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Blog de Geografia
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segunda-feira, 13 de julho de 2026
Nova ligação Fluvial entre Algés e a Trafaria
domingo, 12 de julho de 2026
Mata do Bussaco - Primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica
A Mata Nacional do Bussaco, no município da Mealhada, vai receber na próxima semana a certificação de primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica. Com uma história botânica de quase 400 anos, esta área protegida quer ser exemplo em turismo de natureza
Pelos 105 hectares, a natureza revela-se a cada recanto. Com quase 400 anos de vida – foi em 1628 que aqui se instalaram os monges carmelitas descalços e começaram a plantar diversas espécies endógenas e exóticas. Esta é a génese da Mata Nacional do Bussaco, localizada na freguesia do Luso, no concelho da Mealhada.
Classifica como monumento nacional, a área guarda flora secular, que se traduz em elementos naturais como eucaliptos-gigantes, enormes sequoias ou o maior adernal do mundo.
Muitas destes exemplares podem ser apreciados durante o Trilho das Árvores Admiráveis, um dos diversos percursos da mata, dona de um património natural único.
A variedade de espécies botânicas, as árvores classificadas e a água que se ouve correr em diversos pontos da mata são elementos singulares que motivaram a candidatura do espaço a Floresta Terapêutica.
Na sexta-feira, dia 17 de julho, a Mata Nacional do Bussaco vai oficialmente receber a certificação de primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica.
Banhos de floresta
Segundo a Fundação Mata do Bussaco, esta área protegida “é uma floresta extraordinária, com propriedades botânicas e culturais únicas. Estas propriedades fazem dela o sítio ideal para a, cada vez mais conhecida, Terapia de Floresta (Forest Therapy)".
Explica-se ainda que esta é uma prática ancestral, “cujos benefícios no bem-estar e na saúde têm vindo a ser comprovados por vários estudos científicos, um pouco por todo o mundo”.
Inspirado pela filosofia japonesa "shirin-yoku", que significa "banho" ("yoku") de "floresta" ("shirin"), estas atividades, também chamados de “banhos de floresta”, estão associadas ao crescente fascínio sobre o poder curativo das florestas.
Segundo o presidente da Fundação Mata do Bussaco, Gonçalo Breda Marques, "esta certificação, que nos coloca no grupo de quatro florestas terapêuticas do mundo e a primeira da Península Ibérica, confere-nos um estatuto mundial e traz consigo uma grande responsabilidade".
De acordo com o presidente da Fundação Mata do Bussaco, em funções há quase dois meses, esta certificação traz a responsabilidade de "promover as melhores práticas de gestão florestal e de preservação da biodiversidade".
"A Mata reúne características naturais únicas que possibilitam esta certificação que constitui um marco relevante na qualificação e valorização da oferta de Turismo de Natureza, reforçando o posicionamento do país num domínio emergente que cruza natureza, saúde e bem-estar, e promovendo a valorização sustentável dos seus recursos naturais", referiu.
A Mata do Bussaco, na freguesia do Luso, concelho da Mealhada, foi classificada como monumento nacional em dezembro de 2017.
Ocupa atualmente cerca de 105 hectares e guarda uma das melhores coleções dendrológicas da Europa, com cerca de 250 espécies de árvores e arbustos com exemplares notáveis.
A certificação como a primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica resulta de um processo de candidatura desenvolvido em cooperação entre a Fundação Mata do Bussaco e a Destinature - Agência para o Desenvolvimento do Turismo de Natureza.
expresso.pt 11 JULHO 2026
Estrangeiros em Portugal e principais comunidades de origem
Fundação Francisco Manuel dos Santos 11/7/2026
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sábado, 11 de julho de 2026
Portugal - onde para a água?
A intensificação dos períodos de seca e as alterações profundas no regime de chuvas estão a colocar os recursos hídricos do país sob uma pressão sem precedentes.
Ao mesmo tempo, a procura de água continua a aumentar: o olival de regadio expande-se a um ritmo acelerado e as estufas multiplicam-se na costa alentejana.
Estaremos a aproximar-nos de um ponto sem retorno?
Estas são algumas das questões levantadas em «Onde está a água?», o novo documentário da Fundação, coproduzido com a RTP, e narrado ao vivo por Carlos Daniel.