segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Será que o plástico desaparece? Microplásticos

 


A resposta é clara: não, o plástico não desaparece. Em vez disso, fragmenta-se em partículas cada vez mais pequenas — os chamados microplásticos — muitas vezes invisíveis a olho nu, mas que continuam a existir.

A verdade é que o plástico — 99% derivados de combustíveis fósseis à base de petróleo — podem demorar entre centenas a milhares de anos a decompor-se. Nem sequer podemos afirmar se irão, de facto, decompor-se totalmente algum dia. Mas temos a certeza que uma vez nos nossos solos, oceanos e rios, é praticamente impossível eliminá-los.

Sabias que, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, no ano passado, 88% do lixo marinho encontrado nas nossas praias era plástico?

E o impacto vai para além dos oceanos e dos animais que nele habitam: este ano, a ciência já confirmou que os microplásticos (e os químicos tóxicos associados), circulam no nosso sangue e em órgãos vitais.

Como é que isso acontece? 

O plástico fragmentado é ingerido pelos peixes e entra em vários outros alimentos que consumimos. Está também nas embalagens de refeições prontas que aquecemos no micro-ondas e que libertam químicos tóxicos diretamente para os alimentos.

Esta contaminação pode ser invisível, mas é perigosa para a nossa saúde.


setembro, 2026

domingo, 13 de setembro de 2026

N.º de imigrantes ilegais a entrar no país de comboio e autocarro sobe

 

A PSP alertou hoje para um aumento de imigrantes em situação irregular que estão a chegar de comboio e autocarro às zonas metropolitanas de Lisboa e Porto provenientes de outras cidades europeias.


"Temos alguns fatores de risco identificados, especialmente nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto naquilo que são fluxos rodoviários e ferroviários de cidadãos a chegar a território nacional. Estão em situação irregular noutros países e procuram movimentar-se dentro do espaço Schengen, mudando de país para país", disse o diretor nacional adjunto da PSP e responsável pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) da PSP, superintendente-chefe João Ribeiro.



O responsável pela UNEF avançou que esta situação não é "propriamente nova", mas, face ao que tem sido a perceção da PSP e a análise de dados, "estes movimentos secundários relativamente a Portugal têm aumentado".

João Ribeiro especificou que há pessoas a chegar a Portugal através de autocarro, nomeadamente nos principais terminais rodoviários, e de comboio, tendo a PSP a capacidade de "realizar um controlo móvel de fronteira" nestes locais.


"A intenção, muitas vezes, até pode não ser permanecer em Portugal. Imaginemos, há um cidadão que entrou em território europeu, esteve, por exemplo, nos Países Baixos, na Bélgica, em França. Foram acontecendo situações que o levaram a afastar-se e nunca conseguiu estar em situação legal e chega a Portugal, vai chegando através destes movimentos secundários", explicou.

Acrescentou que muitas vezes o objetivo é dar o salto para outro país, referindo, como exemplo, a Irlanda em que é necessário utilizar a fronteira aérea.

"Todas estas situações que temos detetado, que resultam de movimentos secundários, de movimentações através da União Europeia, e em que depois, inclusivamente, é utilizada a fronteira aérea para sair do território, permite-nos ter esta perspetiva e esta noção clara de que os movimentos secundários, relativamente a Portugal, aparentam estar a aumentar", realçou.


O diretor nacional adjunto da PSP considerou que isto "constitui um fator de preocupação" e que vão ter "em atenção" nos próximos meses a fiscalização nestes locais de transportes e de presença de determinadas comunidades dessas nacionalidades, sem especificar quais.

João Ribeiro disse que estes movimentos secundários preocupam atualmente Portugal e a União.


Além dos imigrantes em situação irregular que chegam de comboio ou autocarro, Portugal está também a ser utilizado como "plataforma de acesso" a outros países da União Europeia através das fronteiras aéreas.

"As nossas fronteiras externas representam um fator de risco, mas aquilo que nos preocupa neste momento acabam por ser os movimentos secundários, ou seja, o que se passa dentro do espaço da UE em que Portugal pode ser utilizado, como está a ser utilizado em algumas situações e para isso temos parcerias com outras polícias de fronteira", disse.

De acordo com João Ribeiro, há cidadãos estrangeiros que chegam ao país por via aérea e têm como objetivo não permanecer em Portugal, mas sim dirigir-se para o Norte da Europa, onde existem comunidades e familiares das suas nacionalidades.

"Os desafios estão fundamentalmente centrados numa fronteira aérea como porta de entrada. A nossa estratégia, desde a criação da UNEF sempre foi a questão da reputação da fronteira portuguesa. Passava muitas vezes a mensagem de que era fácil entrar em Portugal. A nossa primeira preocupação é que o controlo seja eficiente e eficaz", acrescentou.

PSP recusa ideia de que há "uma batida de caça" ao imigrante ilegal

Na mesma entrevista, o responsável pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) da PSP recusou "uma caça" ao imigrante ilegal, considerando que a UNEF faz "uma abordagem inteligente" ao atuar nos locais onde existem fatores de risco.

"A nossa abordagem não é propriamente aquilo que foi reportado ser uma caça, digamos, uma batida de caça, não é essa a perspetiva", disse o também diretor nacional adjunto da Polícia de Segurança Pública superintendente-chefe João Ribeiro, em entrevista à Lusa, numa reação às críticas por parte de associações de imigrantes, que acusam a UNEF de perseguir imigrantes e se inspirar nos Estados Unidos.

O responsável explicou que a UNEF conhece "os fatores de risco" e "é essa abordagem que tenta ter e seguir em cada um dos espaços".

13/09/2026 POR LUSA

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Escola - Comportamento das crianças e adolescentes

 




Um alerta importante sobre educação está ganhando cada vez mais espaço nas discussões sobre o comportamento das crianças.
Muitos pais desejam proteger os filhos de qualquer sofrimento, dificuldade ou frustração. Mas será que tentar evitar todos os problemas realmente ajuda uma criança a se preparar para a vida?
Crianças que não aprendem a esperar, dividir, respeitar limites ou ouvir um “não” podem encontrar grandes dificuldades quando precisam lidar com frustrações e responsabilidades.
E isso aparece cada vez mais dentro das escolas.
Quando um aluno não aceita ser contrariado, questiona qualquer regra ou não consegue lidar com consequências, muitas vezes o professor acaba sendo visto como o problema simplesmente por estabelecer um limite.
Mas é importante lembrar:
Professor não é inimigo.
Frustração não é violência.
Limite não é falta de amor.
Amar uma criança não significa eliminar todas as dificuldades de seu caminho. A vida inevitavelmente apresentará situações que não podemos controlar.
Educar também significa preparar os filhos para esperar a sua vez, respeitar outras pessoas, cumprir combinados e compreender que nem todos os desejos serão atendidos.
Talvez uma das grandes dificuldades da educação atual esteja justamente aí: queremos crianças felizes o tempo todo, mas, sem perceber, podemos deixar de ensiná-las a serem fortes diante das dificuldades.


segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Avistamento de baleias tropicais na costa algarvia impulsiona turismo e alerta comunidade científica

https://sicnoticias.pt/pais/2026-09-06-video-avistamento-de-baleias-tropicais-na-costa-algarvia-impulsiona-turismo-e-alerta-comunidade-cientifica-627a3775?fbclid=IwY2xjawUL7xlwZG9mAWV4dG4DYWVtAjEwAGJyaWQRMHl3TUpTQ2FNa2hMaFZubzdzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEeR7QHMMwyM8icELZOYvUH2fNTxwDA1QB6esIdN9-3GAO2d7ZjS0abjPfD508_aem_nF-KHmmXyMNfnetl8Gsuxg#Echobox=1788706070 

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Os últimos anos trouxeram também outros cetáceos, o que pode ser um potencial sintoma das alterações climáticas.


Aparecem cada vez mais baleias-de-bryde, na costa do Algarve. Os novos visitantes animam o negócio de observação turística, mas os biólogos avisam que é um sinal perigoso dos efeitos das alterações climáticas.

Conhecidas como baleias tropicais, nunca vistas no Algarve até 2020, foram este verão visita habitual.

O espetáculo veio trazer novos argumentos a um negócio que movimenta centenas de milhares turistas por ano no Algarve, números sem paralelo no país.

Até agora, eram as orcas o visitante surpresa, não por ser exótico, mais por ser mais esporádico.

Os últimos anos trouxeram também outros cetáceos mais tropicais, o que pode ser um potencial sintoma das alterações climáticas.

A temperatura da água do mar no Algarve chegou a atingir 24 graus, em julho, período que coincidiu com o pico de avistamentos de baleias de bryde.

Os biólogos estão a tentar foto-identificação para seguir-lhes o rasto, mas, para já, conseguem reconhecer o regresso de uma cria, nascida há um ano, precisamente nas águas algarvias.

domingo, 6 de setembro de 2026

A casa mais antiga de Lisboa (Alfam) - Sobreviveu as terramotos de 1531 e de 1755 - Cidades e Desastres Naturais

https://www.facebook.com/watch/?v=1165033917787348 


Casa Quinhentista a casa mais antiga de Lisboa!
Construída no ano de 1500, e ainda hoje habitada, a casa mais antiga de Lisboa, localizada junto ao Bairro de Alfama, na encosta para o Castelo de São Jorge, a Casa mais antiga de Lisboa sobreviveu aos terramotos de 1531 e de 1755 e ainda está para durar.




É considerado o segundo terramoto mais destrutivo que atingiu Lisboa. Aconteceu em 1531 e terá destruído cerca de duas mil casas.

Segundo os relatos disponíveis, ocorreu um forte sismo na região de Lisboa e Vale do Tejo entre as 4 e as 6 horas da manhã do dia 26 de janeiro de 1531.

Foi particularmente violento e destrutivo em toda esta região, nomeadamente em Lisboa, Santarém, Almeirim, Azambuja e Vila Franca de Xira, embora tenha sido também sentido noutras regiões do país, nomeadamente em Setúbal, na região oeste e em certas zonas do Alentejo e da Beira Litoral. Há registos de ter sido também sentido no sul de Espanha.

O grau de destruição que causou, nomeadamente em Lisboa, é ainda motivo de discussão entre geólogos e historiadores.

 

  • Qual a razão para essa discussão?

As informações da época são fragmentárias e contraditórias e provêm, em boa parte, de relatos de épocas posteriores. Aceita-se que parte da cidade ficou destruída, com o colapso de muitas casas, talvez umas 2000 tenham ficado inabitáveis, segundo cálculos recentes. Sabe-se que várias igrejas, palácios e edifícios importantes sofreram igualmente danos consideráveis.

Também não há concordância sobre o número de mortes, estimando-se que terão atingido, pelo menos, o milhar. Circulam informações sobre 30 mil mortos, mas são meras especulações.

O cronista Diogo do Couto conta que o terramoto causou o pânico na cidade e levou muita gente a abandonar Lisboa e a refugiar-se em grutas ou a viver em tendas. Também descreve a destruição de todos os navios que se encontravam no porto de Lisboa e o refluxo do rio Tejo.

 

  • Pode ser comparado ao terramoto de 1755?

Considera-se que este terá sido o segundo terramoto mais grave da história de Lisboa, depois do de 1755, pois é inegável que o grau de destruição foi menor e a reconstrução dos estragos foi muito mais rápida.

A própria origem é diferente: este terramoto, ao contrário do de 1755, teve origem na falha do Vale Interior do Tejo, com o seu epicentro provável nos arredores de Vila Franca de Xira.

Pode, portanto, ser comparado a outros dois grandes terramotos que tiveram igualmente esta origem, o de 1344 e o de 1909, que afetaram sobretudo a região de Benavente.

Por fim, há ainda a considerar o grau de magnitude, que foi também inferior: calcula-se este tenha atingido o valor de 7,5 na escala de Richter, enquanto o de 1755 chegou, provavelmente, ao valor 9.



Caraterísticas e Impacto
  • Data e hora: 26 de janeiro de 1531, entre as 4h e as 5h da manhã. 
  • Magnitude: Estimada entre 6,5 e 7,1 na escala de Richter.
  • Epicentro: Localizado no Vale Inferior do Tejo (entre a Azambuja e Vila Franca de Xira). 
  • Destruição: Considerado o segundo sismo mais destrutivo da história de Lisboa (depois do de 1755), provocou danos severos na Baixa ribeirinha, no Paço Real e em vilas como Santarém, Almeirim e Azambuja. 
  • Efeitos associados: Foi acompanhado por um maremoto/tsunami no rio Tejo que afetou embarcações e zonas baixas. 
  • Vítimas: Estima-se a perda de milhares de vidas (algumas fontes apontam até cerca de 30.000 num contexto de pânico e réplicas prolongadas). 
Testemunhos e Reações
  • A corte de D. João III abandonou temporariamente a capital devido ao pânico generalizado.
  • Figuras da época, como o cronista Garcia de Resende e o dramaturgo Gil Vicente, testemunharam e documentaram os efeitos e o impacto psicológico do cataclismo. 
  •  IA


  • LASMA PLONE

Foi o 1.º "shopping" da Península Ibérica e celebra 50 anos. - Reabilitação Urbana

 

O primeiro centro comercial de toda a Península Ibérica é o Shopping Brasília e nasceu há 50 anos na cidade do Porto, junto à Rotunda da Boavista. O principal chamariz eram as escadas rolantes que faziam as delícias dos clientes que subiam e desciam vezes sem conta como se fosse um parque de diversões.


A festa do 50.º aniversário assinala-se dia 09 de outubro e as atividades arrancam pelas 18:00 com a inauguração, na porta lateral do centro comercial, de um mural de 10 metros de comprimento por seis metros de altura, do artista plástico Mr. Dheo.

Em 1976, quando o Shopping Brasília abriu portas ao público, o maior chamariz eram as escadas rolantes e vinham pessoas de todo o lado de Portugal e até de Espanha.

"O chamariz primeiro, o chamariz expoente eram realmente as escadas rolantes, porque não havia nenhuma em lado nenhum e havia aqui seis em movimento e as pessoas achavam uma coisa fantástica, lindíssima. As pessoas subiam e desciam, subiam e desciam, traziam a família, traziam os amigos (…). Vinham autocarros de todo o lado, da província, Espanha, Barcelos, Viana [do Castelo], Coimbra, Lisboa" ", recorda Ana Paula Santos, 64 anos, lojista da única ourivesaria que existe atualmente no centro comercial e presidente da Associação de Comerciantes do Brasília.

A lojista recorda que o Brasília teve um "potencial extraordinário" ao nível da envolvência socioeconómica, porque trabalhava muita gente naquele espaço comercial e "movimentava muita gente diariamente".

Ana Paula Santos conta que o Brasília foi o pioneiro no comércio aberto até à meia-noite, o que levou à existência de vários turnos laborais no centro comercial, mudando para sempre o paradigma dos horários das lojas abertas ao público.

"Fomos os pioneiros na abertura do comércio até à meia-noite. Se hoje em dia todos trabalham e têm essas oportunidades, a nós nos devem isso, porque disputámos essa ousadia, essa novidade, alargar as horas de trabalho, logicamente, com legalidade".

Sofia Silva, 61 anos, outra comerciante do Brasília com uma loja de cristais, tinha 15 anos quando o centro comercial abriu. Recorda que o centro comercial "era um mar de gente" para experimentar as escadas rolantes, mas também para degustar os croissants de chocolate e os gelados.

"Era muita gente, toda louca com as escadas rolantes (…). Era uma época de consumo. Toda a gente consumia, vendia-se de tudo. Quem tinha loja aqui no shopping nessa altura é certo que ganhou dinheiro", asseverou Sofia Silva.

Outra singularidade do Shopping Brasília era que tinha muitas jovens funcionárias nas lojas do Brasília com horarários prolongados, "havia uma atração pelas novas funcionárias (...) abre-se com um novo 'look', a rapariguinha era atrativa, simpática, elegante", ao ponto de inspirar o compositor Carlos Tê a escrever a música "A Rapariguinha do Shopping", celebrizada depois pela voz do cantor Rui Veloso: "A rapariguinha do shopping / Bem vestida e petulante / Desce pela escada rolante / Com uma revista de bordados / Com um olhar rutilante / e os sovacos perfumados".

A música deu o mote para o livro intitulado "A rapariguinha do Shopping já é avó", de Júlio Rodão, que vai ser apresentado dia 07 de outubro no âmbito do 50.º aniversário.

No dia 08 de outubro há uma sessão de 'showcooking', pelo chefe Hélio e outros cozinheiros da cidade, com o objetivo de dinamizar as comemorações dos 50 anos do Brasília através da gastronomia.

"Vai ser um evento de duas horas com os chefes da cidade. Uma coisa engraçada, forte, pujante", disse a presidente da Associação dos Comerciantes do Brasília.

O antigo lago com barquinhos para as crianças desapareceu e vai ser este mês transformado numa "pequena praça comemorativa dos 50 anos do Brasília" para estar pronta nas celebrações, conta Luís Pinho, administrador do condomínio do Brasília.

O Brasília nasceu em 1976 com uma sala de cinema com 400 lugares e 242 lojas, muitas delas dedicadas a vestuário com marcas internacionais diferenciadas, como a marca italiana Moschino, recorda Ana Paula Santos.

Mas, em 1982, com a terceira fase de construção marcada pelo uso de mármore rosa e espelhos ao estilo nos anos 80, nasce um ginásio onde a maioria dos clientes eram mulheres para fazer aulas de aeróbica, lembra a presidente da Associação dos Comerciantes.

Tanto o histórico Cinema Charlot, como o ginásio, encerraram durante a última década e a pandemia da covid-19 veio asseverar a crise económica em todo o espaço comercial.

As obras de remodelação das áreas comuns do Centro Comercial Brasília concluídas em 2024 – um investimento na ordem de meio milhão de euros – e o 'rebranding' da marca Shopping Brasília para "Brasília Faz Parte", trouxeram mais investidores e lojistas.

Segundo o administrador do condomínio, Luís Pinho, o ginásio vai reabrir este mês de setembro.

O ginásio tem 700 metros quadrados de área e foi adquirido pela cadeia de ginásios e health clubs em Portugal Lemonfit, estando apenas a faltar a autorização da Câmara do Porto para a colocação das máquinas para treinos para abrir ao público, explica Luís Pinto.

O espaço do antigo Cinema Charlot, com 400 lugares sentados, foi adquirido por "investidores portugueses" e está em fase de estudo de projeto para ser um espaço multiúsos", acrescentou Luís Pinto.

A um mês do Brasília celebrar 50 anos, estão 95% das lojas abertas, ou seja, de um total de 243 lojas, estão 223 lojas ativas, e dessas há 35 lojas dedicadas à beleza e estética.

"Temos tido uma forte imigração brasileira que trouxe esta tendência de cuidar do corpo", explicou Luís Pinto, referindo que o centro comercial se destaca por ter muitas lojas de especialidade e com produtos de várias nacionalidades, designadamente da Índia e do Brasil, mas também de África.

Gabriela Rodrigues, 33 anos, proprietária de duas lojas de estética no Brasília e prestes a abrir a terceira, conta que escolheu aquele espaço por causa da localização e do estacionamento.

"Os clientes vêm muito por causa do estacionamento fácil", observa, acrescentando que os seus clientes procuram preferencialmente tratamentos de laser facial e corporal, limpezas de pele e tratamentos de manchas.

Outra das novas lojas do Brasília que está com muita clientela é a clínica de fisioterapia. Segundo Maria João Gonçalves, a gestora da clínica, o espaço tem muita procura, por causa da "localização, dos acessos a transportes como o metro, e pelo serviço diferenciado".

"O facto de estar perto de vários hospitais também ajuda", indica, explicando que um dos serviços que mais é requisitado é a recuperação de cicatrizes pós-parto. "Temos clientes que vêm fazer cirurgias ao Porto e ficam a fazer a recuperação aqui".

O futuro do Brasília vai ser "risonho" e "brilhante", estima Ana Paula Santos.

Da mesma opinião é Jéssica Pereira, 30 anos, que ajuda a mãe da loja Faça Você Mesmo, dedicada à cópia de chaves.

Jéssica já é a terceira geração da família na loja Faça Você Mesmo, que superou as crises financeiras e a pandemia da covid-19, resistindo há quase 50 anos de portas abertas recorda Luísa Pereira.

"Eu desde pequena, desde que nasci, que estou aqui. As minhas lembranças mais antigas são de estar aqui com muita gente. Andar aqui a correr nos corredores e ir contra as pessoas, porque era muita gente nos corredores. Depois acabou por acalmar um bocadinho", lembra.

Segundo recorda Jéssica Pereira, a pior fase pela qual a loja passou foi mesmo na covid-19, em 2020, quando o centro comercial "estava completamente vazio" e "muitas das lojas acabaram por fechar".

"Agora as lojas [abertas] aumentaram mais (…). Acho que agora está a ir ao sítio, está a começar a levantar o shopping", considera a jovem, esperando que o "movimento volte" à semelhança das suas memórias de infância.

06/09/2026  POR LUSA

Pescador alerta para desembarque de migrantes no Meco. Barco encontrado

 

As autoridades procuram um grupo de cerca de 30 pessoas que terá chegado à praia da Foz, no Meco, durante a madrugada e fugido. O alerta foi dado por um pescador. Embarcação foi encontrada no areal.



A Guarda Nacional Republicana (GNR) recebeu, na madrugada deste domingo, 6 de setembro, a denúncia de um pescador a dar conta de um "possível desembarque de migrantes" na zona da Aldeia do Meco, em Sesimbra.


Apesar de confirmar esta informação ao Notícias ao Minuto e a presença de uma "embarcação de borracha" no areal, a GNR não consegue, pelo menos para já, corroborar os dados facultados pela testemunha.

De acordo com o Correio da Manhã, o homem terá visto "cerca de 30 pessoas a desembarcarem na praia da Foz", local onde o barco acabou por ser encontrado.

Ao Notícias ao Minuto, os militares explicaram ainda que "a embarcação encontra-se à guarda da Polícia Marítima" e que estão a decorrer buscas para encontrar, eventuais, fugitivos.

"A GNR mantém ativo o seu dispositivo territorial, bem como a estrutura de investigação criminal e de intervenção, de forma a apoiar e a desenvolver todas as diligências necessárias para averiguar os factos e garantir a segurança na área em causa", realçaram num esclarecimento sobre a situação.


06/09/2026  POR NATACHA NUNES COSTA  https://www.noticiasaominuto.com/


Embarcação vista no Meco? Autoridades descartam desembarque de migrantes



06/09/2026 POR NOTÍCIAS AO MINUTO