"Ameaça credível". Se vai ao Mundial, prepare-se para o "caos"
Governo do Reino Unido alerta para o perigo de "ativistas e extremistas" virem a levar a cabo "tentativas de disrupção" ao nível dos transportes, durante o Campeonato do Mundo, em nome de causas como a paz no Médio Oriente ou o combate às alterações climáticas.
Ojornal britânico The Sun traz, este domingo, a público as conclusões de um relatório elaborado pelo Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido, que avisa que os episódios de "sabotagem" verificados nos Jogos Olímpicos de Verão (em 2024) e de Inverno (em 2026) apontam para um cenário de "padrão credível de ameaça ao Campeonato do Mundo".
"A maior ameaça aos adeptos que vão ao Mundial deste ano deriva de ativistas e extremistas que procuram somar pontos para a sua causa. Os especialistas não temem ataques terroristas tradicionais, mas sim tentativas de disrupção. Isto será, provavelmente, com vista às infraestruturas de transportes, já que milhões de adeptos vão usar os transportes públicos para ir aos jogos", explicou uma fonte governamental à publicação.
As autoridades temem, acima de tudo, que ocorram episódios de sabotagem a sinais de ferrovia, pontes e linhas de eletricidade, numa tentativa organizada de chamar a atenção para causas como a paz no Médio Oriente ou o combate às alterações climáticas, nos Estados Unidos, no Canadá e no México.
Os receios derivam do facto de, logo no primeiro dia de Paris2024, a companhia ferroviária nacional francesa ter denunciado "um ataque maciço", por via de "atos de sabotagem coordenados" à rede de TGV, que levou ao cancelamento de vários comboios que ligavam a cidade a Londres, capital de Inglaterra.
Já em fevereiro deste ano, foi a vez de o governo italiano ter feito saber que infraestruturas ferroviárias situadas nas imediações da cidade de Bolonha foram sabotadas, com três incidentes em locais diferentes, que causaram atrasos de até duas horas e meia nos serviços de alta velocidade, nos comboios interurbanos e regionais.
O risco de pobreza em Portugal diminuiu para 15,4% (menos 1,2 pontos percentuais), em 2024. Mas sem prestações sociais, como as pensões de velhice e sobrevivência, de desemprego ou doença e de incapacidade, a taxa de pobreza seria bem mais elevada.
«Os dados mostram que na ausência de qualquer tipo de transferência social, a taxa de pobreza seria de 40,4%», alerta o economista do ISEG Carlos Farinha Rodrigues. «Ou seja, o seu efeito atenuador da pobreza é de 25 pontos percentuais».
19/5/2026 A pobreza e a desigualdade estão a diminuir?
Os dados mais recentes do INE acentuam a tendência de queda dos principais indicadores de pobreza e de desigualdade. Mas a existência de 1,7 milhões de pessoas em situação de pobreza monetária é um fator de preocupação. Uma análise à situação social do país, onde 18,6% da população vive em situação de pobreza ou exclusão social.
A EVOLUÇÃO RECENTE DOS INDICADORES DE POBREZA, DESIGUALDADE E EXCLUSÃO SOCIAL
Em 2024, a descida da pobreza monetária para o valor mais baixo desde o início da publicação anual deste indicador, no início da década de 1990, bem como a saída de cerca de cem mil pessoas da situação de pobreza, constituem, indiscutivelmente, boas notícias e um sinal encorajador quanto à possibilidade de uma redução sustentada da pobreza em Portugal.
Todavia, estes resultados positivos não devem obscurecer a persistência de problemas estruturais profundos. Portugal continua a ser um país em que cerca de 1,7 milhões de pessoas vivem em situação de pobreza, com um rendimento mensal equivalente inferior a 723 euros. Um país onde aproximadamente 300 mil crianças são pobres e onde 8,6% da população empregada não recebe rendimentos suficientes para escapar à pobreza.
Nos anos mais recentes, tem-se assistido a um aumento da população em situação de sem-abrigo e a um agravamento das dificuldades enfrentadas pelas famílias mais vulneráveis.
Os principais indicadores de pobreza monetária registaram uma redução significativa em 2024. A incidência da pobreza diminuiu de 16,6% para 15,4%, enquanto a taxa de pobreza extrema baixou de 6,4% para 5,2%.
A intensidade da pobreza — indicador que determina quão pobres são os pobres — registou igualmente uma redução expressiva, passando de 25,7% em 2023 para 22,6% em 2024.
A evolução da pobreza apresentou, contudo, diferenças relevantes entre grupos etários. Na população idosa, que no ano anterior tinha registado um aumento significativo da taxa de pobreza, observou-se uma redução acentuada de 3,3 pontos percentuais, contribuindo de forma decisiva para a descida da taxa global.
A população em idade ativa registou igualmente uma melhoria, com a taxa de pobreza a diminuir de 14,4% em 2023 para 12,9% em 2024. Já no caso das crianças e jovens, a redução foi muito mais modesta:de apenas 0,2 pontos percentuais, de 17,8% para 17,6%.
Esta assimetria reflete-se igualmente na incidência da pobreza por tipo de agregado familiar. As famílias sem crianças dependentes registaram uma diminuição da taxa de pobreza de 2,3 pontos percentuais, fortemente influenciada pela redução da pobreza entre famílias unipessoais, em particular as constituídas por um único idoso, cuja taxa de pobreza diminuiu de 33,7% para 27,0%.
Em sentido inverso, as famílias com crianças dependentes viram a sua incidência da pobreza aumentar ligeiramente, de 16,4% para 16,6%. Neste grupo, destaca-se de forma particularmente preocupante o agravamento da pobreza nas famílias monoparentais, cuja taxa aumentou 4,1 pontos percentuais, atingindo 35,1%. Dado tratar-se de um dos grupos socialmente mais vulneráveis, torna-se essencial compreender as causas deste agravamento e desenvolver medidas específicas para o contrariar.
Com efeito, as famílias monoparentais e as famílias com três ou mais crianças dependentes têm as mais elevadas taxas de pobreza entre todos os agregados considerados (35,1% e 26,7%, respetivamente). A persistência de níveis tão elevados de pobreza nestes grupos ajuda a explicar a reduzida capacidade de diminuir a pobreza infantil em Portugal.
A análise da pobreza segundo a condição perante o trabalho confirma que o desemprego continua a ser um dos principais fatores de risco. Apesar de uma redução de 1,7 pontos percentuais face a 2023, a incidência da pobreza entre os desempregados mantém-se extremamente elevada (42,6%).
Também a proporção da população empregada em situação de pobreza diminuiu ligeiramente, de 9,2% para 8,6%. A existência de uma percentagem tão significativa de trabalhadores pobres é um dos aspetos mais preocupantes da realidade social portuguesa, evidenciando fragilidades no funcionamento do mercado de trabalho.
Como consequência da melhoria da situação dos idosos, a taxa de pobreza entre a população reformada foi a que mais diminuiu, passando de 19,6% em 2023 para 16,4% em 2024, ainda assim acima do valor registado em 2022 (15,4%).
A educação continua a ser o principal mecanismo de mobilidade social e um instrumento fundamental de combate à pobreza. Em 2024, uma pessoa com ensino superior apresentava uma taxa de pobreza de 5,4%, cerca de 3,9 vezes inferior à de quem apenas completou o ensino básico (21,3%).
Não obstante, é preocupante que 5,4% das pessoas com ensino superior se encontrem abaixo do limiar de pobreza, o que reforça a necessidade de políticas eficazes de transição dos jovens do sistema educativo para o mercado de trabalho e de uma maior valorização das qualificações profissionais.
Os dados do INE evidenciam igualmente uma redução das assimetrias regionais na incidência da pobreza. Em 2023, a diferença entre a região com maior e menor taxa de pobreza era de 11,3 pontos percentuais; em 2024, essa diferença reduziu-se para 5,7 pontos percentuais.
Destaca-se, neste contexto, a descida significativa da pobreza na Região Autónoma dos Açores. Em contrapartida, o aumento da taxa de pobreza no Alentejo, que passou a ser a região com maior incidência, merece uma análise aprofundada.
De acordo com a informação divulgada pelo ICOR 2025, o rendimento equivalente das famílias aumentou cerca de 13,8% em termos nominais, passando de 1 246 euros mensais em 2024 para 1 418 euros em 2025.
Este crescimento não foi homogéneo ao longo da distribuição dos rendimentos, tendo o percentil 20 (a fronteira que separa os rendimentos dos 20% mais pobres das restantes famílias) registado um aumento superior à média, o que contribuiu para a melhoria da situação das famílias mais vulneráveis.
Esta evolução teve impacto direto na redução da desigualdade. O coeficiente de Gini diminuiu um ponto percentual, fixando-se em 30,9%. Os rácios S80/S20 e S90/S10 registaram igualmente uma diminuição, refletindo um alívio da desigualdade em 2024.
Em 2024, o rendimento médio por adulto equivalente dos 10% mais ricos era cerca de 7,9 vezes superior ao dos 10% de menores rendimentos. No período anterior esse mesmo valor ascendia a 8,9. O índice S80/S20 sofreu uma redução mesmo expressiva, passando de 5,2 para 4,9.
Ainda assim, Portugal permanece entre os países mais desiguais da União Europeia.Segundo o Eurostat, e tomando como referência os rendimentos de 2023, o nosso país era o quinto país mais desigual de toda a UE, com um coeficiente de Gini 2,5 pontos percentuais superior ao da média comunitária.
Em 2025, a taxa de privação material e social reduziu-se ligeiramente fixando-se nos 10,2%. A taxa de privação material e social severa manteve-se inalterada nos 4,3%.
Privação material e social diminuiu, mas acesso à habitação e a uma alimentação adequada antecipa preocupações
Os indicadores de privação material e social revelam, ainda que de forma parcial, as situações em que é mais fortemente sentida a privação das famílias. São, assim, uma informação complementar à obtida através dos indicadores de pobreza monetária. Estes indicadores integram o sistema de monitorização social da estratégia Europa 2030.
Em 2025, a taxa de privação material e social reduziu-se ligeiramente fixando-se nos 10,2%. A taxa de privação material e social severa manteve-se inalterada nos 4,3%.
A comparação dos valores dos 13 indicadores de privação material e social, revela quais as situações em que a privação das famílias é mais intensamente percecionada.
Entre os indicadores que traduzem uma situação de vulnerabilidade material e social mais elevada em 2025 destacam-se: 29,2% dos inquiridos dizem que não têm capacidade para assegurar o pagamento imediato de uma despesa inesperada próxima do valor da linha de pobreza do inquérito anterior (632 euros por mês); 15,6% declara não ter capacidade financeira para manter a casa adequadamente aquecida; 33,1% não tem capacidade para pagar uma semana de férias, por ano fora de casa e 33,0% dos indivíduos declaram a impossibilidade de substituição do mobiliário usado.
Estes indicadores revelam apenas parcialmente as dificuldades no acesso a bens e serviços essenciais, como a habitação, a saúde e os medicamentos.
Pobreza ou exclusão social atingem 18,6% da população em 2025
Em 2025, dois milhões de pessoas (18,6% da população) encontravam-se em situação de pobreza ou de exclusão social em Portugal.
A taxa de pobreza ou de exclusão social é o indicador síntese utilizado pelo sistema estatístico da União Europeia, no âmbito da estratégia Europa 2030, para caracterizar as famílias e as pessoas que se encontram em pelo menos uma de três situações: pobreza monetária; privação material e social severa; afastamento do mercado de trabalho (traduzida no facto de, num dado agregado, os indivíduos adultos entre os 18 e os 59 anos trabalharam em média menos de 20% do tempo de trabalho possível (baixa Intensidade laboral)).
Este indicador mostra fortes assimetrias regionais. O valor mais baixo da taxa de pobreza ou de exclusão social verifica-se na região da Grande Lisboa (16,5%). Já os arquipélagos dos Açores e da Madeira, apesar das descidas verificadas em 2025, apresentam os valores mais elevados neste indicador.
Na ausência de qualquer tipo de transferência social, a pobreza em Portugal seria de 40,4%.
Impacto das prestações sociais na redução da pobreza e das desigualdades permanece limitado
A importância das prestações sociais na redução da incidência da pobreza pode ser observada através da comparação das «taxas de pobreza» antes e após transferências sociais.
Em 2024, é possível verificar que a incidência da pobreza no conjunto da população foi de 15,4%, mas que, mantendo inalterado o montante em euros que define a linha de pobreza e excluindo do rendimento disponível das famílias, as transferências sociais relacionadas com a doença e incapacidade, família, desemprego e inclusão social, a incidência passaria para 20,8%.
As transferências sociais (excluindo pensões) possibilitam, assim, uma redução da incidência da pobreza em 5,2 pontos percentuais.
Este efeito das transferências sociais na redução da pobreza aumentou ligeiramente face ao verificado em 2023 (4,8 pp), mas mantém-se ainda abaixo do registado antes da crise do Covid em 2019 (5,7 pp).
De igual forma, é possível verificar o impacto das pensões de velhice e de sobrevivência na redução da incidência da pobreza. Essa redução é de 19,6 pontos percentuais, sendo notória a importância desta fonte de rendimento nos recursos das famílias.
O que estes dados mostram é que na ausência de qualquer tipo de transferência social, e mantendo o valor do limiar de pobreza, a taxa de pobreza seria de 40,4%. Ou seja, o seu efeito atenuador da pobreza é de 25 pontos percentuais.
Distribuição de todas as prestações sociais é muito desigual
Para esclarecer melhor os efeitos redistributivos das prestações sociais iremos utilizar os microdados do ICOR 2024, com dados do rendimento referentes ao ano anterior.
Em 2023, o total das prestações sociais representavam 27,3% do rendimento equivalente das famílias. Destes 22.6% correspondiam a pensões de velhice e de sobrevivência (a maioria das quais de natureza contributiva) enquanto 4,7% representava outros tipos de prestações sociais.
Analisando como o total das prestações sociais se distribui ao longo da escala de rendimentos é possível verificar que 34,4% dessas prestações se dirigia para o último quintil da distribuição (os 20% de maiores rendimentos) enquanto o primeiro quintil da população (os 20% de menores rendimentos onde se inclui a população em situação de pobreza) somente auferia 13,6% do total das prestações sociais.
A explicação desta distribuição profundamente assimétrica das prestações sociais reside em dois motivos: por um lado a importância que as pensões de velhice e de sobrevivência têm no total das prestações, por outro, no facto de as pensões contributivas mais elevadas geralmente estarem associadas à parte superior da distribuição dos rendimentos.
Se observarmos outras prestações predominantemente destinadas às famílias mais desfavorecidas a sua distribuição altera-se profundamente. Por exemplo, no caso das prestações sociais referentes aos apoios às famílias e à exclusão social cerca de um quarto (24%) são dirigidas aos 20% mais pobres.
Utilizando os dados publicados pelo Eurostat é possível verificar que, em 2022, o efeito redistributivo de todas as prestações sociais sobre a pobreza monetária era na UE de 26,5 pontos percentuais enquanto em Portugal esse valor era de 23,7.
Se excluirmos as pensões de velhice e de sobrevivência a distância entre o nosso país e a média europeia era mais expressiva. Na UE o impacto atenuador das transferências sociais (excluindo pensões) sobre a taxa de pobreza era de 8,4 pontos percentuais enquanto em Portugal era de 4,8 pp.
Outros apoios com fraco impacto na redução da pobreza
Este fraco desempenho das prestações sociais, excluindo pensões, na redução da incidência da pobreza radica na conjugação de dois fatores: abrangência e eficácia. O peso das prestações sociais baseadas em condição de recursos – isto é em que a elegibilidade para receber um subsídio depende dos rendimentos serem inferiores a um determinado limiar – é claramente inferior no nosso país ao valor médio da UE. E a sua eficácia na redução da pobreza aparenta igualmente ser menor.
Mas os dados do Eurostat permitem-nos igualmente avaliar o efeito equalizador das transferências sociais na redução da desigualdade medida pelo coeficiente de Gini. Os resultados são semelhantes aos obtidos em relação à pobreza.
O efeito redistributivo de todas as prestações sociais sobre o nível de desigualdade era na UE de 18,4 pontos percentuais, enquanto em Portugal esse valor era 16,1.
Se excluirmos as pensões de velhice e de sobrevivência, o impacto atenuador das transferências sociais (excluindo pensões) sobre o coeficiente de Gini era de 4,9 pontos percentuais, enquanto em Portugal se ficava nos 2,6 pp. A eventual explicação desta menor capacidade igualizadora das transferências sociais é semelhante à avançada anteriormente no caso da pobreza.
O combate à pobreza exige políticas públicas robustas, integradas e orientadas para os fatores estruturais que a reproduzem.
Onde estão os desgraçados das Flotilhas Humanitárias ? Não fazem manifestações ou Apelos à Comunidade internacional? Crianças, mulheres estupradas, assassinadas, só porque, são Cristãs. Todos os dias são executados 3 cristãos pelos muçulmanos radicais Estado Islâmico e Boko Haram
Estima-se que já tenham morrido para cima de 90 mil pessoas na Nigéria. Eu que sou acusada de ser racistas pelos wokistas, sou a única que estou sempre por aqui a falar de África e de países que nunca vêm nos Media pois foge ao discurso globalista direcionado para pessoas não pensantes...
As mudanças climáticas são transformações a longo prazo nos padrões de temperatura e clima.
Essas mudanças podem ser naturais, como por meio de variações no ciclo solar. Mas, desde 1800, as atividades humanas têm sido o principal impulsionador das mudanças climáticas, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás.
A queima de combustíveis fósseis gera emissões de gases de efeito estufa que agem como um grande cobertor em torno da Terra, retendo o calor do sol e aumentando as temperaturas.
Exemplos de emissões de gases de efeito estufa que estão causando mudanças climáticas incluem dióxido de carbono e metano. Isso vem do uso de gasolina para dirigir um carro ou carvão para aquecer um prédio, por exemplo.
A desflorestação de terras e florestas também pode liberar dióxido de carbono. Aterros para lixo são uma das principais fontes de emissões de metano. Energia, indústria, transporte, edificações, agricultura e uso da terra estão entre os principais emissores.
As concentrações de gases de efeito estufa estão em seus níveis mais altos em 2 milhões de anos
E as emissões continuam aumentando. Como resultado, a Terra está agora cerca de 1,1 °C mais quente do que no final do século XIX. A última década (2011-2020) foi a mais quente já registrada.
Muitas pessoas pensam que as mudanças climáticas significam principalmente temperaturas mais altas. Mas o aumento da temperatura é apenas o começo da história.
Como a Terra é um sistema, onde tudo está conectado, mudanças em uma área podem influenciar mudanças em todas as outras.
As consequências das mudanças climáticas agora incluem, entre outras, secas intensas, escassez de água, incêndios severos, aumento do nível do mar, inundações, derretimento do gelo polar, tempestades catastróficas e declínio da biodiversidade.
As pessoas estão a enfrentar as mudanças climáticas de diversas maneiras
As mudanças climáticas podem afetar nossa saúde, capacidade de cultivar alimentos, habitação, segurança e trabalho.
Alguns de nós já são mais vulneráveis aos impactos do clima, como as pessoas que vivem em pequenas nações insulares e outros países em desenvolvimento.
Condições como a elevação do nível do mar e a intrusão da água salgada avançaram ao ponto de comunidades inteiras terem que se mudar, e secas prolongadas estão colocando as pessoas em risco de fome. No futuro, o número de “refugiados do clima” deverá aumentar.
Cada aumento no aquecimento global é importante
Em uma série de relatórios da ONU, milhares de cientistas e analistas de governos concordaram que limitar o aumento da temperatura global a não mais que 1,5 °C nos ajudaria a evitar os piores impactos climáticos e a manter um clima habitável.
No entanto, com base nos atuais planos climáticos nacionais, o aquecimento global deverá atingir cerca de 3,2 °C até o final do século.
As emissões que causam as mudanças climáticas vêm de todas as partes do mundo e afetam a todos, mas alguns países produzem muito mais do que outros.
Os 100 países menos emissores geram 3 por cento das emissões totais. Os 10 países com as maiores emissões contribuem com 68 por cento.
Todos devem tomar medidas climáticas, mas as pessoas e os países que estão criando mais problemas têm uma responsabilidade maior de agir primeiro.
Enfrentamos um grande desafio, mas já conhecemos muitas soluções
Muitas soluções de mudança climática podem oferecer benefícios econômicos, ao mesmo tempo em que melhoram nossas vidas e protegem o meio ambiente. Também temos acordos globais para orientar o progresso, como a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e o Acordo de Paris.
Três grandes categorias de ação são: redução das emissões, adaptação aos impactos climáticos e financiamento dos ajustes necessários.
Mudar os sistemas de energia de combustíveis fósseis para renováveis, como solar ou eólica, reduzirá as emissões que impulsionam as mudanças climáticas. Mas temos que começar agora.
Enquanto uma coalizão crescente de países está se comprometendo com emissões líquidas zero até 2050, cerca de metade dos cortes de emissões devem estar em vigor até 2030 para manter o aquecimento abaixo de 1,5 °C. A produção de combustíveis fósseis deve diminuir cerca de 6 por cento ao ano entre 2020 e 2030.
A adaptação às consequências climáticas protege pessoas, casas, empresas, meios de subsistência, infraestrutura e ecossistemas naturais. Abrange os impactos atuais e prováveis no futuro.
A adaptação será necessária em todos os lugares, mas deve ser priorizada agora para as pessoas mais vulneráveis e com menos recursos para lidar com os perigos climáticos.
A taxa de retorno pode ser alta. Os sistemas de alerta precoce para desastres, por exemplo, salvam vidas e propriedades e podem proporcionar benefícios até 10 vezes maiores que o custo inicial.
Podemos pagar a conta agora, ou pagar caro no futuro
A ação climática requer investimentos financeiros significativos por parte de governos e empresas. Mas a inação climática é muito mais cara.
Uma etapa crítica é que os países industrializados cumpram seu compromisso de fornecer 100 biliões de dólares por ano aos países em desenvolvimento para que possam se adaptar e avançar em direção a economias mais verdes.