sábado, 22 de agosto de 2026

Desigualdade de Género na Islândia - O movimento o **Dia de Folga das Mulheres**.

 



O país praticamente parou.
Naquela sexta-feira, as mulheres não apenas deixaram escritórios, fábricas, lojas e escolas.
Também pararam de cozinhar, limpar e cuidar das crianças em casa.
As organizadoras estimaram que cerca de 90% das mulheres islandesas participaram.
O movimento ficou conhecido como **Kvennafrídagurinn**, o **Dia de Folga das Mulheres**.
A escolha da palavra “folga” não foi por acaso.
A ideia de uma greve feminina poderia parecer radical demais para algumas trabalhadoras e até colocar seus empregos em risco.
Mas tirar um dia de folga era diferente.
E funcionou.
Em Reykjavík, cerca de 25 mil pessoas se reuniram no centro da cidade.
A Islândia tinha, naquela época, uma população de aproximadamente 220 mil habitantes.
Era uma multidão gigantesca para um país tão pequeno.
Enquanto as mulheres ouviam discursos, cantavam e exigiam maior igualdade, as consequências de sua ausência começavam a ser sentidas em todo o país.
Creches fecharam.
Escolas deixaram de funcionar.
Grandes lojas tiveram que fechar as portas.
Fábricas de processamento de pescado precisaram interromper suas atividades, já que uma parcela significativa de seus funcionários era formada por mulheres.
Muitos pais apareceram no trabalho acompanhados dos próprios filhos, porque as mães também não assumiriam os cuidados das crianças naquele dia.
De repente, tarefas que normalmente aconteciam silenciosamente se tornaram impossíveis de ignorar.
E era exatamente isso que as organizadoras queriam demonstrar.
O trabalho das mulheres não terminava quando elas saíam de uma fábrica ou de um escritório.
Ele continuava dentro de casa.
E quando todo esse trabalho desaparecia ao mesmo tempo, mesmo que por algumas horas, a rotina de um país inteiro começava a parar.
O dia terminou.
As mulheres voltaram aos seus empregos e às suas casas.
Mas a Islândia havia testemunhado algo que não poderia mais deixar de enxergar.
Um ano depois, em 1976, entrou em vigor a primeira legislação islandesa que estabelecia claramente a igualdade de direitos entre mulheres e homens e criava mecanismos institucionais para promovê-la.
E cinco anos depois aconteceu outro momento histórico.
Em 29 de junho de 1980, os islandeses elegeram Vigdís Finnbogadóttir como presidente.
Ela se tornou a primeira mulher do mundo eleita democraticamente como chefe de Estado.
O Dia de Folga de 1975 não resolveu imediatamente todas as desigualdades existentes na Islândia.
Mas conseguiu algo extraordinariamente difícil:
**tornar visível, em apenas algumas horas, o quanto uma sociedade inteira dependia de um trabalho que muitas vezes era tratado como se fosse invisível.**
Naquele dia, as mulheres islandesas não desapareceram.
**Elas simplesmente pararam.
E, quando pararam, um país inteiro percebeu o quanto precisava delas.**
**Texto por Estudos Históricos**
Em 24 de outubro de 1975, a Islândia descobriu o que aconteceria se as mulheres simplesmente parassem de trabalhar por um único dia.

Ernani Leal    18/8/2026

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Turismo Rural em Portugal

https://www.facebook.com/reel/1508733216992199 


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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

4 cascatas fascinantes para visitar em Castro Laboreiro - Gerês (Poças do Malho) - Rios

 

https://www.facebook.com/reel/1636371844576703


https://www.instagram.com/reel/CgaNFTZrldO/


No extremo norte de Portugal, onde o rio Laboreiro serpenteia entre Portugal e Espanha, escondem-se as Fechas do Malho, também conhecidas como Poças do Malho.

Esta sequência de quatro cascatas e quatro lagoas de água cristalina é um dos segredos mais bem guardados do Parque Nacional da Peneda-Gerês, e um destino obrigatório para quem gosta de caminhadas, natureza selvagem e paisagens que parecem intocadas pelo tempo.

As Poças do Malho formam-se no rio Laboreiro, num troço remoto onde este curso de água marca a fronteira natural entre o Parque Nacional da Peneda-Gerês e o vizinho Parque Natural da Baixa Limia e Serra do Xurés, já em território galego.

O conjunto é composto por quatro quedas de água encadeadas e outras tantas lagoas de tom esverdeado, rodeadas de granito e de vegetação ribeirinha densa.

Apesar da beleza quase irreal do local, estas não são lagoas próprias para mergulho: o acesso às águas é difícil e o terreno rochoso pode ser perigoso, pelo que a experiência recomendada é observar a paisagem a partir do miradouro construído para o efeito, onde é possível admirar o conjunto de cascatas e lagoas e tirar fotografias com segurança.

O local situa-se no Ribeiro de Baixo, em Castro Laboreiro. É uma zona verdadeiramente isolada, cerca de seis quilómetros a pé a partir da Aldeia de Pontes, o que ajuda a explicar porque é que as Poças do Malho continuam pouco frequentadas e praticamente selvagens. Existem, no essencial, dois caminhos possíveis.

https://www.e-konomista.pt/pocas-do-malho/






Conhecidas por Poças do Malho, tratam-se de 4 cascatas e 4 lagoas que criam uma paisagem inigualávelNão vai conseguir entrar em nenhuma lagoa, a não ser com uma empresa especializada em Canyoning, mas existe um miradouro que permite vislumbrar a sua beleza e tirar algumas fotografias.






Estas quedas de água são formadas pelas águas do Rio Laboreiro que atravessam este local serrano. Localizam-se numa paisagem de montanha nos domínios da freguesia de Castro Laboreiro, no alto planalto nortenho. Nas suas imediações existem vários vestígios megalíticos.




Cascata de Pontes é uma queda de água de um dos afluentes do Rio Laboreiro e surge por entre um bosque de carvalhos. Desliza por uma massa granítica de aproximadamente 13 metros.


https://www.montesdelaboreiro.pt/blog-artigo/cascatas_fascinantes_castro_laboreiro_peneda_geres