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Blog de Geografia
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quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Tradições deste Mundo
segunda-feira, 21 de setembro de 2026
Meloni anuncia lei para limitar número de estrangeiros por sala de aula em Itália
O novo projeto de lei introduz a proibição da burca e do hijab nas instituições de ensino e exige que os pais de alunos estrangeiros com graves problemas de integração escolar aprendam italiano
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, anunciou este domingo que irá apresentar uma medida que limita por lei o número máximo de alunos estrangeiros por sala de aula e introduz a proibição da burca e do hijab nas instituições de ensino.
Segundo a primeira-ministra, que interveio na reunião da
juventude do seu partido, Irmãos de Itália, o projeto de lei será apresentado
no próximo Conselho de Ministros e exige, ainda, que os pais de alunos
estrangeiros com graves problemas de integração escolar aprendam italiano.
"Vai-se à escola com o rosto descoberto e, em Itália,
ninguém, em nome de uma tradição real ou suposta, pode decidir que uma jovem
deve esconder-se. A igualdade entre homens e mulheres é inegociável",
afirmou Meloni, acrescentando que “não é possível que, numa sala de aula
italiana, as crianças italianas se sintam marginalizadas por serem minoria.
Isso não pode acontecer.”
Meloni anunciou, ainda, que os estabelecimentos que oferecem
formação profissional passarão a chamar-se "institutos", para que
"fique claro, desde os seus nomes, que são escolas de igual valor e que as
pessoas que as frequentam têm o mesmo valor".
No que diz respeito à educação, criticou a prática das notas
de aprovação generalizadas, pois "a escola para todos deve ser capaz de
reconhecer tanto as conquistas como as fraquezas, deve oferecer motivação a
quem está à frente e apoio a quem tem dificuldades", mas, "por outro
lado, ao pretender dar a todos uma nota de aprovação, subestima-se o mérito e
ocultam-se as lacunas, prejudicando tanto quem precisa de motivação como quem
precisa de apoio".
"Por conseguinte, o primeiro dever da escola é avaliar
a criança, ensinar-lhe que o julgamento existe, que os erros são úteis para o
crescimento e que a educação e o respeito se baseiam nas regras e não na sua
negação", sublinhou a primeira-ministra.
Meloni afirmou, ainda, que o seu Governo elevou "o
financiamento ordinário para as universidades ao seu nível mais alto de sempre,
com um fundo que ascende a 9400 milhões de euros, o que representa mais 25% do
que em 2019".
sábado, 19 de setembro de 2026
Assina a Petição Pública pelo não abate de Javalis da Arrábida
https://peticaopublica.com/mobile/psigned.aspx?pi=PT132873&n=Jos%c3%a9#google_vignette
(Nos termos da Lei n.º 43/90, de 10 de agosto - Lei do Direito de Petição)
Ao: Presidente da Assembleia da República e Deputados das Grupos Parlamentares
Assunto: Suspensão do abate de javalis e adoção de um plano nacional de gestão ética, controlo populacional não letal e proteção de habitats (Sus scrofa).
Texto da Petição:
Os cidadãos infra-assinados vêm, ao abrigo do direito constitucional de petição, solicitar à Assembleia da República a intervenção urgente no modelo de gestão da população de javalis em Portugal, promovendo a substituição do abate sistemático por métodos éticos, científicos e sustentáveis.
Reconhecemos os desafios colocados pelo aumento populacional da espécie, designadamente os prejuízos na agricultura e a segurança rodoviária. Contudo, a evidência científica demonstra que a caça e o abate indiscriminado desestruturam as varas de javalis, estimulando a maturidade sexual precoce das fêmeas e resultando, paradoxalmente, no aumento da taxa de reprodução.
A vida animal e a integridade dos ecossistemas exigem uma abordagem moderna e compassiva. Assim, os peticionários solicitam que a Assembleia da República recomende ao Governo e aos órgãos competentes as seguintes medidas:
Controlo Reprodutivo Não Letal: Aplicação de programas de imunocastração (vacinação contracetiva) e distribuição de engodos contracetivos em zonas de elevada densidade populacional.
Reforço de Alimentação em Habitat Natural: Criação de pontos fixos de alimentação no interior de zonas florestais e de montanha para fixar as populações longe de explorações agrícolas e zonas urbanas.
Rede de Santuários e Zonas Protegidas: Criação e apoio a parques de acolhimento e reservas vedadas para relocalização de espécimes capturados em áreas de conflito e permitindo zonas de observação e turismo.
Infraestruturas de Proteção e Prevenção: Apoio financeiro público a agricultores para instalação de vedações elétricas e implementação de sinalização dissuasora (luminosa/sonora) e corredores ecológicos nas estradas de maior risco.
Proibição do Abate Continuado: Suspensão das batidas e montarias como método primário de controlo populacional, condicionando qualquer intervenção letal à prova da ineficácia absoluta das alternativas éticas.
Pelo exposto, solicitam aos Senhores Deputados a apreciação da presente petição, o seu debate em Plenário e a respetiva conversão em iniciativa legislativa que garanta uma coexistência ética e segura entre a fauna selvagem e as populações humanas.
Eles não invadiram a Arrábida. Eles foram levados para lá por caçadores e agora querem pagar a caçadores para os matarem? Isto dá algum sentido..?
Nas últimas semanas, os vídeos de javalis a passear nas praias da Arrábida e nas ruas de Setúbal multiplicaram-se. A resposta imediata do poder público e das vozes habituais? Chamam-lhes "praga", decretam o pânico e anunciam abate, caça e incentivos monetários para acabar com um “problema” que foi criado por caçadores!
Mas precisamos de contar a história toda, a história que a memória conveniente da política insiste em apagar.
De onde vieram os javalis da Arrábida, sabem?
O javali esteve extinto no Parque Natural da Arrábida durante décadas. Eles não "invadiram" a serra por magia.
Foram reintroduzidos por mão humana, por volta de 2005, e foram soltos em herdades e mantidos com ceiradeiras e alimentação artificial para servir um único propósito: a caça desportiva. Criou-se uma população num ecossistema fechado e sem predadores naturais para entretenimento humano.
Quando a situação fugiu ao controlo, impulsionada pela própria caça, que destrói as famílias, mata as fêmeas matriarcas e faz as fêmeas jovens reproduzirem-se mais cedo por sobrevivência, o ser humano olhou para as consequências dos seus próprios atos e declarou o javali como "o inimigo".
Por que razão eles descem à praia e à cidade?
Os javalis não estão a "atacar". Estão desidratados, com fome e em fuga.
A seca, a pressão humana na serra e a escassez de recursos empurram-nos para baixo. Nas praias e nas cidades encontram o lixo que nós deixamos e a água que lhes falta. São seres sencientes, que sentem medo, dor e proteção pela sua prole, a tentar apenas sobreviver num ecossistema que fomos nós que desequilibramos.
Matar não resolve nada. A ciência já provou que o abate gera reprodução compensatória: quanto mais se caça, mais a população dispara para tentar repor as perdas. Matar é apenas a saída fácil, brutal e lucrativa para quem vive da caça.
Proteger a Arrábida e os javalis exige empatia e ética!
Métodos Não Letais: Aplicação de imunocontracepção (vacinas contraceptivas que controlam a natalidade sem dor nem sangue).
Fim do Lixo e da Alimentação: Gestão rigorosa dos resíduos nas praias e cidades para que os animais não associem os humanos a comida.
Proteção e Dissuasão: Vedações elétricas e repelentes naturais nas zonas de transição.
Proibição Absoluta de Ceiradeiras: Acabar com a alimentação artificial colocada por caçadores que inflaciona a população no inverno.
Os javalis não têm culpa de ter sido usados como alvos de entretenimento. Não têm culpa de ter sede. E não têm culpa da ganância humana.
A Arrábida é a casa deles porque nós os pusemos lá. A única resposta justa e civilizada não é a morte, é a coexistência ética, o controlo científico e a proteção de quem apenas está a tentar sobreviver.
Morte não é gestão de fauna. É cobardia!
Save & Care 19/9/2026
https://www.facebook.com/reel/1951169602224058
Imaginem se o governo decretasse que o mesmo fosse feito aos cães e gatos de rua, animais que não têm culpa de ter nascido e que estão simplesmente a tentar sobreviver. E se ainda pagasse a caçadores para os abater em plena via pública?
Os javalis habitam a região da Serra da Arrábida há milhares de anos. A presença da espécie na Arrábida e na Península Ibérica recua à Pré-História, como comprovam os achados arqueológicos e paleontológicos em várias grutas e jazidas da região, onde foram identificados vestígios ósseos de javalis consumidos por povoamentos humanos do Paleolítico e do Neolítico.
No século XX, foram praticamente extintos devido à caça excessiva e à degradação do seu habitat, tendo sido reintroduzidos por volta de 2005 por caçadores, para servir o interesse da caça desportiva. Não temos o direito de os caçar até à extinção novamente só porque nos achamos donos da natureza! Os humanos também existem em excesso neste planeta e são o animal mais destrutivo que alguma vez existiu, muito mais do que qualquer javali ou animal selvagem. No entanto, o abate nunca seria uma solução aceite para nós.
Matar não resolve nada. A ciência já provou que o abate gera reprodução compensatória: quanto mais se caça, mais a população dispara para tentar repor as perdas. Matar é apenas a saída fácil, brutal e lucrativa para quem vive da caça.
Proteger a Arrábida e os javalis exige empatia e ética através de métodos não letais: Imunocontraceção: Aplicação de vacinas contraceptivas que controlam a natalidade sem dor nem sangue.
Gestão de resíduos: Fim do acesso ao lixo e à alimentação, garantindo uma gestão rigorosa dos resíduos nas praias e povoações para que os animais não associem os humanos a comida fácil.
Proteção e dissuasão: Instalação de vedações elétricas e repelentes naturais nas zonas de transição. Fim da alimentação artificial colocada por caçadores para inflacionar artificialmente a população no inverno.
Os javalis não têm culpa de ter sido usados como alvos de entretenimento. Não têm culpa de ter sede e não têm culpa da ganância humana. A Arrábida é a casa deles. A única resposta justa e civilizada não é a morte: é a coexistência ética, o controlo científico e a proteção de quem apenas está a tentar sobreviver.
Morte não é gestão de fauna. É cobardia! Exige-se mais compaixão e empatia por quem não se consegue defender da nossa maldade antropocêntrica 💔
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Presidente do hospital Amadora-Sintra: "Há pessoas que chegam ao aeroporto e vêm para aqui" (Turismo de Saúde)
O hospital Amadora-Sintra voltou a estar debaixo dos
holofotes nas últimas semanas devido aos elevados tempos de espera dos doentes
que se deslocaram às urgências de uma das unidades de saúde mais pressionadas
em todo o país. Os tempos de espera estiveram a rondar as 24 horas, mas o
Observador contava recentemente a história de “João”, um doente de 70 anos que
passou 36 horas naquele serviço desde o momento em que ali chegou, ao início da
tarde de sábado, transportado pelos bombeiros, até ter recebido a alta clínica,
já na madrugada de segunda-feira.
Em entrevista ao Observador, a presidente do Conselho de
Administração, que assumiu funções há cerca de seis meses, reconhece que os
atuais tempos de espera “não são aceitáveis”. Sandra Cavaca explica que o
hospital foi perdendo clínicos das urgências e que não tem sido possível repor
esses profissionais. E estuda, neste momento, a possibilidade de criar um Centro
de Responsabilidade Integrada — no fundo, um modelo de funcionamento com
incentivos financeiros para os profissionais de saúde que permita colmatar os
baixos níveis de atratividade que têm dificultado o reforço — ou, sequer, a
reposição — de recursos humanos.
Sandra Cavaca tem em mente outras soluções para reduzir a
pressão sobre o Amadora-Sintra: um Centro de Atendimento Clínico na Amadora,
com consultas marcadas para o próprio dia, a abrir em outubro; gabinetes de
teleconsulta para utentes sem médico; e o reforço, a curto prazo, da urgência
do hospital de Sintra, em Algueirão Mem-Martins.
Mas, ao mesmo tempo, a presidente do Conselho de
Administração do Amadora-Sintra não esconde que há fatores externos que
aumentam ainda mais a pressão sobre o hospital. Criado para servir uma
população de 300 mil pessoas, o Fernando Fonseca responde atualmente a uma
população que é cerca do dobro da que foi apontada como limite há quase 30
anos.
Em grande parte, essa pressão sobre o hospital resulta da
procura das urgências por parte de uma população que não tem médico de família
atribuído (cerca de 200 mil pessoas) e que vê nos serviços de urgência uma
porta de entrada para o acesso a cuidados de saúde. “A pressão é grande e a
imigração tem um papel importante”, aponta Sandra Cavaca, que recorre a uma
imagem ilustrativa do dia a dia naqueles serviços: “No hospital, comunica-se
muito através do Google Tradutor.”
A urgência do hospital Amadora-Sintra acaba por ser, muitas
vezes, a porta de entrada de muitos utentes, uma vez que um terço da população
abrangida pela ULS Amadora-Sintra não tem médico. São cerca de 200 mil pessoas.
O atual Conselho de Administração tem um plano para mitigar esta situação?
Sim, temos cerca de 200 mil pessoas sem médico. Temos a
descoberto centros de saúde muito difíceis: Agualva, Olival, Mira-Sintra, Monte
Abraão, São João das Lampas, Algueirão Mem-Martins. É aqui que existe maior
concentração de pessoas sem médico de família. Estas unidades têm enfermeiros,
mas não têm médicos. E o que estamos a fazer? Vamos criar seis gabinetes de teleconsulta,
com especialistas em Medicina Geral e Familiar, para dar algum tipo de resposta
a estas pessoas. Temos obrigação de lhes dar cuidados.
“O défice de camas é muito elevado. Andamos sempre num
sufoco”
Voltemos à realidade hospitalar. Sabe-se que o hospital
Amadora-Sintra está subdimensionado, nomeadamente no que diz respeito ao
internamento. Quantas camas é que faltam à ULS neste momento?
Precisávamos de mais umas 100 camas. Nós temos 0,8 camas por
1000 habitantes. A média nacional é 3,7 camas por mil habitantes. Estamos muito
abaixo. Temos que ter uma rotação elevada de altas, porque quanto mais depressa
dermos as altas, melhor. Temos feito um esforço neste sentido, porque senão já
tínhamos colapsado. O défice de camas é muito elevado. Andamos sempre num
sufoco, não conseguimos internar, temos macas nos corredores.
(...)
40% dos utentes da área da obstetrícia da ULS Amadora-Sintra
são estrangeiros
Está no cargo há seis meses. Sente que a pressão sobre a ULS
continua a aumentar? E relaciona isso com o aumento da população migrante?
A pressão é grande e a imigração tem um papel importante. Na
obstetrícia, a maior parte dos nossos nascimentos são de pessoas estrangeiras.
Temos utentes de 150 nacionalidades.
Que percentagem de utentes da ULS são estrangeiros?
Penso que será à volta de 40%. [A percentagem global é de
18%, informou depois a ULS Amadora-Sintra, sendo que aumenta para os 40% na
área da obstetrícia]
Há outro fenómeno que tem vindo a agravar-se nos últimos
anos, que é o chamado turismo de saúde, ou seja, pessoas que vêm a Portugal só
para acederem a cuidados de saúde. É um problema para esta ULS?
É difícil. As pessoas vêm e não podemos negar assistência a
ninguém. Há muitas pessoas que chegam ao aeroporto e vêm para aqui. Já têm
familiares na zona e vêm. É um problema. Vem muita gente à urgência, muitas
pessoas vão aos cuidados primários. As pessoas sabem que basta esperarem 90
dias e podem ter acesso aos cuidados primários. E acredito que não seja só
aqui. Nesta ULS nota-se muito porque aqui à volta a imigração é muita. Aliás,
no hospital comunica-se muito através do Google Tradutor. Muitas pessoas não
falam inglês. Isso é também muito exigente para os profissionais, e temos bons
profissionais, resilientes. É muito improviso, mas funciona. Sei que a
Constituição diz que temos de prestar cuidados. Mas, se formos a outros países
— à Suíça, por exemplo, ou aos EUA —, se precisar de cuidados, tem de os pagar.
Não há urgências em que não se paga. Nós prestamos os cuidados, somos obrigados
a prestá-los, mas depois cobramos a quem? Sabemos a quem prestamos os cuidados,
o problema é depois fazer o rastreamento e saber quem vai pagar. Se a pessoa
não desconta… Portugal tem uma política diferente, e não estou a dizer que está
errada.
"As pessoas vêm e não podemos negar assistência a
ninguém. Há muitas pessoas que chegam ao aeroporto e vêm para aqui. Já têm
familiares na zona e vêm"
Na Obstetrícia há pessoas que vêm propositadamente para
acederem a cuidados e terem o parto no SNS?
Não tenho dúvidas. Vêm.
A Sandra Cavaca foi nomeada para gerir a ULS Amadora-Sintra,
que é das mais complexas do país, mas não tem nenhuma experiência prévia em
gestão hospitalar. Isso é um handicap [desvantagem]?
Não, acho que é até uma vantagem. Eu giro muito bem pessoas
— é o meu ponto forte. Daquilo que me tenho apercebido, as pessoas não têm sido
ouvidas neste hospital e, portanto, se não fizermos mudanças com as pessoas que
cá temos, não fazemos nenhuma mudança. O ambiente na ULS melhorou nos últimos
meses.
Jornal Observador, 13 set. 2026
https://observador.pt/especiais/presidente-do-amadora-sintra-ha-pessoas-que-chegam-ao-aeroporto-e-vem-para-aqui/?fbclid=IwY2xjawUYwkRwZG9mAWV4dG4DYWVtAjEwAGJyaWQRMGlISTVhbTZ1RmgyNlkxeVZzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEe2Qi7kr71rKOWogOl4kjpkdTK7GC0QqncHHF99XrwPrvYKYSk49N5rbx4aro_aem_55QOEYTArZiY6LRzp8VQ1QCasamento forçado/ Casamento Infantil - Cultura ou violação grave da Declaração Universal dos Direitos Humanos ?
https://www.facebook.com/reel/1612036763782572
Onde estás tu, ONU?
Isto é encarado nos nossos tempos, como uma forma de escravatura moderna.
Arrábida: cercámos a serra, alterámos o território e agora a solução mais fácil é matar? - Ambiente e Ordenamento do Território