Óbitos em Portugal descem, mas mortes de bebés aumentam
O número de mortes em Portugal diminuiu 1,1% nos primeiros nove meses de 2026 face ao período homólogo do ano passado, mas a mortalidade infantil registou uma evolução em sentido contrário. De acordo com os dados preliminares das Estatísticas Vitais do Instituto Nacional de Estatística (INE), morreram 195 crianças com menos de um ano entre janeiro e setembro, contra 181 no mesmo período de 2025, uma subida de 7,7%.
No total, foram registados 89.781 óbitos em Portugal nos primeiros nove meses do ano, menos 1.023 do que no mesmo período de 2025.
Os dados do INE mostram, contudo, que a evolução da mortalidade não foi uniforme ao longo do ano. Em setembro, registaram-se 8.928 óbitos, incluindo 72 de residentes no estrangeiro. O número representa uma descida de 1,7% face a agosto, menos 157 mortes, mas corresponde a um aumento de 1,8% relativamente a setembro de 2025, com mais 160 óbitos.
15 MORTES DE BEBÉS EM SETEMBRO
No caso das crianças com menos de um ano, setembro registou 15 óbitos, todos relativos a filhos de mães residentes em Portugal.
Este valor representa uma redução significativa face aos meses anteriores: foram menos 13 mortes do que em agosto e menos oito do que em setembro de 2025.
Apesar desta descida mensal, o acumulado dos primeiros nove meses revela um aumento da mortalidade infantil face ao ano anterior, passando de 181 para 195 óbitos.
NASCIMENTOS DIMINUEM EM AGOSTO
Os dados das Estatísticas Vitais revelam também uma diminuição do número de nascimentos em agosto.
Nesse mês foram registados 7.267 nados-vivos, incluindo 39 filhos de mães residentes no estrangeiro. O valor representa uma queda de 4,8%, ou menos 367 nascimentos, relativamente a julho. Face a agosto de 2025, a descida foi de 3,9%, correspondendo a menos 292 nados-vivos.
Ainda assim, no conjunto dos primeiros oito meses de 2026, foram registados 57.598 nados-vivos em território nacional, mais 66, ou 0,1%, do que no mesmo período do ano anterior.
Do total, 177 foram filhos de mães residentes no estrangeiro, contra 167 no mesmo período de 2025.
SALDO NATURAL CONTINUA NEGATIVO, MAS MELHORA
A diferença entre o número de nascimentos e o número de mortes continua a traduzir-se num saldo natural negativo da população portuguesa.
Em agosto, o saldo natural foi de -1.795, um valor negativo, mas menos acentuado do que o registado em julho, quando tinha sido de -1.876. Também face a agosto de 2025 houve uma melhoria, uma vez que nesse mês o saldo natural tinha sido de -2.319.
No acumulado de janeiro a agosto, o saldo natural fixou-se em -23.024. Apesar de continuar negativo, o valor representa um desagravamento face aos -24.268 registados no mesmo período de 2025.
Ou seja, embora tenham nascido mais crianças nos primeiros oito meses do ano do que no período homólogo, o número de mortes continua a superar largamente o de nascimentos, mantendo a evolução natural da população em terreno negativo.
MAIS CASAMENTOS EM 2026
Os dados do INE mostram ainda uma evolução positiva no número de casamentos.
Em agosto foram celebrados 5.145 casamentos, mais 438 do que em julho, o que corresponde a um aumento de 9,3%. Comparativamente com agosto de 2025, foram realizados mais 160 casamentos, uma subida de 4,6%.
Nos primeiros oito meses de 2026, o número total de casamentos chegou aos 25.631, mais 1.010 do que no mesmo período do ano passado, equivalente a um crescimento de 4,1%.
Os indicadores demográficos divulgados pelo INE mostram, assim, uma descida global do número de mortes em Portugal, acompanhada por uma ligeira recuperação dos nascimentos no acumulado do ano e por um aumento dos casamentos. Apesar da melhoria do saldo natural face a 2025, o número de óbitos continua a superar de forma expressiva o de nados-vivos.
Sábado, 17 Out. 2026 sol.iol.pt

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