https://www.facebook.com/reel/1357212965966351
Blog de Geografia
AVISO LEGAL E EDITORIAL Os conteúdos e opiniões publicados nesta página encontram-se rigorosamente protegidos pelo Direito à Liberdade de Expressão e de Informação, salvaguardados pelo Artigo 37.º da Constituição da República Portuguesa (CRP) e pelo Artigo 10.º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos (CEDH). Este espaço rege-se pelos princípios da transparência da informação, do interesse público e do livre escrutínio cidadão.
quinta-feira, 16 de julho de 2026
quarta-feira, 15 de julho de 2026
Registos de mutilação genital feminina aumentaram 15% em Portugal no ano passado
O número de registos de mutilação genital feminina (MGF) em Portugal aumentou 15% em 2025, para um total de 292, anunciou na terça-feira a Direção-Geral da Saúde (DGS), que atribuiu esse crescimento à maior sensibilização dos profissionais de saúde.
O boletim que atualiza os dados sobre esta prática indica que entre 2024 e 2025 o número de registos de MGF passou dos 254 para os 292, muito acima dos 60 verificados em 2017, o número mais baixo da última década.
A DGS salienta que a mutilação genital feminina é reconhecida internacionalmente como uma violação dos direitos humanos e, enquanto ato de violência de género, faz parte de um "conjunto de práticas nefastas que ainda persistem na atualidade", merecendo a atenção de diversos acordos internacionais e nacionais, como é o caso da Convenção de Istambul, ratificada por Portugal.
A direção-geral reconhece que, ao longo da última década, tem-se verificado um aumento progressivo do número de registos de MGF na plataforma Registo de Saúde Eletrónico - Área do Profissional, mas realça que essa evolução "reflete a crescente sensibilização e capacitação dos profissionais de saúde" para a identificação e o registo destas situações, não significando, necessariamente, um aumento desta prática.
Em 2025, não foi registado qualquer caso de MGF realizada em Portugal, assegura ainda a DGS, adiantando que a maioria das situações foi identificada no âmbito da vigilância da gravidez, do parto e do puerpério, o que reforça a "importância destes contactos com os serviços de saúde na deteção e acompanhamento das mulheres sobreviventes desta prática".
O boletim aponta também uma maior abrangência territorial dos registos, tendo em conta que, embora a maioria continue concentrada na região de Lisboa e Vale do Tejo, no último ano verificou-se um aumento de registos realizados por unidades de saúde das regiões Norte, Centro e Algarve.
Em 2025, a idade média em que a MGF foi registada como realizada foi de 7,7 anos, tendo cerca de 70,7% das mutilações ocorrido até aos nove anos, indica ainda a DGS, apontando que foram registadas complicações em 155 mulheres (53,1%), como as psicológicas, obstétricas, da resposta sexual e uro-ginecológicas.
SIC Notícias 15/7/2026
Ambiente - Cascais
Histórias de quem aqui cresceu, viveu e trabalhou. Uma autêntica viagem pelo passado e tradições de Cascais, que ainda se mantêm nos dias de hoje.
Em Cascais, as praias são cuidadas todos os dias. Porque uma praia com Bandeira Azul, não é só uma praia limpa. É uma praia vivida por todos.
A Duna da Cresmina é muito mais do que areia: é um ecossistema vivo, moldado pelo vento, pelo sal e pelo tempo.
Ao longo do passadiço interpretativo, poderá observar a vegetação adaptada às condições extremas, compreender a importância das dunas na proteção costeira e descobrir como estes habitats frágeis desempenham um papel essencial na defesa contra a erosão e na conservação da biodiversidade.
É um espaço ideal para caminhar, aprender e contemplar, sempre com respeito pela natureza.
terça-feira, 14 de julho de 2026
Ambiente - Declínio catastrófico de 73% nas populações globais de vida selvagem nos últimos 50 anos e sobrevivência animal em cidades
A catastrophic 73% decline in global wildlife populations over the past 50 years reveals a planet on the brink of ecosystem collapse.
According to the World Wildlife Fund’s (WWF) Living Planet Report, monitored wildlife populations around the globe have plummeted by an average of 73% since 1970. This staggering biological loss is led by freshwater species, which have experienced a catastrophic 85% decline.
Conservation scientists warn that these plummeting numbers are not just a tragedy for nature, but a direct threat to human survival, as ecosystems near dangerous, irreversible tipping points. Habitat degradation, driven primarily by our intensive global food systems, along with climate change and overexploitation, remains the chief catalyst behind this ecological collapse.
To prevent catastrophic feedback loops, experts emphasize that the next five years will be crucial for the future of life on Earth.
Halting this decline requires an unprecedented global transformation of our agricultural, energy, and financial systems. By implementing stronger conservation measures and shifting toward sustainable food production, humanity still has a narrow window to restore the natural world. Failing to act risks destabilizing the vital systems that provide our clean air, drinking water, and agricultural stability, proving that saving wildlife is ultimately about saving ourselves.
source: World Wildlife Fund.. Living Planet Report: A System in Peril. WWF, Gland, Switzerland.
Um declínio catastrófico de 73% nas populações globais de vida selvagem nos últimos 50 anos revela um planeta à beira do colapso dos ecossistemas.
De acordo com o relatório *Living Planet Report* (Relatório Planeta Vivo) da World Wildlife Fund (WWF), as populações de vida selvagem monitorizadas em todo o mundo sofreram uma queda média de 73% desde 1970. Esta perda biológica alarmante é liderada pelas espécies de água doce, que registaram um declínio catastrófico de 85%.
Os especialistas em conservação alertam que esta queda acentuada dos números não é apenas uma tragédia para a natureza, mas uma ameaça direta à sobrevivência humana, à medida que os ecossistemas se aproximam de pontos de inflexão perigosos e irreversíveis. A degradação dos habitats — impulsionada principalmente pelos nossos sistemas alimentares globais intensivos, juntamente com as alterações climáticas e a sobre-exploração — continua a ser o principal factor deste colapso ecológico.
Para evitar ciclos de feedback catastróficos, os especialistas sublinham que os próximos cinco anos serão cruciais para o futuro da vida na Terra.
Travar este declínio exige uma transformação global sem precedentes nos nossos sistemas agrícolas, energéticos e financeiros. Ao implementar medidas de conservação mais rigorosas e ao transitar para uma produção alimentar sustentável, a humanidade dispõe ainda de uma janela de oportunidade restrita para restaurar o mundo natural. A falta de acção traz o risco de desestabilizar os sistemas vitais que nos fornecem ar limpo, água potável e estabilidade agrícola, demonstrando que salvar a vida selvagem é, em última análise, salvarmo-nos a nós próprios.
fonte: World Wildlife Fund. Relatório Planeta Vivo: Um Sistema em Peril. WWF, Gland, Suíça.
Hashem Al-Ghaili
13/7/2026
Isto não é resiliência. É falta de opção.
Desenhámos cidades com espinhos para afastar a vida, mas a convivência ética é o único caminho. Coexistir é um dever, não um favor.
Olhem bem para esta imagem. À primeira vista, muitos veem “resiliência” ou até acham graça à audácia deste pombo. Mas a verdade por trás desta foto não é romântica: é um grito de socorro e um reflexo da nossa falta de empatia.
O que vemos aqui é o resultado da arquitetura hostil que criámos para afastar tudo o que seja vida. Desenhámos cidades que não repelem apenas pessoas em situação de sem-abrigo; desenhámos cidades que declararam uma guerra silenciosa e cruel à biodiversidade urbana.
Colocamos picos, redes e barreiras afiadas. Forçamos animais a uma batalha diária e violenta pela sobrevivência, empurrando-os para a escuridão e para o perigo, apenas por existirem no mesmo espaço que nós, depois de os termos decidido abandonar há pouco mais de cem anos, pois os pombos, em especifico, são animais que domesticános há 5000 anos.
Este pombo e tantos outros, não fizeram o ninho em cima de espinhos de metal porque o local era o ideal. Fizeram o ninho ali porque já não lhes restam opções.
Nenhum ser vivo deveria ter de lutar uma vida inteira, contra espinhos de metal, só para conseguir o direito básico de descansar ou de proteger os seus filhos. Os pombos fazem parte da nossa história há séculos, e durante milhares de anos foram vistos como símbolo de prosperidade, paz, sorte, e hoje decidimos tratá-los pior que lixo descartável.
Precisamos de parar de aplaudir a “sobrevivência ao limite” e começar a exigir cidades coexistentes. Cidades com pombais contracetivos urbanos (que controlam a população de forma ética e saudável), cidades com espaços verdes, cidades que respeitem a vida.
Coexistência não é um favor. É uma dívida que temos com a natureza que teimamos em querer esmagar.Save & Care 13/7/2026
A prefeitura começou a estalar redes ( conhecida como "rede antepassaros) sobres as copas de algumas árvores.O objetivo é não deixar os pássaros pousem nas árvores para dormir e suje as calçadas .Já não basta o que estamos fazendo com os animais, matas, florestas, rios etc .Agora impedir deles ter abrigo nas árvores."Somente quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro."Eliangela Henrique 13/7/2026
segunda-feira, 13 de julho de 2026
Nova ligação Fluvial entre Algés e a Trafaria
https://www.facebook.com/reel/1744318796573039
Câmara Municipal de Lisboa 10/7/2026
domingo, 12 de julho de 2026
Mata do Bussaco - Primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica
A Mata Nacional do Bussaco, no município da Mealhada, vai receber na próxima semana a certificação de primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica. Com uma história botânica de quase 400 anos, esta área protegida quer ser exemplo em turismo de natureza
Pelos 105 hectares, a natureza revela-se a cada recanto. Com quase 400 anos de vida – foi em 1628 que aqui se instalaram os monges carmelitas descalços e começaram a plantar diversas espécies endógenas e exóticas. Esta é a génese da Mata Nacional do Bussaco, localizada na freguesia do Luso, no concelho da Mealhada.
Classifica como monumento nacional, a área guarda flora secular, que se traduz em elementos naturais como eucaliptos-gigantes, enormes sequoias ou o maior adernal do mundo.
Muitas destes exemplares podem ser apreciados durante o Trilho das Árvores Admiráveis, um dos diversos percursos da mata, dona de um património natural único.
A variedade de espécies botânicas, as árvores classificadas e a água que se ouve correr em diversos pontos da mata são elementos singulares que motivaram a candidatura do espaço a Floresta Terapêutica.
Na sexta-feira, dia 17 de julho, a Mata Nacional do Bussaco vai oficialmente receber a certificação de primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica.
Banhos de floresta
Segundo a Fundação Mata do Bussaco, esta área protegida “é uma floresta extraordinária, com propriedades botânicas e culturais únicas. Estas propriedades fazem dela o sítio ideal para a, cada vez mais conhecida, Terapia de Floresta (Forest Therapy)".
Explica-se ainda que esta é uma prática ancestral, “cujos benefícios no bem-estar e na saúde têm vindo a ser comprovados por vários estudos científicos, um pouco por todo o mundo”.
Inspirado pela filosofia japonesa "shirin-yoku", que significa "banho" ("yoku") de "floresta" ("shirin"), estas atividades, também chamados de “banhos de floresta”, estão associadas ao crescente fascínio sobre o poder curativo das florestas.
Segundo o presidente da Fundação Mata do Bussaco, Gonçalo Breda Marques, "esta certificação, que nos coloca no grupo de quatro florestas terapêuticas do mundo e a primeira da Península Ibérica, confere-nos um estatuto mundial e traz consigo uma grande responsabilidade".
De acordo com o presidente da Fundação Mata do Bussaco, em funções há quase dois meses, esta certificação traz a responsabilidade de "promover as melhores práticas de gestão florestal e de preservação da biodiversidade".
"A Mata reúne características naturais únicas que possibilitam esta certificação que constitui um marco relevante na qualificação e valorização da oferta de Turismo de Natureza, reforçando o posicionamento do país num domínio emergente que cruza natureza, saúde e bem-estar, e promovendo a valorização sustentável dos seus recursos naturais", referiu.
A Mata do Bussaco, na freguesia do Luso, concelho da Mealhada, foi classificada como monumento nacional em dezembro de 2017.
Ocupa atualmente cerca de 105 hectares e guarda uma das melhores coleções dendrológicas da Europa, com cerca de 250 espécies de árvores e arbustos com exemplares notáveis.
A certificação como a primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica resulta de um processo de candidatura desenvolvido em cooperação entre a Fundação Mata do Bussaco e a Destinature - Agência para o Desenvolvimento do Turismo de Natureza.
expresso.pt 11 JULHO 2026
Há espaços naturais que, mais do que a beleza envolvente e a sensação de bem-estar durante os passeios, contribuem para melhorar a saúde física e mental de quem os visita. É precisamente esse benefício, reconhecido à Mata Nacional do Bussaco, no concelho da Mealhada, que lhe dará, na próxima sexta-feira, 17 de julho, o título oficial de primeira Floresta Terapêutica da Península Ibérica.
“Esta certificação, que nos coloca no grupo das quatro florestas terapêuticas do mundo e a primeira da Península Ibérica, confere-nos um estatuto mundial e traz consigo uma grande responsabilidade”, referiu Gonçalo Breda Marques, presidente da Fundação Mata do Bussaco, à “Lusa”, aqui citado pelo jornal “Público.”
Até à data, só existiam três Florestas Terapêuticas no mundo: Benediktinerstift, na Áustria, Lahnstein e Bad Nauheim, ambas na Alemanha. Com esta distinção, atribuída pelo Gabinete Internacional de Certificação de Florestas Terapêuticas, a Mata Nacional do Bussaco, com 105 hectares, torna-se a quarta.
“Quem conhece o Bussaco sabe que esta é uma floresta extraordinária, com propriedades botânicas e culturais únicas. Estas propriedades fazem dela o sítio ideal para a, cada vez mais conhecida,Terapia de Floresta (Forest Therapy). Trata-se de uma prática ancestral, cujos benefícios no bem-estar e na saúde têm vindo a ser comprovados por vários estudos científicos, um pouco por todo o mundo”, sublinha a Fundação.
Para a Fundação, esta certificação “incluirá o Bussaco na rota do turismo de saúde e bem-estar, abrindo portas a um novo tipo de turista/visitante através da oferta de experiências, que promovem a saúde e a melhoria da qualidade de vida”.
Com os olhos postos no futuro, é impossível não olhar também para o passado e para a sua história com mais de 400 anos. Em 1628, os terrenos foram entregues à Ordem dos Carmelitas Descalços, que ali criou um espaço de recolhimento e oração conhecido por “Deserto Carmelita”.
Os monges construíram o Convento de Santa Cruz do Bussaco e dedicaram-se à preservação da floresta, plantando diversas espécies de árvores vindas de diferentes partes do mundo e protegendo cuidadosamente a natureza.
Mais tarde, em 1810, foi palco da Batalha do Bussaco, uma das mais importantes das Invasões Napoleónicas, na qual as tropas portuguesas e britânicas derrotaram o exército francês. Após a extinção das ordens religiosas, em 1834, o espaço passou para o Estado, que continuou a preservar a floresta e promoveu a construção do famoso Palace Hotel do Bussaco.
Atualmente, a Mata alberga centenas de espécies de árvores e plantas, bem como monumentos históricos, como capelas, ermidas, fontes e miradouros.
www.nit.pt/fit/saude