terça-feira, 14 de julho de 2026

Ambiente - Declínio catastrófico de 73% nas populações globais de vida selvagem nos últimos 50 anos e sobrevivência animal em cidades

 


A catastrophic 73% decline in global wildlife populations over the past 50 years reveals a planet on the brink of ecosystem collapse.

According to the World Wildlife Fund’s (WWF) Living Planet Report, monitored wildlife populations around the globe have plummeted by an average of 73% since 1970. This staggering biological loss is led by freshwater species, which have experienced a catastrophic 85% decline.

Conservation scientists warn that these plummeting numbers are not just a tragedy for nature, but a direct threat to human survival, as ecosystems near dangerous, irreversible tipping points. Habitat degradation, driven primarily by our intensive global food systems, along with climate change and overexploitation, remains the chief catalyst behind this ecological collapse.

To prevent catastrophic feedback loops, experts emphasize that the next five years will be crucial for the future of life on Earth.

Halting this decline requires an unprecedented global transformation of our agricultural, energy, and financial systems. By implementing stronger conservation measures and shifting toward sustainable food production, humanity still has a narrow window to restore the natural world. Failing to act risks destabilizing the vital systems that provide our clean air, drinking water, and agricultural stability, proving that saving wildlife is ultimately about saving ourselves.

source: World Wildlife Fund.. Living Planet Report: A System in Peril. WWF, Gland, Switzerland.

Um declínio catastrófico de 73% nas populações globais de vida selvagem nos últimos 50 anos revela um planeta à beira do colapso dos ecossistemas.

De acordo com o relatório *Living Planet Report* (Relatório Planeta Vivo) da World Wildlife Fund (WWF), as populações de vida selvagem monitorizadas em todo o mundo sofreram uma queda média de 73% desde 1970. Esta perda biológica alarmante é liderada pelas espécies de água doce, que registaram um declínio catastrófico de 85%.

Os especialistas em conservação alertam que esta queda acentuada dos números não é apenas uma tragédia para a natureza, mas uma ameaça direta à sobrevivência humana, à medida que os ecossistemas se aproximam de pontos de inflexão perigosos e irreversíveis. A degradação dos habitats — impulsionada principalmente pelos nossos sistemas alimentares globais intensivos, juntamente com as alterações climáticas e a sobre-exploração — continua a ser o principal factor deste colapso ecológico.

Para evitar ciclos de feedback catastróficos, os especialistas sublinham que os próximos cinco anos serão cruciais para o futuro da vida na Terra.

Travar este declínio exige uma transformação global sem precedentes nos nossos sistemas agrícolas, energéticos e financeiros. Ao implementar medidas de conservação mais rigorosas e ao transitar para uma produção alimentar sustentável, a humanidade dispõe ainda de uma janela de oportunidade restrita para restaurar o mundo natural. A falta de acção traz o risco de desestabilizar os sistemas vitais que nos fornecem ar limpo, água potável e estabilidade agrícola, demonstrando que salvar a vida selvagem é, em última análise, salvarmo-nos a nós próprios.

fonte: World Wildlife Fund. Relatório Planeta Vivo: Um Sistema em Peril. WWF, Gland, Suíça.

Hashem Al-Ghaili

    13/7/2026  




Isto não é resiliência. É falta de opção.
Desenhámos cidades com espinhos para afastar a vida, mas a convivência ética é o único caminho. Coexistir é um dever, não um favor.

Olhem bem para esta imagem. À primeira vista, muitos veem “resiliência” ou até acham graça à audácia deste pombo. Mas a verdade por trás desta foto não é romântica: é um grito de socorro e um reflexo da nossa falta de empatia.
O que vemos aqui é o resultado da arquitetura hostil que criámos para afastar tudo o que seja vida. Desenhámos cidades que não repelem apenas pessoas em situação de sem-abrigo; desenhámos cidades que declararam uma guerra silenciosa e cruel à biodiversidade urbana.

Colocamos picos, redes e barreiras afiadas. Forçamos animais a uma batalha diária e violenta pela sobrevivência, empurrando-os para a escuridão e para o perigo, apenas por existirem no mesmo espaço que nós, depois de os termos decidido abandonar há pouco mais de cem anos, pois os pombos, em especifico, são animais que domesticános há 5000 anos.

Este pombo e tantos outros, não fizeram o ninho em cima de espinhos de metal porque o local era o ideal. Fizeram o ninho ali porque já não lhes restam opções.

Nenhum ser vivo deveria ter de lutar uma vida inteira, contra espinhos de metal, só para conseguir o direito básico de descansar ou de proteger os seus filhos. Os pombos fazem parte da nossa história há séculos, e durante milhares de anos foram vistos como símbolo de prosperidade, paz, sorte, e hoje decidimos tratá-los pior que lixo descartável.
Precisamos de parar de aplaudir a “sobrevivência ao limite” e começar a exigir cidades coexistentes. Cidades com pombais contracetivos urbanos (que controlam a população de forma ética e saudável), cidades com espaços verdes, cidades que respeitem a vida.

Coexistência não é um favor. É uma dívida que temos com a natureza que teimamos em querer esmagar. 

Save & Care    13/7/2026



Em Rafaela, na província de Santa fé na Argentina.



A prefeitura começou a estalar redes ( conhecida como "rede antepassaros) sobres as copas de algumas árvores.
O objetivo é não deixar os pássaros pousem nas árvores para dormir e suje as calçadas .
Já não basta o que estamos fazendo com os animais, matas, florestas, rios etc .
Agora impedir deles ter abrigo nas árvores.
"Somente quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro."

Eliangela Henrique    13/7/2026 

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Nova ligação Fluvial entre Algés e a Trafaria

https://www.facebook.com/reel/1744318796573039 


Oeiras e Almada estão mais próximos. A nova ligação Algés-Trafaria permitirá que mais de 1 milhão de passageiros por ano circulem de forma sustentável e funcional entre as duas margens. Isto é a mobilidade ao serviço das pessoas.


Há uma nova rota fluvial pública entre as duas margens do Tejo.
A ligação entre Trafaria e Pedrouços começa a funcionar na próxima 2.ª feira, 13 de julho, e será assegurada todos os dias da semana. Permitirá reforçar a oferta de transporte público aos passageiros numa alternativa cómoda, eficiente e sustentável com barcos elétricos.
O investimento da Câmara de Lisboa permitiu a requalificação do espaço público da nova estação fluvial Pedrouços- Oeiras.

domingo, 12 de julho de 2026

Mata do Bussaco - Primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica

 



A Mata Nacional do Bussaco, no município da Mealhada, vai receber na próxima semana a certificação de primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica. Com uma história botânica de quase 400 anos, esta área protegida quer ser exemplo em turismo de natureza


Pelos 105 hectares, a natureza revela-se a cada recanto. Com quase 400 anos de vida – foi em 1628 que aqui se instalaram os monges carmelitas descalços e começaram a plantar diversas espécies endógenas e exóticas. Esta é a génese da Mata Nacional do Bussaco, localizada na freguesia do Luso, no concelho da Mealhada.

Classifica como monumento nacional, a área guarda flora secular, que se traduz em elementos naturais como eucaliptos-gigantes, enormes sequoias ou o maior adernal do mundo.

Muitas destes exemplares podem ser apreciados durante o Trilho das Árvores Admiráveis, um dos diversos percursos da mata, dona de um património natural único.

A variedade de espécies botânicas, as árvores classificadas e a água que se ouve correr em diversos pontos da mata são elementos singulares que motivaram a candidatura do espaço a Floresta Terapêutica.

Na sexta-feira, dia 17 de julho, a Mata Nacional do Bussaco vai oficialmente receber a certificação de primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica.

Banhos de floresta


Bussaco
José Moura / Turismo Centro de Portugal

Segundo a Fundação Mata do Bussaco, esta área protegida “é uma floresta extraordinária, com propriedades botânicas e culturais únicas. Estas propriedades fazem dela o sítio ideal para a, cada vez mais conhecida, Terapia de Floresta (Forest Therapy)".

Explica-se ainda que esta é uma prática ancestral, “cujos benefícios no bem-estar e na saúde têm vindo a ser comprovados por vários estudos científicos, um pouco por todo o mundo”.

Inspirado pela filosofia japonesa "shirin-yoku", que significa "banho" ("yoku") de "floresta" ("shirin"), estas atividades, também chamados de “banhos de floresta”, estão associadas ao crescente fascínio sobre o poder curativo das florestas.

Segundo o presidente da Fundação Mata do Bussaco, Gonçalo Breda Marques, "esta certificação, que nos coloca no grupo de quatro florestas terapêuticas do mundo e a primeira da Península Ibérica, confere-nos um estatuto mundial e traz consigo uma grande responsabilidade".

De acordo com o presidente da Fundação Mata do Bussaco, em funções há quase dois meses, esta certificação traz a responsabilidade de "promover as melhores práticas de gestão florestal e de preservação da biodiversidade".

"A Mata reúne características naturais únicas que possibilitam esta certificação que constitui um marco relevante na qualificação e valorização da oferta de Turismo de Natureza, reforçando o posicionamento do país num domínio emergente que cruza natureza, saúde e bem-estar, e promovendo a valorização sustentável dos seus recursos naturais", referiu.

A Mata do Bussaco, na freguesia do Luso, concelho da Mealhada, foi classificada como monumento nacional em dezembro de 2017.

Ocupa atualmente cerca de 105 hectares e guarda uma das melhores coleções dendrológicas da Europa, com cerca de 250 espécies de árvores e arbustos com exemplares notáveis.

A certificação como a primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica resulta de um processo de candidatura desenvolvido em cooperação entre a Fundação Mata do Bussaco e a Destinature - Agência para o Desenvolvimento do Turismo de Natureza.


Mata Nacional do Bussaco         
Fundação Mata do Bussaco    

https://expresso.pt/boa-cama-boa-mesa/natureza-bem-estar/2026-07-11-e-oficial-mata-do-bussaco-recebe-certificacao-de-primeira-floresta-terapeutica-da-peninsula-iberica-0af99db4?fbclid=IwY2xjawTAmHFleHRuA2FlbQIxMABicmlkETB5d01KU0NhTWtoTGhWbm83c3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHkLLalITAETj_35tVFhh-XQ4UwuTWcat3EdZlST7dLM--pOBoarDNiNbzP35_aem_TeS5X4Qa_8nH_0qqVizh2w#Echobox=1783766360

expresso.pt 11 JULHO 2026

AI - Arte Digital



Estrangeiros em Portugal e principais comunidades de origem

 











A população residente em Portugal atingiu um número recorde com a subida do peso dos estrangeiros.
No país há hoje 11,4 milhões de pessoas, 14% das quais têm outra nacionalidade. A população está cada vez mais envelhecida e só as mães estrangeiras têm travado uma quebra ainda mais acentuada nos nascimentos.

Fundação Francisco Manuel dos Santos    11/7/2026


https://ffms.pt/pt-pt/atualmentes/infografia/nunca-fomos-tantos-e-tao-diversos-retrato-de-um-pais-envelhecido-e-com-assimetrias-regionais?utm_id=97758_v0_s00_e0_tv2_a1demo0e1898e4&fbclid=IwY2xjawTAgURleHRuA2FlbQIxMABicmlkETB5d01KU0NhTWtoTGhWbm83c3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHiMDzmuFfiHQU0gI7N2pAvHpcqYWuZps3CHQK4F1A2a-evfrRjL_BKEm7d_4_aem_I2yLDHwRZeZqHZ7JxHnxrw



A que ponto chegou a tolerância nos países ocidentais

https://www.facebook.com/reel/26789194964086675 


No Canadá... 

sábado, 11 de julho de 2026

Portugal - onde para a água?


 A intensificação dos períodos de seca e as alterações profundas no regime de chuvas estão a colocar os recursos hídricos do país sob uma pressão sem precedentes.

Ao mesmo tempo, a procura de água continua a aumentar: o olival de regadio expande-se a um ritmo acelerado e as estufas multiplicam-se na costa alentejana.

Estaremos a aproximar-nos de um ponto sem retorno?

Estas são algumas das questões levantadas em «Onde está a água?», o novo documentário da Fundação, coproduzido com a RTP, e narrado ao vivo por Carlos Daniel.