Mundo da Informação

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Migrações: Novo pacto da UE em vigor para meter "casa em ordem"

 O Novo Pacto para as Migrações e Asilo entra em vigor esta sexta-feira na União Europeia, esperando o bloco europeu alguma necessidade de ajustes. A Comissão Europeia garante ajudar os Estados-membros, mas, entre as possíveis falhas e "pôr a casa em ordem", perceba no que consiste este acordo.

Onovo Pacto para as Migrações e Asilo entra plenamente em vigor esta sexta-feira, mas a medida que abrange a União Europeia (UE) está envolta em polémica que promete não ficar por aqui, dado que deverão ser precisos ajustes. Mas entre as “falhas iniciais” e a possibilidade de o acordo poder limitar direitos, perceba tudo o que se passa.

No que consiste este novo pacto?

O pacto foi preparado ao longo de dois anos e visa lidar com os números crescentes de chegadas irregulares à UE, passando a ser obrigatório em todos os Estados-membros. O acordo introduz uma reforma profunda no controlo de fronteiras, processamento de pedidos de asilo e retorno de migrantes.

Passarão então a haver regras obrigatória, nomeadamente, em relação a um maior controlo nas fronteiras, registos exaustivos, uso de países terceiros e distribuição da responsabilidade.

O pacto trará um procedimento acelerado com duração máxima de 12 semanas para migrantes que entrem irregularmente na UE, período durante o qual serão analisados os pedidos de asilo e, caso estes sejam rejeitados, decididos os respetivos regressos. Durante esse processo, os requerentes não serão considerados legalmente como estando em território da UE.

O procedimento acelerado será obrigatório para pessoas consideradas uma ameaça à segurança ou provenientes de países cujos cidadãos obtenham proteção internacional em menos de 20% dos pedidos apresentados na UE.

Este acordo é considerado por Bruxelas como uma "peça central" da reforma na Europa, tendo o comissário europeu para a Administração Interna e Imigração, Magnus Brunner, lembrando em entrevista à Lusa que "todo o sistema de migração e asilo" vai ser alterado, permitindo, dessa forma, "voltar a pôr a casa europeia em ordem".

"Há 10 ou 11 anos [durante a crise migratória de 2015], a UE assumiu muitas responsabilidades, mas não tínhamos sistema nem controlo sobre o que estava a acontecer na UE. Por isso é que este pacto é tão importante", explicou.

Lembrando que o pacto é de uma "dimensão enorme", até "gigantesco", o comissário europeu garantiu que será aprimorado ao longo do tempo, com a Comissão Europeia a tentar ajudar os Estados-membros a "melhorar" a situação face aos ajustes que podem vir a ser necessários"Será que tudo vai funcionar na perfeição logo no primeiro dia? Claro que não", considerou, quando questionado sobre o assunto.

O que pode vir a precisar de ajustes?

Note-se que, apesar dos dois anos de transição, muitos países não conseguiram ainda aplicar todos os sistemas previstos. A informação consta, entre outras, num relatório divulgado a 8 de maio pela Comissão Europeia.

É nesse documento que é indicado que a execução prática das medidas está atrasada, nomeadamente, no que diz respeito aos sistemas informáticos para o rastreio de migrantes e a construção de centros de detenção nas fronteiras em vários países importantes como a Espanha, a Itália, a Grécia, a Alemanha e o Chipre.

Triagem e a escolha dos países: Acolher ou pagar? 

Sendo assim, a partir de hoje, os Estados-membros terão de escolher entre acolher os migrantes e refugiados que entram irregularmente no bloco ou pagar compensações financeiras, que podem ir até aos 20 mil euros por pessoa.

A legislação reformulada prevê também uma triagem obrigatória de migrantes na fronteira externa do bloco e uma avaliação para determinar se o pedido de asilo será processado durante a qual os requerentes devem ser mantidos em centros. 

Esta triagem implicará então a recolha de dados dos migrantes que passam pela recolha de impressões digitais, imagens faciais, nacionalidade e local do pedido de proteção internacional - estas informações passam a ser registadas numa base de dados de acesso comum a todos os países.

E o que diz Portugal?

Para o Governo português, o Pacto de Migrações e Asilo da UE constitui um "travão à imigração ilegal", mas também um incentivo à "migração, regular, segura e ordeira", respeitando os direitos fundamentais.

Em declarações à Lusa, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, salientou, por ocasião da entrada plena em vigor do pacto, que a uniformização das regras de entrada vai permitir uma melhor gestão das fronteiras, da integração e retorno de irregulares, ao mesmo tempo que favorece a criação de "canais regulares" de imigrantes.

Para o governante, o objetivo "não é ter a porta toda fechada", mas manter "canais que circulam e fluxos que fluem de forma legal e regular".

Note-se que na semana passada Leitão Amaro deu ainda uma entrevista ao Jornal de Notícias na qual, entre outras considerações, teceu críticas a Espanha, numa altura em que o país tem estado no centro da discussão sobre a política migratória - isto porque o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, anunciou recentemente o início do processo de regularização de meio milhão de imigrantes.

A posição do Executivo português é a que está "no meio e na moderação" em áreas como a imigração, mas na mesma entrevista Leitão Amaro 'alargou a fronteira' entre Portugal e Espanha, que segue uma política "mais facilitadora", dizendo: "Uma das grandes diferenças entre a política portuguesa e a espanhola é que nós temos uma lógica de muito mais regulação, de controlo e também de respeito de direitos fundamentais de integração para evitar o tal efeito de chamada da imigração descontrolada, como se estivéssemos a convidar o mundo e que venham ilegais".

Sublinhe-se, no entanto, que Leitão Amaro defendeu que o novo acordo político político provisório para as imigrações alcançado pela UE é "muito radical". O governante referia-se a uma resolução alcançada há apenas alguns dias sobre o Regulamento Europeu de Retornos - que permitirá criar em países terceiros centros para migrantes que devem ser repatriados, acelerar as deportações e apertar a política migratória.

Novo pacto já foi criticado: Haverá menos direitos?

Várias organizações não-governamentais (ONG), incluindo Amnistia Internacional e Médicos Sem Fronteiras, avisaram, ainda esta semana, que o Pacto Europeu sobre Migração e Asilo poderá comprometer a análise individual dos pedidos de proteção internacional e aumentar o risco de detenção de migrantes.

As ONG falam ainda do Regulamento Europeu de Retorno, dizendo que este, na sua opinião, amplia o recurso à detenção e introduz medidas coercivas destinadas a acelerar os processos de deportação.

As organizações criticaram igualmente outras disposições comunitárias, incluindo as regras relativas aos chamados países terceiros seguros e a lista europeia de países de origem seguros, argumentando que esta inclui países com "graves deficiências em matéria de direitos humanos".

As organizações signatárias consideram que o novo sistema alarga as circunstâncias em que os pedidos de proteção internacional podem ser avaliados através de procedimentos especiais mais rápidos, com menos garantias processuais e prazos reduzidos. Este modelo favorecera, a seu ver, a utilização de centros fechados ou de detenção, incluindo para menores e pessoas em situação de vulnerabilidade.

As organizações adiantam ainda que quanto ao procedimento acelerado referido acima, este poderá dificultar a apreciação de outras formas de proteção ou de autorização de residência e comprometer direitos fundamentais, incluindo o princípio da não repulsão, que proíbe o envio de pessoas para países onde possam enfrentar perseguição ou riscos graves.

12/06/2026  POR ANA TERESA BANHA, LUSA

terça-feira, 9 de junho de 2026

Praia fluvial do Agroal

https://www.facebook.com/reel/1718158209923220 


A Praia Fluvial do Agroal é uma das zonas balneares mais famosas e singulares do Centro de Portugal, localizada na freguesia de Formigais, no concelho de Ourém. O seu principal destaque é estar situada junto à maior nascente do Rio Nabão, o que garante águas extremamente límpidas, mas também conhecidas por serem muito frias.

A verdade não deve depender da identidade do agressor nem da identidade da vítima...parcialidade de uma parte da comunicação social

 








𝗚𝗲𝗼𝗿𝗴𝗲 𝗙𝗹𝗼𝘆𝗱 𝗠𝗼𝗯𝗶𝗹𝗶𝘇𝗼𝘂 𝗼 𝗠𝘂𝗻𝗱𝗼. 𝗕𝗲𝗹𝗳𝗮𝘀𝘁 𝗠𝗲𝗿𝗲𝗰𝗲 𝗦𝗶𝗹𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗼?
Em 2020, após a morte de George Floyd, assistimos a semanas de cobertura mediática ininterrupta, manifestações em vários países, debates televisivos permanentes e acusações generalizadas sobre racismo estrutural. Políticos, jornalistas, comentadores e celebridades sentiram necessidade de se pronunciar. O assunto dominou a agenda pública durante meses.
Agora, em Belfast (Irlanda) quando um homem é alvo de uma alegada tentativa de decapitação em plena rua, perante testemunhas e câmaras de telemóvel, por parte de um tipo de 30 anos originário do Sudão, a reação parece muito diferente. Há indignação, naturalmente, mas não se vê a mesma mobilização, a mesma intensidade mediática nem a mesma vontade de discutir todas as implicações do caso.
É precisamente esta diferença de tratamento que leva muitos cidadãos a questionarem a imparcialidade de uma parte da comunicação social. Quando o agressor é branco e a vítima pertence a uma minoria, rapidamente surgem debates sobre racismo, discriminação e ódio. Quando a situação não encaixa nessa narrativa, o discurso tende a ser muito mais cauteloso e as perguntas tornam-se menos incómodas.
Numa sociedade democrática, os princípios devem ser os mesmos para todos. A violência é condenável independentemente da cor da pele, da origem, da religião ou da nacionalidade do agressor e da vítima. E a exigência de transparência também deve ser igual em todos os casos.
Os cidadãos não pedem censura nem manipulação da informação. Pedem apenas coerência. Se determinados acontecimentos justificam semanas de debate público, então outros crimes igualmente chocantes também merecem ser analisados com a mesma seriedade e sem filtros ideológicos.
A confiança na comunicação social e de quem governa não se constrói através da seleção conveniente dos factos. Constrói-se através da imparcialidade, da honestidade e da coragem de relatar a realidade tal como ela é, mesmo quando essa realidade contraria determinadas narrativas políticas.
Porque a verdade não deve depender da identidade do agressor nem da identidade da vítima.
Nota:
Os textos aqui publicados refletem exclusivamente a minha opinião pessoal. As imagens são idealizadas por mim e reproduzidas com recurso a inteligência artificial.

Jorge Victor Torres      9/6/2026  


 https://www.facebook.com/reel/1345818910816859  




Police in Surrey, England, carried out an unusual month-long operation to tackle harassment against women in public places. Instead of wearing uniforms, female police officers dressed in ordinary clothes and posed as joggers in areas where complaints about harassment were common.

The goal was to catch offenders in the act and better understand the experiences many women face while walking or exercising alone. While the officers jogged through these locations, specialist police teams stayed nearby, ready to step in if any threatening or inappropriate behavior occurred.

The results were surprising. During the operation, police arrested 18 people for offences including harassment, physical assault, and theft. According to Inspector Jon Vale, one undercover officer was honked at by a driver within just 10 minutes of starting her jog. Only 30 seconds later, another vehicle slowed down and the occupants made inappropriate gestures toward her.

These incidents highlighted how quickly harassment can occur in public spaces. The operation was designed not only to catch offenders but also to raise awareness of a problem many women regularly experience.

The issue appeared to be widespread. A survey conducted by Surrey County Council found that 94% of female residents had experienced some form of harassment. Despite this, nearly half said they had never reported it to authorities.

Police said the operation helped identify offenders and encouraged more victims to come forward. It also provided important evidence about the challenges many women face in everyday life.

The undercover initiative became an example of how law enforcement can use creative methods to address public safety concerns and better protect members of the community. 

A polícia de Surrey, na Inglaterra, realizou uma operação incomum de um mês para combater o assédio contra mulheres em locais públicos. Em vez de usar uniformes, policiais femininas vestiram roupas comuns e fizeram-se passar por corredoras em áreas onde as queixas de assédio eram frequentes.

O objetivo era flagrar os agressores em flagrante e entender melhor as experiências que muitas mulheres enfrentam ao caminhar ou se exercitar sozinhas. Enquanto as policiais corriam por esses locais, equipes policiais especializadas permaneciam nas proximidades, prontas para intervir caso ocorresse qualquer comportamento ameaçador ou inadequado.

Os resultados foram surpreendentes. Durante a operação, a polícia prendeu 18 pessoas por crimes como assédio, agressão física e furto. Segundo o inspetor Jon Vale, uma policial disfarçada teve sua buzina disparada por um motorista apenas 10 minutos após começar a correr. Apenas 30 segundos depois, outro veículo diminuiu a velocidade e os ocupantes fizeram gestos inapropriados em sua direção.

Esses incidentes destacaram a rapidez com que o assédio pode ocorrer em espaços públicos. A operação foi planeada não apenas para prender os agressores, mas também para conscientizar sobre um problema que muitas mulheres enfrentam regularmente.

O problema parecia ser generalizado. Uma pesquisa realizada pelo Conselho do Condado de Surrey revelou que 94% das residentes do sexo feminino haviam sofrido algum tipo de assédio. Apesar disso, quase metade afirmou nunca ter denunciado o caso às autoridades.

A polícia afirmou que a operação ajudou a identificar os agressores e incentivou mais vítimas a denunciarem o caso. Também forneceu evidências importantes sobre os desafios que muitas mulheres enfrentam no dia a dia.

A iniciativa secreta tornou-se um exemplo de como as forças policiais podem usar métodos criativos para lidar com questões de segurança pública e proteger melhor os membros da comunidade.

Unknown Facts

   8/6/2026




Portugal Patriota    8/6/2026  



Paulo Rios    19/6/2026