Donald Trump afirmou que vai usar as bases militares de Espanha, mesmo sem a autorização espanhola para o fazer.
"Espanha disse que nós não podemos usar as bases militares deles, mas nós vamos usá-las se quisermos. Nós usamos as bases quer eles queiram quer não. Se nós quisermos usar as bases, vamos usar as bases", disse Donald Trump esta terça-feira durante uma conferência de imprensa com o chanceler alemão, Friederich Merz, que está de visita a Washington.
Donald Trump afirmou ainda que "Espanha tem sido terrível" nos últimos tempos e que, tendo em conta a postura do país decidiu "cortar tudo aquilo que são acordos comerciais" com Madrid.
"Espanha não tem absolutamente nada de que precisemos, tirando o seu povo, mas digo-vos já que a liderança não é grande coisa. É o único país da NATO que não concordou subir para 5% do PIB [o gasto com a despesa], quiseram manter nos 2% e não os pagam. Portanto, tudo o que forem acordos comerciais com Espanha estão terminados".
"Quem forçou fui eu, mas Israel estava pronto", admite Trump
O presidente dos Estados Unidos admitiu esta terça-feira que terá forçado o ataque ao Irão, acreditando que se as forças norte-americanas não atacassem, seriam atacados por Teerão.
"Nós estávamos a negociar com este lunáticos e eu fui da opinião de que eles iam atacar primeiro se não fossemos nós a fazê-lo. Era uma coisa que me deixava poucas dúvidas", começou por dizer Donald Trump. "Com base no decorrer das negociações fiquei convencido de que seríamos atacados primeiro e eu não queria que isso acontecesse e se calhar quem forçou [o ataque] fui eu e não Israel, mas Israel estava pronto", acrescentou.
Questionado sobre o pior cenário possível, Trump considerou que seria se o próximo líder do Irão seja "tão mau quanto o anterior".
"Eu diria que o pior cenário seria daqui a cinco anos olharmos para trás e percebermos que a pessoa que tomou o lugar do antigo supremo fez ainda pior", afirmou.
E admitiu ainda: "A maior parte das pessoas que tínhamos pensado para substituir o líder supremo estão mortas".
Kuwait condena ataque brutal de Teerão à embaixada dos EUA
As autoridades do Kuwait condenaram hoje o "ataque brutal iraniano" à embaixada dos EUA no país realizado no âmbito da resposta do Irão à ofensiva lançada, no sábado, pelos Estados Unidos e Israel.
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Kuwait manifestou "rejeição e condenação nos termos mais veementes" ao "ataque brutal" contra o edifício da embaixada dos EUA no país, confirmando assim o ataque à missão diplomática norte-americana depois de Washington ter anunciado, de manhã, o encerramento e a retirada de pessoal "não essencial".
O Ministério denunciou o ataque como uma "violação flagrante" de todas as normas e leis internacionais, incluindo as relativas às relações diplomáticas, como as Convenções de Genebra e de Viena, que "concedem imunidade às instalações diplomáticas e ao pessoal, mesmo em casos de conflito armado".
Estrutura de Missão: Reconstrução no Centro pode encarecer com guerra
Lusa há 1 hora
O coordenador da Estrutura de Missão Reconstrução da Região Centro do País manifestou hoje preocupação perante a "tendência inflacionista" em áreas e materiais para reconstrução do território afetado pelo mau tempo que poderá advir do ataque militar ao Irão.
"Não são, seguramente, boas notícias para aquilo que é uma necessidade enorme de concentrarmos recursos", afirmou aos jornalistas, em Leiria, Paulo Fernandes, referindo, por exemplo, "o petróleo e outros que serão sucedâneos".
Portugal tem reservas energéticas para 93 dias de consumo
Lusa há 2 horas
Portugal dispõe de reservas para 93 dias de consumo, num cenário de disrupção, indicou a ENSE, ressalvando que as importações nacionais não têm exposição a Ormuz nas quantidades de mercadorias adquiridas e transportadas.
"Importa clarificar que, realmente, Portugal dispõe de reservas (cerca de 93 dias de consumo) para fazer face a um cenário de disrupção no normal funcionamento do país", clarificou a ENSE -- Entidade Nacional para o Setor Energético, em resposta à Lusa.
Governo reforça vigilância interna após tensão no Médio Oriente
Maria Gouveia há 2 horas
O Governo reuniu, esta terça-feira, com o Gabinete Coordenador de Segurança para debater os últimos acontecimentos no Médio Oriente, onde foi "apresentado um ponto de situação sobre o enquadramento geopolítico atual e analisadas as medidas preventivas consideradas adequadas".
"O Gabinete Coordenador de Segurança reuniu extraordinariamente esta manhã para avaliar a evolução da situação no Médio Oriente e as suas potenciais repercussões na segurança interna, designadamente ao nível da proteção de infraestruturas críticas, do controlo de fronteiras e da salvaguarda dos espaços marítimo, aéreo e do ciberespaço", refere o comunicado do Sistema de Segurança Interna (SSI), enviado às redações.
Teerão pede ação do Conselho de Segurança da ONU para travar guerra
Lusa há 2 horas
O Irão pediu hoje ao Conselho de Segurança da ONU a para travar a guerra entre a República Islâmica e os Estados Unidos e Israel, defendendo não existirem obstáculos formais a uma intervenção deste órgão.
Em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmail Baghai, afirmou que o Conselho de Segurança "pode agir" e tem "o dever" de o fazer, caso exista vontade política para tal.
UE está a preparar-se para aumentos nos fluxos migratórios devido à guerr
Lusa há 2 horas
A Comissão Europeia está a preparar-se para enfrentar uma possível nova vaga de refugiados devido ao conflito provocado pela ofensiva israelo-americana e que já ultrapassou as fronteiras iraniana, disse hoje um porta-voz em Bruxelas.
"A Comissão está a reforçar a sua preparação através de uma monitorização mais atenta das tendências e a cooperação reforçada com as agências da ONU relevantes e os países parceiros", esclareceu hoje, na conferência de imprensa diária do executivo comunitário o porta-voz Markus Lammert.
O impacto dos confrontos nos fluxos migratórios ainda não é avaliável, mas Bruxelas assegura estar atenta a alterações e a prepara-se para um previsível aumento.
Impacto da guerra na carteira? "Poderá haver choque energético grave"
Beatriz Vasconcelos com Lusa há 3 horas
O conflito no Médio Oriente já está a ter impacto nos preços da energia - em particular no petróleo e no gás natural -, mas o impacto económico dependerá de quanto tempo vai durar a guerra. Porém, é quase certo que esta situação vai ter impacto na carteira dos portugueses, desde logo porque pode haver um "choque energético grave" que levará a uma subida dos preços.
"Estamos com apenas quatro dias de conflito, temos aqui algumas mudanças no mercado financeiro, principalmente no mercado energético, onde poderá haver um choque energético grave se isto continuar", disse Daniel Rocha, especialista em Economia, Investimentos e Geopolítica, em declarações à CNN Portugal.
Qatar afirma ter frustrado ataque ao aeroporto de Doha
Lusa há 4 horas
O Qatar afirmou hoje ter frustrado vários ataques sobre o aeroporto internacional de Doha e não ter mais contacto com o Irão, ao quarto dia da resposta iraniana aos raides aéreos israelo-americanos.
"Houve tentativas de atacar o aeroporto Hamad Internacional, foram todas frustradas (...) os mísseis foram abatidos pelas nossas medidas defensivas, e nenhum chegou ao aeroporto", declarou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Majed Al-Ansari, durante uma conferência de imprensa, em Doha, acrescentando que o país não tem contacto com o Irão desde o início dos ataques.
Guerra? Portugueses vão sentir nos "combustíveis e na eletricidade"
Lusa há 4 horas
Os conflitos na região do Golfo terão impacto na economia portuguesa principalmente através dos preços, sendo que poderão também colocar pressão sobre as contas públicas, nomeadamente após o choque causado pelas tempestades, apontam economistas à Lusa.
"O impacto mais visível do conflito será nos preços dos combustíveis e também eletricidade", indicou à Lusa Ricardo Amaro, lead economist para a Zona Euro da Oxford Economics, acrescentando que ainda há "vários cenários em cima da mesa neste momento".
Guerra no Médio Oriente já fez pelo menos 30 mil desalojados no Líbano
Lusa há 6 horas
A guerra no Médio Oriente já desalojou pelo menos 30 mil pessoas no Líbano, anunciou hoje a Organização das Nações Unidas (ONU).
"Estão a ser relatados deslocamentos populacionais significativos em partes do sul do Líbano, no Vale do Bekaa (no leste do Líbano) e nos subúrbios do sul de Beirute, depois de Israel ter emitido alertas de retirada aos residentes de mais de 53 aldeias libanesas e realizado intensos ataques aéreos" nestas três regiões, disse o porta-voz da Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) Babar Baloch, em conferência de imprensa realizada em Genebra.
www.noticiasaominuto.com/mundo 3/2/2026