Blog de Geografia
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quarta-feira, 9 de setembro de 2026
Escola - Comportamento das crianças e adolescentes
segunda-feira, 7 de setembro de 2026
Avistamento de baleias tropicais na costa algarvia impulsiona turismo e alerta comunidade científica
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Os últimos anos trouxeram também outros cetáceos, o que pode ser um potencial sintoma das alterações climáticas.
Aparecem cada vez mais baleias-de-bryde, na costa do Algarve. Os novos visitantes animam o negócio de observação turística, mas os biólogos avisam que é um sinal perigoso dos efeitos das alterações climáticas.
Conhecidas como baleias tropicais, nunca vistas no Algarve até 2020, foram este verão visita habitual.
O espetáculo veio trazer novos argumentos a um negócio que movimenta centenas de milhares turistas por ano no Algarve, números sem paralelo no país.
Até agora, eram as orcas o visitante surpresa, não por ser exótico, mais por ser mais esporádico.
Os últimos anos trouxeram também outros cetáceos mais tropicais, o que pode ser um potencial sintoma das alterações climáticas.
A temperatura da água do mar no Algarve chegou a atingir 24 graus, em julho, período que coincidiu com o pico de avistamentos de baleias de bryde.
Os biólogos estão a tentar foto-identificação para seguir-lhes o rasto, mas, para já, conseguem reconhecer o regresso de uma cria, nascida há um ano, precisamente nas águas algarvias.
domingo, 6 de setembro de 2026
A casa mais antiga de Lisboa (Alfam) - Sobreviveu as terramotos de 1531 e de 1755 - Cidades e Desastres Naturais
https://www.facebook.com/watch/?v=1165033917787348
É considerado o segundo terramoto mais destrutivo que atingiu Lisboa. Aconteceu em 1531 e terá destruído cerca de duas mil casas.
Segundo os relatos disponíveis, ocorreu um forte sismo na região de Lisboa e Vale do Tejo entre as 4 e as 6 horas da manhã do dia 26 de janeiro de 1531.
Foi particularmente violento e destrutivo em toda esta região, nomeadamente em Lisboa, Santarém, Almeirim, Azambuja e Vila Franca de Xira, embora tenha sido também sentido noutras regiões do país, nomeadamente em Setúbal, na região oeste e em certas zonas do Alentejo e da Beira Litoral. Há registos de ter sido também sentido no sul de Espanha.
O grau de destruição que causou, nomeadamente em Lisboa, é ainda motivo de discussão entre geólogos e historiadores.
- Qual a razão para essa discussão?
As informações da época são fragmentárias e contraditórias e provêm, em boa parte, de relatos de épocas posteriores. Aceita-se que parte da cidade ficou destruída, com o colapso de muitas casas, talvez umas 2000 tenham ficado inabitáveis, segundo cálculos recentes. Sabe-se que várias igrejas, palácios e edifícios importantes sofreram igualmente danos consideráveis.
Também não há concordância sobre o número de mortes, estimando-se que terão atingido, pelo menos, o milhar. Circulam informações sobre 30 mil mortos, mas são meras especulações.
O cronista Diogo do Couto conta que o terramoto causou o pânico na cidade e levou muita gente a abandonar Lisboa e a refugiar-se em grutas ou a viver em tendas. Também descreve a destruição de todos os navios que se encontravam no porto de Lisboa e o refluxo do rio Tejo.
- Pode ser comparado ao terramoto de 1755?
Considera-se que este terá sido o segundo terramoto mais grave da história de Lisboa, depois do de 1755, pois é inegável que o grau de destruição foi menor e a reconstrução dos estragos foi muito mais rápida.
A própria origem é diferente: este terramoto, ao contrário do de 1755, teve origem na falha do Vale Interior do Tejo, com o seu epicentro provável nos arredores de Vila Franca de Xira.
Pode, portanto, ser comparado a outros dois grandes terramotos que tiveram igualmente esta origem, o de 1344 e o de 1909, que afetaram sobretudo a região de Benavente.
Por fim, há ainda a considerar o grau de magnitude, que foi também inferior: calcula-se este tenha atingido o valor de 7,5 na escala de Richter, enquanto o de 1755 chegou, provavelmente, ao valor 9.
- Data e hora: 26 de janeiro de 1531, entre as 4h e as 5h da manhã.
- Magnitude: Estimada entre 6,5 e 7,1 na escala de Richter.
- Epicentro: Localizado no Vale Inferior do Tejo (entre a Azambuja e Vila Franca de Xira).
- Destruição: Considerado o segundo sismo mais destrutivo da história de Lisboa (depois do de 1755), provocou danos severos na Baixa ribeirinha, no Paço Real e em vilas como Santarém, Almeirim e Azambuja.
- Efeitos associados: Foi acompanhado por um maremoto/tsunami no rio Tejo que afetou embarcações e zonas baixas.
- Vítimas: Estima-se a perda de milhares de vidas (algumas fontes apontam até cerca de 30.000 num contexto de pânico e réplicas prolongadas).
- A corte de D. João III abandonou temporariamente a capital devido ao pânico generalizado.
- Figuras da época, como o cronista Garcia de Resende e o dramaturgo Gil Vicente, testemunharam e documentaram os efeitos e o impacto psicológico do cataclismo.
- IA
LASMA PLONE
Foi o 1.º "shopping" da Península Ibérica e celebra 50 anos. - Reabilitação Urbana
O primeiro centro comercial de toda a Península Ibérica é o Shopping Brasília e nasceu há 50 anos na cidade do Porto, junto à Rotunda da Boavista. O principal chamariz eram as escadas rolantes que faziam as delícias dos clientes que subiam e desciam vezes sem conta como se fosse um parque de diversões.
A festa do 50.º aniversário assinala-se dia 09 de outubro e as atividades arrancam pelas 18:00 com a inauguração, na porta lateral do centro comercial, de um mural de 10 metros de comprimento por seis metros de altura, do artista plástico Mr. Dheo.
Em 1976, quando o Shopping Brasília abriu portas ao público, o maior chamariz eram as escadas rolantes e vinham pessoas de todo o lado de Portugal e até de Espanha.
"O chamariz primeiro, o chamariz expoente eram realmente as escadas rolantes, porque não havia nenhuma em lado nenhum e havia aqui seis em movimento e as pessoas achavam uma coisa fantástica, lindíssima. As pessoas subiam e desciam, subiam e desciam, traziam a família, traziam os amigos (…). Vinham autocarros de todo o lado, da província, Espanha, Barcelos, Viana [do Castelo], Coimbra, Lisboa" ", recorda Ana Paula Santos, 64 anos, lojista da única ourivesaria que existe atualmente no centro comercial e presidente da Associação de Comerciantes do Brasília.
A lojista recorda que o Brasília teve um "potencial extraordinário" ao nível da envolvência socioeconómica, porque trabalhava muita gente naquele espaço comercial e "movimentava muita gente diariamente".
Ana Paula Santos conta que o Brasília foi o pioneiro no comércio aberto até à meia-noite, o que levou à existência de vários turnos laborais no centro comercial, mudando para sempre o paradigma dos horários das lojas abertas ao público.
"Fomos os pioneiros na abertura do comércio até à meia-noite. Se hoje em dia todos trabalham e têm essas oportunidades, a nós nos devem isso, porque disputámos essa ousadia, essa novidade, alargar as horas de trabalho, logicamente, com legalidade".
Sofia Silva, 61 anos, outra comerciante do Brasília com uma loja de cristais, tinha 15 anos quando o centro comercial abriu. Recorda que o centro comercial "era um mar de gente" para experimentar as escadas rolantes, mas também para degustar os croissants de chocolate e os gelados.
"Era muita gente, toda louca com as escadas rolantes (…). Era uma época de consumo. Toda a gente consumia, vendia-se de tudo. Quem tinha loja aqui no shopping nessa altura é certo que ganhou dinheiro", asseverou Sofia Silva.
Outra singularidade do Shopping Brasília era que tinha muitas jovens funcionárias nas lojas do Brasília com horarários prolongados, "havia uma atração pelas novas funcionárias (...) abre-se com um novo 'look', a rapariguinha era atrativa, simpática, elegante", ao ponto de inspirar o compositor Carlos Tê a escrever a música "A Rapariguinha do Shopping", celebrizada depois pela voz do cantor Rui Veloso: "A rapariguinha do shopping / Bem vestida e petulante / Desce pela escada rolante / Com uma revista de bordados / Com um olhar rutilante / e os sovacos perfumados".
A música deu o mote para o livro intitulado "A rapariguinha do Shopping já é avó", de Júlio Rodão, que vai ser apresentado dia 07 de outubro no âmbito do 50.º aniversário.
No dia 08 de outubro há uma sessão de 'showcooking', pelo chefe Hélio e outros cozinheiros da cidade, com o objetivo de dinamizar as comemorações dos 50 anos do Brasília através da gastronomia.
"Vai ser um evento de duas horas com os chefes da cidade. Uma coisa engraçada, forte, pujante", disse a presidente da Associação dos Comerciantes do Brasília.
O antigo lago com barquinhos para as crianças desapareceu e vai ser este mês transformado numa "pequena praça comemorativa dos 50 anos do Brasília" para estar pronta nas celebrações, conta Luís Pinho, administrador do condomínio do Brasília.
O Brasília nasceu em 1976 com uma sala de cinema com 400 lugares e 242 lojas, muitas delas dedicadas a vestuário com marcas internacionais diferenciadas, como a marca italiana Moschino, recorda Ana Paula Santos.
Mas, em 1982, com a terceira fase de construção marcada pelo uso de mármore rosa e espelhos ao estilo nos anos 80, nasce um ginásio onde a maioria dos clientes eram mulheres para fazer aulas de aeróbica, lembra a presidente da Associação dos Comerciantes.
Tanto o histórico Cinema Charlot, como o ginásio, encerraram durante a última década e a pandemia da covid-19 veio asseverar a crise económica em todo o espaço comercial.
As obras de remodelação das áreas comuns do Centro Comercial Brasília concluídas em 2024 – um investimento na ordem de meio milhão de euros – e o 'rebranding' da marca Shopping Brasília para "Brasília Faz Parte", trouxeram mais investidores e lojistas.
Segundo o administrador do condomínio, Luís Pinho, o ginásio vai reabrir este mês de setembro.
O ginásio tem 700 metros quadrados de área e foi adquirido pela cadeia de ginásios e health clubs em Portugal Lemonfit, estando apenas a faltar a autorização da Câmara do Porto para a colocação das máquinas para treinos para abrir ao público, explica Luís Pinto.
O espaço do antigo Cinema Charlot, com 400 lugares sentados, foi adquirido por "investidores portugueses" e está em fase de estudo de projeto para ser um espaço multiúsos", acrescentou Luís Pinto.
A um mês do Brasília celebrar 50 anos, estão 95% das lojas abertas, ou seja, de um total de 243 lojas, estão 223 lojas ativas, e dessas há 35 lojas dedicadas à beleza e estética.
"Temos tido uma forte imigração brasileira que trouxe esta tendência de cuidar do corpo", explicou Luís Pinto, referindo que o centro comercial se destaca por ter muitas lojas de especialidade e com produtos de várias nacionalidades, designadamente da Índia e do Brasil, mas também de África.
Gabriela Rodrigues, 33 anos, proprietária de duas lojas de estética no Brasília e prestes a abrir a terceira, conta que escolheu aquele espaço por causa da localização e do estacionamento.
"Os clientes vêm muito por causa do estacionamento fácil", observa, acrescentando que os seus clientes procuram preferencialmente tratamentos de laser facial e corporal, limpezas de pele e tratamentos de manchas.
Outra das novas lojas do Brasília que está com muita clientela é a clínica de fisioterapia. Segundo Maria João Gonçalves, a gestora da clínica, o espaço tem muita procura, por causa da "localização, dos acessos a transportes como o metro, e pelo serviço diferenciado".
"O facto de estar perto de vários hospitais também ajuda", indica, explicando que um dos serviços que mais é requisitado é a recuperação de cicatrizes pós-parto. "Temos clientes que vêm fazer cirurgias ao Porto e ficam a fazer a recuperação aqui".
O futuro do Brasília vai ser "risonho" e "brilhante", estima Ana Paula Santos.
Da mesma opinião é Jéssica Pereira, 30 anos, que ajuda a mãe da loja Faça Você Mesmo, dedicada à cópia de chaves.
Jéssica já é a terceira geração da família na loja Faça Você Mesmo, que superou as crises financeiras e a pandemia da covid-19, resistindo há quase 50 anos de portas abertas recorda Luísa Pereira.
"Eu desde pequena, desde que nasci, que estou aqui. As minhas lembranças mais antigas são de estar aqui com muita gente. Andar aqui a correr nos corredores e ir contra as pessoas, porque era muita gente nos corredores. Depois acabou por acalmar um bocadinho", lembra.
Segundo recorda Jéssica Pereira, a pior fase pela qual a loja passou foi mesmo na covid-19, em 2020, quando o centro comercial "estava completamente vazio" e "muitas das lojas acabaram por fechar".
"Agora as lojas [abertas] aumentaram mais (…). Acho que agora está a ir ao sítio, está a começar a levantar o shopping", considera a jovem, esperando que o "movimento volte" à semelhança das suas memórias de infância.
06/09/2026 POR LUSA
Pescador alerta para desembarque de migrantes no Meco. Barco encontrado
As autoridades procuram um grupo de cerca de 30 pessoas que terá chegado à praia da Foz, no Meco, durante a madrugada e fugido. O alerta foi dado por um pescador. Embarcação foi encontrada no areal.
Apesar de confirmar esta informação ao Notícias ao Minuto e a presença de uma "embarcação de borracha" no areal, a GNR não consegue, pelo menos para já, corroborar os dados facultados pela testemunha.
De acordo com o Correio da Manhã, o homem terá visto "cerca de 30 pessoas a desembarcarem na praia da Foz", local onde o barco acabou por ser encontrado.
Ao Notícias ao Minuto, os militares explicaram ainda que "a embarcação encontra-se à guarda da Polícia Marítima" e que estão a decorrer buscas para encontrar, eventuais, fugitivos.
"A GNR mantém ativo o seu dispositivo territorial, bem como a estrutura de investigação criminal e de intervenção, de forma a apoiar e a desenvolver todas as diligências necessárias para averiguar os factos e garantir a segurança na área em causa", realçaram num esclarecimento sobre a situação.
Embarcação vista no Meco? Autoridades descartam desembarque de migrantes
sábado, 5 de setembro de 2026
Ambiente - Os ribeiros secos do Interior de Portugal não são um fenómeno irreversível
Os ribeiros secos do Interior de Portugal não são um fenómeno irreversível — são o resultado de décadas de intervenção que acelerou o escoamento da água e impediu a sua infiltração no solo.
E podem ser revertidos com uma técnica surpreendentemente simples: barragens de pedras arrumadas no leito seco.
O princípio é idêntico ao que os ribeiros saudáveis fazem naturalmente: a água que corre lentamente infiltra-se no solo em vez de escorrer; a água que escorre rápido não tem tempo para infiltrar e vai directamente ao mar.
Nas últimas décadas, a limpeza dos ribeiros, a remoção de árvores ripárias e a canalização da água aceleraram o escoamento dramaticamente — a água chega ao mar em horas em vez de dias ou semanas, e o lençol freático que alimentava as nascentes não é recarregado.
As barragens de pedras arrumadas — sem argamassa, apenas pedras do próprio ribeiro colocadas perpendicularmente ao fluxo — criam mini-represas que retêm a água durante mais tempo, aumentam a infiltração e permitem que o sedimento em suspensão se deposite.
Com o sedimento depositado, as sementes de salgueiro, freixo e outras espécies ripárias germinam e fixam as margens.
Os resultados documentados em projectos de restauração de ribeiros em Portugal e em Espanha são consistentes: ao fim de cinco anos, o ribeiro tem vegetação ripária estabelecida e corre durante mais meses do ano.
Ao fim de quinze anos, nos projectos mais bem-sucedidos, as nascentes que tinham secado voltam a correr — o lençol freático foi suficientemente recarregado para alimentar as nascentes mesmo durante a seca de Verão.
A lontra, o martim-pescador e a truta são os indicadores mais fiáveis de que o ribeiro recuperou funcionalidade completa.
Cultivo com Amor: Dicas de Jardinagem 4/8/2026
https://www.facebook.com/reel/377359171808953
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Atual episódio do El Niño poderá ser "o mais intenso" dos últimos 40 anos
O atual episódio do El Niño poderá ser "o mais intenso" dos últimos quarenta anos, quando começaram a ser feitas medições deste fenómeno climático, anunciou hoje a Organização Meteorológica Mundial da ONU (OMM).
A OMM alertou hoje para a intensificação do fenómeno El Niño nos próximos meses, apontando que está "firmemente estabelecido" e deverá intensificar-se nos próximos meses, havendo uma probabilidade "próxima dos 100%" de durar até fevereiro de 2027.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, por seu lado, frisou que o mundo vive uma situação de "alto risco" com eventos climáticos extremos.
"A ciência é inequívoca: o planeta está a entrar em águas desconhecidas, e essas águas estão a aquecer. As temperaturas da superfície do mar estão a atingir níveis recorde, os termómetros continuam a subir e encontramo-nos numa zona de alto risco onde os eventos climáticos extremos estão a tornar-se a nova normalidade", disse Guterres em comunicado.
António Guterres sublinhou que "este evento excecional do El Niño exige uma preparação e uma resposta excecionais".
O El Niño é um fenómeno natural que se repete a cada dois a sete anos. As águas superficiais do Pacífico equatorial central e oriental começam a aquecer na primavera, levando a grandes alterações nos padrões de vento, pressão e precipitação em todo o mundo nos meses seguintes.
As temperaturas da superfície do mar nesta zona do Pacífico equatorial já estão significativamente acima da média e continuam a subir.
As temperaturas estiveram, em média, 1,5 graus acima do normal entre maio e julho de 2026, passando para dois graus acima do normal em julho, segundo a OMM, que refere ainda leituras de 2,2 graus a 2,6 graus acima da média entre o final de julho e meados de agosto, "o que demonstra o contínuo fortalecimento do fenómeno".
Abaixo da superfície do oceano, as temperaturas oceânicas estiveram ainda mais de 08 graus acima da média em algumas áreas durante julho e início de agosto.
Para o período de setembro a novembro deste ano, as previsões da OMM indicam um aumento da probabilidade de temperaturas acima da média em quase todas as massas terrestres, bem como padrões de precipitação consistentes com uma resposta atmosférica forte e clássica a um El Niño intenso no Pacífico.
No ano seguinte ao El Niño, o calor armazenado no oceano é libertado para a atmosfera, contribuindo geralmente para o aumento das temperaturas globais, levando muitos cientistas do clima a prever que 2027 será o ano mais quente de que há registo.
O ano mais quente até à data é 2024, depois do último El Niño.
És daquelas pessoas que adora verões com água do mar mais quente?
Hoje quero falar-te sobre o aquecimento dos oceanos e como ele é quase sempre um sinal de alarme. Até porque há algo a acontecer no Pacífico que já não podemos ignorar: o El Niño está ativo e poderá vir a ser o mais intenso das últimas décadas.
Mas porque é tão importante que saibas mais sobre isto?
Porque afeta a tua vida, a minha e a de todos os seres humanos.
O El Niño é um fenómeno climático natural que ocorre de forma irregular. É o aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico tropical, central e oriental, que influencia os padrões de temperatura e precipitação em várias áreas do mundo, aumentando o risco de secas, chuvas intensas, inundações e outros fenómenos extremos.
Mas se já aconteceu em anos e séculos anteriores, porque falamos dele agora?
- Porque se tem tornado cada vez mais frequente e, sobretudo, intenso.
- Porque o planeta está substancialmente mais quente, devido à atividade humana, e o El Niño atua agora sobre uma Terra que já está em sobreaquecimento.
- Porque as nossas florestas estão vulneráveis e com áreas desmatadas, logo, será mais difícil conseguirem compensar os efeitos do El Niño.
- Porque somos mais de 8 mil milhões de pessoas a viver num mundo fortemente interligado, em que fenómenos climáticos extremos podem afetar a segurança alimentar e as economias muito para além das regiões afetadas. Mas se não podemos impedir o El Niño, hoje temos o conhecimento, a ciência, a tecnologia e a capacidade para reduzir os seus impactos — só precisamos de vontade e coragem para o fazer!
Como?
- Abandonando progressivamente os combustíveis fósseis — os principais responsáveis pelas alterações climáticas — e acelerando a transição energética justa para as energias renováveis. (sem nunca abater as árvores digo eu como geógrafa)
- Travando a desflorestação e protegendo as florestas tropicais, como a Amazónia.