo a aumentar nos últimos anos, o que denota um crescimento no recurso às urgências por parte de cidadãos vindos de fora da União Europeia.

Muito discutido no final de 2024, o tema do turismo de saúde voltou à agenda pública nas últimas duas semanas, depois de a presidente da ULS Amadora-Sintra ter afirmado, numa entrevista ao Observador, que “há muitas pessoas” que chegam ao aeroporto de Lisboa e se dirigem para o hospital Fernando Fonseca de forma a receberem cuidados de saúde, ficando hospedadas na casa de familiares na zona de abrangência daquela unidade. Sandra Cavaco considerou esse fenómeno “um problema”, criticando também a permissividade das regras de acesso ao sistema de saúde em Portugal, que permitem que as pessoas acedam aos serviços sem garantir que têm forma de os pagar — ao contrário do que acontece noutros países.

“Problema tem de ser atacado”, pedem gestores hospitalares

Apesar dos vários alertas dos profissionais no terreno, e mesmo conhecendo os dados que constam dos vários relatórios e auditorias elaborados pela IGAS à situação de diversos hospitais (nomeadamente aqueles onde o crescimento do turismo de saúde tem sido mais expressivo), nem os sucessivos Governos nem a Assembleia da República intervieram ainda para limitar a utilização abusiva do SNS por cidadãos estrangeiros não residentes. A Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH) pede que o problema não seja ignorado. “Continuamos sem ter uma dimensão total do problema, mas é algo que tem de ser atacado“, defende o presidente da APAH. Apesar de ressalvar que o turismo de saúde “não é a causa de todos os males do SNS”, Xavier Barreto sublinha que o país precisa de se “focar em resolver o problema”.

Xavier Barreto explica que “o fenómeno tem muito maior incidência em Lisboa e Vale do Tejo”. Aliás, no relatório da IGAS divulgado em 2024, as três ULS com maior proporção de acesso de estrangeiros não residentes (e não abrangidos por quaisquer protocolos ou seguros de saúde que garantissem o pagamento dos cuidados prestados) às urgências são todas da zona de Lisboa: Amadora-Sintra, Santa Maria e Almada-Seixal. Em termos absolutos, no entanto, é a ULS do Algarve que lidera a tabela, seguida pela ULS de São José.

Numa auditoria separada, a IGAS concluiu que, em 2024, quase 60% dos estrangeiros não residentes que recorreram às urgências da ULS de São José não tinham seguro ou acordo de saúde, sendo que se registou um aumento superior a 120% do número de partos de mulheres estrangeiras não residentes de 2023 para 2024 (mais 105 em apenas um ano) na Maternidade Alfredo da Costa. Foram as mulheres da região da Ásia do Sul ou Meridional (Afeganistão, Bangladesh, Índia, Nepal, Paquistão e Sri Lanka) as que mais procuraram as urgências de ginecologia/obstetrícia da ULS de São José, em 2024, tendo sido responsáveis por 25% dos atendimentos.

Apartamento com “camaratas de grávidas” no centro de Lisboa

“O maior problema são as grávidas”, diz também o médico e ex-ministro da Saúde Fernando Leal da Costa, alertando que, regra geral, os hospitais portugueses já “têm dificuldades em responder” à população residente e que o problema é agravado pelo uso abusivo dos estrangeiros não residentes. “No SNS, temos casos de mulheres que têm os bebés, têm alta e na consulta do 5.º dia já não estão no país”, assinala o médico João Gamelas, detalhando o caso, que lhe foi transmitido no ano passado, de um apartamento cheio de “camaratas para grávidas” na zona do Intendente, em Lisboa (uma zona muito próxima da Maternidade Alfredo da Costa, onde cerca de metade dos partos já são de mães estrangeiras).


Quando a equipa do INEM chegou ao referido apartamento, deparou-se com uma situação de “tráfico de grávidas”, diz João Gamelas, com cerca de 20 mulheres, oriundas do sul da Ásia, no mesmo espaço. “Era uma casa de grávidas, e é só uma das que existem”, garante o médico. Já em 2024, uma reportagem do canal Now revelou que as redes que trazem essas mulheres até Portugal são controladas por cidadãos estrangeiros, que cobram centenas de euros por mês pelo alojamento de cada uma das mulheres, em locais geralmente próximos das maternidades do SNS.

Para o ex-diretor clínico do hospital São Francisco Xavier, com décadas de carreira no SNS, o fenómeno do turismo de saúde “é cada vez mais importante” e pode colocar em causa, em determinadas áreas (como a obstetrícia), a capacidade de resposta dos hospitais. “Isto sobrecarrega os serviços“, alerta, uma opinião secundada por outros médicos.

“Perdemos o controlo desta situação. São muitas, muitas mulheres que vêm ter os filhos aos nossos hospitais e isto acaba por ser uma sobrecarga para nós”, diz uma obstetra de um dos hospitais da margem sul do Tejo. “Há grávidas que vêm para os hospitais do Barreiro e para o Garcia de Orta só parir. Muitas vezes, ficam em casa de familiares e usam cartões de utente de outras pessoas. Chegam com as malas diretamente do avião, muitas já com contrações”, diz a mesma especialista, acrescentando que esta situação já acontece na obstetrícia “há anos”, mas tem sofrido um agravamento progressivo.

“Perdemos o controlo. Não há serviços que aguentem este volume”

“Nos últimos quatro ou cinco anos, tem sido brutal. Não há serviços que aguentem este volume”, alerta a médica, apontando ainda que há outras mulheres que vêm a Portugal só para fazer uma Interrupção Voluntária da Gravidez. “Basta trazerem uma ecografia e um cartão de utente e podem fazer uma IVG. Têm direito e acesso a tudo”, vinca. Em 2025, 44% das IVG realizadas em Portugal foram pedidas por mulheres estrangeiras.

A médica explica que tanto as grávidas vindas de África como as grávidas provenientes da Ásia procuram em Portugal a segurança dos procedimentos clínicos que não têm nos países de origem. “Não vamos comparar, aqui temos uma taxa de mortalidade de 1.º nível. Na Guiné[-Bissau] podemos ter uma cama para 5 mulheres, até podem parir no chão. E por isso, eu compreendo as pessoas. Não as posso criticar, se estivesse nas mesmas condições, provavelmente procuraria os melhores cuidados também”, sublinha a médica.

No entanto, garante, há mulheres que viajam desde outros países da União Europeia (como a Bélgica ou a Alemanha, com mais recursos do que Portugal) para acederem a cuidados de saúde de forma gratuita, aos quais não conseguem aceder nesses países. “São mulheres estrangeiras que estão emigradas na Alemanha, Luxemburgo, na Bélgica. E elas próprias dizem que vêm porque ‘aqui não se paga nada'”, sublinha a médica, destacando que, em determinados dias, não há “uma única portuguesa em trabalho de parto” no hospital onde exerce. Com muitas das utentes que chegam ao hospital, a primeira barreira é a comunicação. “É difícil. Muitas mulheres não falam português nem se tentam integrar, não procuram sequer falar português”, afirma a médica obstetra, apontando o aumento de grávidas estrangeiras (e as dificuldades de comunicação e complicações associadas) como um dos fatores que têm levado à saída de obstetras do SNS.

No IPO de Lisboa, onde Fernando Leal da Costa trabalha, chegam doentes não residentes em Portugal, muitos ao abrigo dos acordos estabelecidos com os PALOP (e que, alerta, também precisam de ser revistos) mas também doentes não residentes que chegam referenciados pelos hospitais privados e via centros de saúde, alguns com número de utente do SNS, sem que tenham a situação em Portugal regularizada.

“Não sei como, mas acabam por conseguir um número de utente, é uma falha do SNS”, sublinha o ex-ministro da Saúde no segundo Governo de Pedro Passos Coelho. “A partir do momento em que têm número de utente, inscrevem-se e são vistos no IPO”, diz o médico hematologista, criticando a forma como Portugal disponibiliza tratamentos a pessoas não residentes, “que não descontaram” para o SNS. “Tenho um doente que reside em Portugal que trouxe a mãe, também doente, para ser tratada. A senhora tentou ser tratada noutro país europeu e não conseguiu, mas aqui é diferente”, vinca Leal da Costa, criticando a facilidade com que se concede o reagrupamento familiar, que depois permite o acesso aos serviços públicos.

Para além do acesso dos não residentes ao SNS, que sobrecarrega os hospitais públicos, há ainda um outro problema: a cobrança dos serviços prestados. À entrada de uma urgência hospitalar, os utentes não residentes são obrigados a suportar o custo da taxa moderadora (18 euros num serviço de urgência polivalente; 16 euros numa urgência médico-cirúrgica; 14 euros num serviço de urgência básica).

Caso não tenham um seguro de saúde, acordo ou protocolo que suporte os custos do atendimento, incluindo exames ou análises de diagnóstico, os não residentes devem também garantir o pagamento desse mesmo atendimento: 115 euros num serviço de urgência polivalente; 80 euros num serviço de urgência médico-cirúrgica. A estes valores acrescem os custos dos meios complementares de diagnóstico e terapêutica, segundo a portaria 274/2026/1. Já no caso do valor diário de internamento, o custo pode variar entre os 73,70 e os 408 euros, dependendo do tipo de serviço onde o utente fica internado.

Se no caso dos cidadãos que têm seguros ou estão abrangidos por protocolos os hospitais conseguem, na maioria dos casos (sobretudo no caso dos países europeus), cobrar os valores devidos pelos cuidados prestados, nos restantes casos, essa cobrança é mais difícil. Regra geral, os hospitais do SNS têm dificuldades na cobrança das faturas aos cidadãos que não fazem o pagamento voluntariamente. Só nos primeiros nove meses de 2024, o último ano com dados disponíveis, foram mais de 45 mil os não residentes que foram às urgências do SNS.

Falta de cobrança cria “sentimento de injustiça” na sociedade, alertam administradores hospitalares

Quando chegam a um serviço de urgência, muitos cidadãos estrangeiros que não residem em Portugal fornecem as moradas das embaixadas dos respetivos países ou até moradas falsas, dizem os profissionais ouvidos pelo Observador. É uma forma de tentar evitar a cobrança. “No caso dos países africanos, muitas pessoas declaram o endereço da embaixada”, assegura o presidente da ULS de Santa Maria, Carlos Martins, revelando que aquela unidade chegou a ter “desequilíbrios nas contas” devido ao montante significativo de valores em dívida que não conseguia cobrar, com origem em valores não pagos por estrangeiros não residentes.

“Pedimos a morada, mandamos a carta, mas isso não garante que é feita a cobrança”, sublinha o responsável, que defende que o SNS tem de ser mais zeloso no que diz respeito à cobrança dos cuidados que presta. “A primeira pergunta que se faz no SNS é o que tem, a primeira pergunta que se faz no privado é como é que paga”, compara.


Também a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) defende que os hospitais devem redobrar os esforços no que diz respeito à cobrança, nomeadamente junto das embaixadas. “Os cuidados devem ser pagos, devem ser faturados e devemos tentar sempre que a pessoa pague. Temos de colocar mais foco na cobrança, particularmente junto das embaixadas, para que controlem os fluxos, ou façam o pagamento”, defende o presidente da APAH, acrescentando que, “se houver maior incidência de problema num determinado país, é caso para haver um diálogo”. Xavier Barreto alerta que a falta de cobrança a estes cidadãos cria um sentimento de “injustiça” na sociedade. “Isto cria um sentimento de injustiça legítimo de ‘os portugueses pagam e quem vem de fora não paga’“, vinca o responsável da APAH.

Xavier Barreto adianta que, em muitos casos, os não residentes alegam, à saída das unidades hospitalares, que não possuem meios financeiros para pagar os cuidados recebidos, o que deixa os hospitais ‘sem margem de manobra’. “Se o doente disser que não consegue pagar (não tem dinheiro, carteira, etc.), acontece o quê? Porque isto é que se passa hoje”, vinca.

No entanto, os hospitais “não têm mecanismos para fazer a cobrança”, lamenta o ex-ministro da Saúde Fernando Leal da Costa, que se deparou com esse problema, numa escala menor, quando esteve no Governo. “Devia existir um mecanismo centralizado”, defende, sublinhando que Portugal tem um “problema de imigrantes ilegais que não têm cobertura, são internados” e que acabam por receber em Portugal cuidados de saúde dos mais variados tipos. “Acabam por usufruir dos mesmos direitos de quem andou a descontar 40 anos”, critica. “Deviam ser desencadeados mecanismos para o SNS ser ressarcido”, concorda a obstetra da Península de Setúbal ouvida pelo Observador.

O Observador questionou a Direção Executiva do SNS sobre se esta entidade tem identificada a dimensão do fenómeno do turismo de saúde e o seu impacto nas unidades do SNS, em que zonas do país e áreas clínicas o fenómeno tem maior expressão e que recomendações são transmitidas às ULS para lidar com este fenómeno. No entanto, a entidade liderada por Álvaro Almeida remeteu esclarecimentos para a IGAS.

Observador     6/10/2026

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Restore the Faith in Humanity...



It was a love letter to the nurses after his grandmother was ill and passed.
Foi uma carta de amor às enfermeiras, depois que a sua avó adoeceu e faleceu.


 Lyrics: If I was to talk about the words They would hurt They would hurt So if you were to ask about the pain I would lie I would lie To fix my mind I need time But it's running out, it's running out Oh, I know that I can't live without you But this world will keep turning if you do Would you even want me, looking like a zombie? Would you even want me, want me, want me? We could catch a space-ship to the moon But we'd crash It wouldn't last 'Cause the world is just a figment of the fools A blank stare They don't care So say your prayers You're almost there But it's running out, it's running out Oh, I know that I can't live without you But this world will keep turning if you do Would you even want me, looking like a zombie? Would you even want me, want me, want me? Would you even want me, looking like a zombie? Would you even want me, want me, want me? Oh, I don't know what I'll turn out to be But you'll love every moment believe me Would you even want me, looking like a zombie? Would you even want me, want me, want me? #YUNGBLUD #Idols #Zombie

Letra:
Se eu fosse falar sobre as palavras
Elas doeriam
Elas doeriam
Assim, se perguntasse sobre a dor
Eu mentiria
Eu mentiria
Para colocar a minha cabeça no lugar
Preciso de tempo
Mas ele está a acabar, está a acabar

Oh, eu sei que não consigo viver sem ti
Mas este mundo continuará a girar se você for embora
Será que sequer me quereria, parecendo um zombie?
Será que sequer me quereria, me quereria, me quereria?

Poderíamos apanhar uma nave espacial até à Lua
Mas bateríamos
Não duraria
Porque o mundo é apenas uma invenção dos tolos
Um olhar vazio
Eles não se importam
Então faça as suas orações
Está quase lá
Mas o tempo está a acabar, está a acabar

Oh, eu sei que não consigo viver sem ti
Mas este mundo continuará a girar se você for embora
Será que sequer me quereria, parecendo um zombie?
Será que sequer me quereria, me quereria, me quereria?

Será que sequer me quereria, parecendo um zombie?
Será que sequer me quereria, me quereria, me quereria?
Oh, não sei no que me vou transformar
Mas vai adorar cada momento, acredite em mim
Será que sequer me quereria, parecendo um zombie?
Será que sequer me quereria, me quereria, me quereria?

#YUNGBLUD #Idols #Zombie


YUNGBLUD - Dominic Richard Harrison foi diagnosticado  com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ainda jovem, o que, devido à falta de apoio adequado ao seu diagnóstico, fez dele um aluno problemático.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Global Terrorism Indez, 2026 - Índice Global de Terrorismo, 2026

 



🔥Afghanistan is ruled by the Taliban, a militant group that enforces a strict interpretation of Islamic law.

Pakistan previously supported the Taliban:
• Backed its rise to power in the 1990s.
• Sheltered its leaders for 20 years after the US invasion of 2001.

Why? Pakistan wanted to have more regional influence, especially against India, and to have a friendly government in neighbouring Afghanistan.

🔥O Afeganistão é governado pelos talibãs, um grupo militante que impõe uma interpretação rigorosa da lei islâmica. 
O Paquistão apoiou os talibãs no passado: 
• Apoiou a sua ascensão ao poder na década de 1990. 
• Albergou os seus líderes durante 20 anos após a invasão dos EUA em 2001. 
Por quê? O Paquistão queria ter mais influência regional, especialmente em relação à Índia, e contar com um governo aliado no vizinho Afeganistão.

Post factum   19/7/2026

Comércio Mundial em 2025 - World Trade in 2025

 






























Post factum    4/9/2026




🌾 Wheat ($55B): Russia leads exports (24%), and the Middle East and North Africa depend on imports. Ukraine, normally a major player, now exports less grain due to the war.

🍚 Rice ($33B): India sells 40% of exports, and its policies affect rice prices globally, as only 10% of the world’s rice output is traded.

🌽 Corn ($45B): the US, Brazil and Argentina sell 70% of exports; Mexico and East Asia buy the most.

🫘 Soybeans ($75B): Brazil sells 57% of exports and China buys 61% of imports, mostly for animal feed. China previously imported more from the US, which is a source of disputes.

Soybean meal ($28B): Argentina sells most of the processed soybean meal while the EU is the largest buyer. China mostly crushes its imported soybeans into meal locally.

Palm oil ($45B): Indonesia and Malaysia sell about 85% of exports; India and China buy the most.

Beef ($65B): Brazil is the top exporter (29%) and China the top importer (30%).

Dairy ($55B): New Zealand leads exports (27%), mostly milk powder; China is the largest buyer.

Poultry ($30B): Brazil and the US sell over half of exports to widely spread buyers.

🐟Fish and Seafood

Fish and seafood is the largest traded category, worth $186 billion in 2024, with over a third of output traded.

States have fishing rights up to 370 km from their coasts (exclusive economic zones), and the South China Sea disputes are partly over fishing rights.

China, Norway, Vietnam and Ecuador export the most; the US, the EU and Japan import the most.

Fish farming now slightly exceeds the share of open-water fishing, which has held steady in total volume since the 1990s.
China operates the world’s largest distant-water fishing fleet, up to 16,000 vessels mostly off the coasts of South America and Africa.

It accounts for over 50% of the global deep-sea squid catch, as well as a large share of Pacific tuna.

China’s distant-water fleet commits the most acts of illegal fishing globally and is linked with the use of forced labour, such as debt bondage of the workers at sea.

🌾 Trigo (55 mil milhões de dólares): A Rússia lidera as exportações (24%), e o Médio Oriente e o Norte de África dependem das importações. A Ucrânia, normalmente um grande player, exporta agora menos cereais devido à guerra. 

🍚 Arroz (US$ 33 bi): A Índia representa 40% das exportações, e as suas políticas afetam os preços do arroz a nível global, dado que apenas 10% da produção mundial é comercializada. 

🌽 Milho (US$ 45 bi): EUA, Brasil e Argentina representam 70% das exportações; O México e o Leste Asiático são os maiores compradores. 

 Soja (US$ 75 bi): O Brasil representa 57% das exportações e a China 61% das importações, principalmente para rações para animais. A China importava anteriormente mais dos EUA, o que é fonte de disputas. Farelo de soja (US$ 28 mil milhões): A Argentina vende a maior parte do bagaço de soja processado, enquanto a UE é o maior comprador. A China, na sua maioria, processa (esmaga) a soja importada para produzir o bagaço localmente. 

Óleo de palma (US$ 45 mil milhões): A Indonésia e a Malásia representam cerca de 85% das exportações; A Índia e a China são os maiores compradores. 

Carne de bovino (US$ 65 mil milhões): O Brasil é o maior exportador (29%) e a China, o maior importador (30%). Lacticínios (US$ 55 mil milhões): A Nova Zelândia lidera as exportações (27%), principalmente de leite em pó; a China é o maior comprador. 

Carne de aves (US$ 30 mil milhões): Brasil e EUA representam mais de metade das exportações, com compradores amplamente distribuídos. 

🐟 Peixe e marisco O peixe e o marisco constituem a maior categoria comercializada, movimentando 186 mil milhões de dólares em 2024, sendo que mais de um terço da produção é comercializada. Os países têm direitos de pesca até 370 km das suas costas (zonas económicas exclusivas), e as disputas no Mar do Sul da China envolvem, em parte, direitos de pesca. A China, a Noruega, o Vietname e o Equador são os maiores exportadores; Os EUA, a UE e o Japão são os maiores importadores. 

A piscicultura (criação em cativeiro) ultrapassa agora ligeiramente a quota da pesca em águas abertas, cujo volume total se mantém estável desde a década de 1990. A China opera a maior frota de pesca em águas distantes do mundo, com até 16.000 embarcações que operam principalmente ao largo das costas da América do Sul e de África. O país é responsável por mais de 50% da captura global de lulas de águas profundas, bem como por uma grande fatia da pesca de atum no Pacífico. A frota chinesa de águas distantes é a que mais pratica a pesca ilegal em todo o mundo e está associada ao recurso a trabalho forçado, como a servidão por dívida dos trabalhadores em alto mar.   
Post factum   19/7/2026




🌽🔥 Fertiliser supports about half of global food production and must be applied every season.

It comes in 3 types: nitrogen 👎, made from natural gas, and mined phosphate (P) and potash (K).

Russia is the largest exporter in this $103 billion market, and Morocco holds 70% of the world’s phosphate rock.

Canada, Russia and Belarus supply about 70% of traded potash.

Sanctions on Russia do not cover fertiliser, and Russian sales to Brazil, which imports 85% of its supply, grew after 2022. Sanctions on Belarusian fertiliser were eased, partly for diplomatic leverage against Canada.

Other chemicals are needed for farming too. For example, insect-killing pesticides, for which China produces around 70% of the components.

The production of seeds is another separate industry that affects the food market.

World Hunger

About 673 million people, 8% of humanity, were undernourished in 2024, and 2.3 billion had no reliable access to enough food.

Conflict was the main cause for 56% of the 266 million people in crisis-level hunger in 2025.

Extreme hunger (famine) was confirmed in both Sudan and Gaza in 2025, after blockades and sieges cut off food supplies.

🌽🔥 Os fertilizantes sustentam cerca de metade da produção mundial de alimentos e têm de ser aplicados em cada colheita. Existem três tipos: fertilizantes azotados 👎 (produzidos a partir de gás natural) e os minerais fosfato (P) e potássio (K). 

A Rússia é o maior exportador neste mercado de 103 mil milhões de dólares, e Marrocos detém 70% das reservas mundiais de rocha fosfática. 

O Canadá, a Rússia e a Bielorrússia fornecem cerca de 70% do potássio comercializado. 

As sanções contra a Rússia não abrangem os fertilizantes, e as vendas russas ao Brasil — que importa 85% do seu fornecimento — aumentaram após 2022. As sanções aos fertilizantes da Bielorrússia foram flexibilizadas, em parte para servir de alavanca diplomática contra o Canadá. Outros produtos químicos são também necessários para a agricultura. Um exemplo são os pesticidas (inseticidas), cujos componentes são produzidos em cerca de 70% pela China. A produção de sementes é outro setor distinto que impacta o mercado alimentar. Fome no Mundo Cerca de 673 milhões de pessoas — 8% da humanidade — sofriam de subnutrição em 2024, e 2,3 mil milhões não tinham acesso fiável a alimentos suficientes. 

Os conflitos foram a principal causa da situação de 56% das 266 milhões de pessoas que enfrentavam a fome a nível de crise em 2025. 

Situações de fome extrema (famine) foram confirmadas tanto no Sudão como em Gaza em 2025, depois de bloqueios e cercos terem interrompido o abastecimento de alimentos. 
Post factum

   14/7/2026