quarta-feira, 21 de outubro de 2026

População da Europa em 2026

https://www.worldometers.info/pt/populacao-mundial/europa-populacao/ 

Europa Online

 



https://link.europa.eu/T4dTqw


Eurostat   20/10/2026

Rui Luzes Cabral critica interferência excessiva de alguns pais nas escolas: “Não estamos a educar bem e estamos a esgotar quem educa”

Rui Luzes Cabral critica interferência excessiva de alguns pais nas escolas: “Não estamos a educar bem e estamos a esgotar quem educa”                             









Vereador da Educação da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis alerta para a sobreproteção das crianças e a pressão sobre os profissionais das escolas.


O vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azemés, que detém o pelouro da Educação, considera que a crescente vigilância de alguns encarregados de educação está a pressionar professores, diretores e autarquias. Dos grupos de WhatsApp às exigências sobre os recreios escolares, o autarca apelou a uma mudança de comportamentos e à valorização da autonomia das crianças.

Rui Luzes Cabral, fez uma reflexão crítica sobre a forma como alguns pais e encarregados de educação se relacionam com as escolas, alertando para os efeitos da sobreproteção das crianças e da pressão exercida sobre os profissionais da educação. Numa intervenção durante a cerimónia de abertura do ano letivo 2026/2027, realizada no Agrupamento de Escolas de Loureiro, o autarca considerou que há comportamentos que estão a comprometer a autonomia dos alunos e a contribuir para o desgaste de quem trabalha nas instituições escolares.

“Não estamos a educar bem e estamos a esgotar quem educa”, afirmou Rui Luzes Cabral, numa das passagens mais incisivas do discurso, em que defendeu a necessidade de repensar a relação entre famílias, escolas e responsáveis públicos.

O vereador descreveu aquilo que considera ser uma crescente tendência para a vigilância permanente do funcionamento das escolas. Na sua análise, os grupos de WhatsApp, as cadernetas eletrónicas e outros meios de comunicação passaram a facilitar uma intervenção constante de alguns encarregados de educação, que, no seu entender, ultrapassa por vezes os limites do acompanhamento da vida escolar dos filhos.

Rui Luzes Cabral criticou os pais que, em vez de procurarem colaborar com as instituições, assumem comportamentos de fiscalização e contestação sistemática, comparando essa postura à atuação de polícias ou juízes.

A crítica não foi dirigida à participação das famílias na educação, mas àquilo que o responsável considera ser uma atitude de controlo excessivo, com consequências para a autoridade dos profissionais e para o desenvolvimento das crianças.

Exigências dos pais também chegam às autarquias

O vereador sustentou que esta pressão não se limita às salas de aula ou às relações com os professores. Na sua perspetiva, estende-se também às direções escolares e aos municípios, que são chamados a responder a exigências cada vez mais específicas sobre as condições físicas dos estabelecimentos de ensino.

Como exemplos, referiu pedidos de verificação das condições dos refeitórios, da temperatura das salas de aula e do estado dos recreios.

Rui Luzes Cabral apontou ainda as exigências de colocação de coberturas nas entradas das escolas e de pavimentação de espaços exteriores, nomeadamente zonas com terra e areia.

Para o autarca, a preocupação em eliminar desconfortos e riscos pode conduzir à perda de espaços importantes para a exploração, a brincadeira e o desenvolvimento infantil. A terra, a areia e o contacto com o ambiente natural foram apresentados como elementos com valor pedagógico, que não devem ser afastados automaticamente dos espaços escolares.

As situações foram utilizadas para ilustrar o que o vereador entende ser uma tendência de sobreproteção. Na intervenção, não foram apresentados dados que permitam quantificar a frequência destas exigências nas escolas do concelho.


“Transformamos a escola num palco de experimentalismos para adultos”

A reflexão de Rui Luzes Cabral foi além do comportamento dos encarregados de educação. O vereador questionou igualmente a tendência para multiplicar projetos e atividades destinados às crianças, considerando que as escolas acabam por receber sucessivas iniciativas que respondem às preocupações e prioridades dos adultos.

Referindo temas como a sustentabilidade, a literacia e a tecnologia, considerou que existe uma pressão para criar constantemente novos programas educativos, por vezes em detrimento do tempo disponível para brincar, imaginar e desenvolver interesses próprios.

“Transformamos a escola num palco de experimentalismos para adultos”, afirmou.

Na sua perspetiva, a sucessão de atividades programadas e a preocupação em antecipar todas as necessidades dos alunos podem limitar oportunidades fundamentais para o desenvolvimento da autonomia.

O vereador defendeu que as crianças precisam de tempo livre, de contacto com o ambiente e de oportunidades para aprender a lidar com dificuldades sem que os adultos intervenham constantemente.


Sobreproteção pode dificultar a autonomia das crianças

Outra das preocupações expressas pelo responsável municipal prende-se com a forma como a intervenção permanente dos adultos pode influenciar o comportamento das próprias crianças.

Rui Luzes Cabral considerou que a tendência para resolver antecipadamente todas as dificuldades, evitar frustrações e contestar decisões escolares pode dificultar a aprendizagem das regras de convivência e o respeito pela autoridade dos profissionais.

Na sua análise, quando os pais questionam sistematicamente professores, funcionários e direções perante os filhos, existe o risco de transmitir a ideia de que as regras das instituições podem ser afastadas sempre que contrariam interesses individuais.

O vereador defendeu, por isso, uma educação que permita às crianças enfrentar contrariedades, assumir responsabilidades e desenvolver capacidade de decisão.

A intervenção constituiu uma defesa de maior autonomia dos alunos, mas também um apelo à reflexão sobre os limites da proteção parental.


“Professores, diretores e decisores autárquicos são parceiros, não subalternos”

Apesar do tom crítico relativamente a determinados comportamentos, Rui Luzes Cabral sublinhou a importância das famílias no percurso educativo das crianças.

O responsável considerou essencial preservar uma relação de cooperação e respeito entre encarregados de educação, docentes, direções escolares e autarquias, rejeitando uma lógica em que os profissionais da educação sejam tratados como subordinados às exigências individuais de cada família.

“É necessário usar o nosso espaço de influência para lembrar à comunidade que os professores, os diretores e os decisores autárquicos são parceiros, não subalternos, e que as famílias são essenciais nesta bonita trajetória”, afirmou.

A mensagem final do vereador sintetizou a posição assumida ao longo da intervenção: a proteção das crianças não deve impedir a experiência, a descoberta e a capacidade de enfrentar dificuldades.


“Proteger não é asfixiar, e educar implica aceitar o risco e a frustração”, defendeu, antes de concluir com um apelo: “Deixemos, por favor, as crianças respirar.”


A intervenção aconteceu perante a comunidade educativa de Oliveira de Azeméis, numa cerimónia que contou também com a participação do presidente da Câmara, Joaquim Jorge, da diretora do Agrupamento de Escolas de Loureiro, Ana Rio, e da especialista em bem-estar Cristina Nogueira da Fonseca.


azemeis.net   19/10/2026   





📚 Querem uma escola que ensine tudo, mas que não contrarie ninguém. Que cobre responsabilidade, mas não permita frustrações. Que forme cidadãos preparados para a vida, mas não possa estabelecer limites.

A verdade é que educar nem sempre agrada. Ensinar também significa orientar, corrigir, cobrar compromisso e mostrar que nossas escolhas têm consequências.

A escola tem um papel fundamental na formação dos estudantes, mas essa missão não deve ser responsabilidade apenas dos professores. A família também precisa participar, acompanhar e reforçar os valores ensinados.

⚠️ Crianças e adolescentes precisam de acolhimento, diálogo e respeito, mas também precisam aprender a lidar com regras, dificuldades e responsabilidades.

🤝 Quando família e escola caminham juntas, todos ganham. Afinal, preparar alguém para a vida exige muito mais do que transmitir conhecimento: exige parceria, compromisso e limites.

E você, acredita que a escola de hoje tem liberdade para educar ou está sendo cobrada por tudo, sem poder contrariar ninguém? 


Professores de São Paulo   20/10/2026   





Prof. Diogo Ricardo    20/10/2026






Tecnologia e Guerra

 

Drone que resgatou soldado ucraniano foi desenvolvido há um ano, tem seis motores e carrega até 135 quilos


O modelo da empresa ucraniana Gurzuf começou a ser desenvolvido há cerca de um ano como um bombardeiro. Numa operação conjunta com as forças militares, resgatou pela primeira vez um soldado ferido.




Quando em fevereiro Konstantin Vlasenko, um soldado ucraniano da 30ª Brigada, foi ferido na margem esquerda do rio Oskol, numa posição com intensa atividade de drones russos e no meio de um terreno minado, as forças militares ucranianas optaram por tentar algo nunca antes feito: recorrer a um drone para realizar o resgate. Uma gangrena, duas pernas amputadas, uma tentativa de extração por terra e oito meses depois, a operação foi finalmente bem-sucedida. O protagonista é um hexacóptero de carga pesada modificado, desenvolvido pela empresa ucraniana Gurzuf Defence, e cedido gratuitamente para a 92.ª Brigada de Assalto Independente da Ucrânia.

A Gurzuf Defence é uma empresa ucraniana conhecida pela produção de drones do tipo Heavy Shot, modelos empregados especialmente como bombardeiros, por serem capazes de transportar até 30 kg de munições e operar a distâncias de até 25 km. O equipamento é produzido em massa — são dezenas de milhares por ano — e utilizado em várias unidades do exército ucraniano. Mas a primeira aeronave construída pelo desenvolvedor-chefe, Oleh Hynda, data de 2016 — numa altura em que a produção decorria na garagem de casa, quando tinha como clientes contrabandistas de cigarros, conta ao Ukrainska Pravda.

Em março o jornal ucraniano desvendava uma novidade da empresa, que começou a ser desenvolvida há cerca de um ano, o Ayudag-6. Pesa cerca de 100 kg, tem seis longos braços e grandes motores nas extremidades — uma espécie de helicóptero sem cabina, o que explica o termo “hexacóptero”. O nome do drone faz referência ao número de motores e ao monte Ayudag, que fica perto da cidade de Gurzuf, na Crimeia. Com um alcance de voo de até 25 km, opera a uma altitude entre os 150 e os 300 metros. Mas o diferencial está na carga que é capaz de levar: até 135 kg, o que permite transportar uma pessoa adulta. 

Nas redes sociais, a Gurzuf Defence partilhou um vídeo com detalhes sobre a operação, que começou a ser desenhada ainda no começo do ano. Vlasenko tem 49 anos e é um voluntário que permaneceu na posição em Kupiansk sozinho depois de o seu companheiro de armas ter sido morto num ataque russo. “Ofereceram-me a hipótese de me render, mas eu não consegui fazê-lo”, diz o homem. O soldado foi ferido em fevereiro, perdeu a perna direita em abril e teve de amputar ele próprio a esquerda em maio. Sem conseguir sequer rastejar, recebia comida, água e medicamentos através de descargas enviadas por drones.

Uma tentativa de resgate com um veículo terrestre não tripulado falhou, o que motivou o contacto com a Gurzuf Defence. “Repare: já participámos em muitas missões — lançando bombas de 100 kg juntamente com os militares, tratando da logística, e por aí fora. Mas, quando não se trata de carga ou de uma bomba, mas sim de um ser humano vivo… bem, acho que todos compreendem a complexidade de uma missão como esta”, diz o fabricante.

De acordo com a agência de notícias do Ministério da Defesa ucraniano, as tropas desenvolveram em colaboração com o fabricante uma solução técnica que permitiu ao drone transportar um soldado ferido mantendo a estabilidade durante o voo. Testes foram realizados nas instalações da empresa e a operação foi planeada em conjunto com as unidades militares. Foram meses de treino e dezenas de pessoas envolvidas.

Vlasenko recebeu instruções por vídeo sobre como se fixar ao equipamento, através de duas cordas presas nas laterais. “Havia uma câmara instalada no drone, por isso podíamos ver o que eu estava a demonstrar — usando sinais com as mãos para verificar se estava tudo bem ou se ele estava confortável”, conta o responsável. Durante o percurso, o drone chegou a uma altitude máxima de 120 metros. “Fiquei aterrorizado quando sobrevoámos a água, porque não sei nadar”, conta Vlasenko.

O soldado já passou por cirurgias e está a recuperar. Ainda deve enfrentar reabilitação, colocação de próteses e acompanhamento com psicólogos. E em breve deve ser homenageado com uma honra militar, e receber o título de “Herói da Ucrânia”.


 https://observador.pt/2026/10/19

Itália aprova decreto após distúrbios: 500 militares em Milão e até 12 anos de prisão por organizar violência em manifestações

 


Itália aprova decreto após distúrbios: 500 militares em Milão e até 12 anos de prisão por organizar violência em manifestações


Governo de Meloni endurece penas e cria novo crime de participação violenta em manifestações. Saques no fim de semana causaram mil milhões de euros de prejuízos.






O Governo italiano aprovou, esta terça-feira, um novo decreto de segurança, na sequência dos tumultos verificados em várias cidades de Itália no passado fim de semana, que prevê a mobilização de 500 militares para Milão, entre outras medidas.


Reunido em Conselho de Ministros, em Roma, para discutir “medidas urgentes em matéria de segurança pública e combate à criminalidade juvenil” depois da violência e pilhagens ocorridas em várias cidades, à margem de manifestações contra o elevado custo de vida, o executivo de Giorgia Meloni aprovou um decreto-lei que endurece as penas, introduz o crime de participação violenta em manifestações e determina que a detenção preventiva de agitadores conhecidos ou suspeitos antes de manifestações problemáticas será alargada também aos menores.

Os anúncios foram feitos pela própria Meloni, numa mensagem de vídeo publicada na sua conta oficial na rede social X, na qual justifica a adoção do decreto para evitar a repetição de cenas que considerou “inaceitáveis”, recordando as “imagens que todos puderam ver da violência que abalou Milão e outras cidades italianas durante o fim de semana, de lojas saqueadas, montras destruídas e agentes das forças de segurança atacados”

Tal como já tinha sido adiantado na segunda-feira por membros do executivo de direita e extrema-direita, o reforço da segurança em Milão (norte), a capital financeira de Itália e palco dos principais distúrbios, vai ser assegurado por 500 militares, que estarão destacados até final do ano, e que operarão em conjunto com a polícia e os ‘carabinieri’ (polícia militarizada).




“Hoje está a ser introduzido um novo crime, a participação violenta numa manifestação. Se, durante uma marcha ou manifestação, alguém se juntar a um grupo de cinco ou mais pessoas e começar a atirar pedras, petardos ou paus, colocando assim em risco a segurança de todos, enfrenta até cinco anos de prisão e uma multa de até 20.000 euros”, disse a chefe de Governo.

“Se o seu rosto estiver coberto ou se ferir alguém, a pena agrava-se. As penas também são agravadas para quem se envolver em atos de destruição como parte de um grupo”, acrescentou a primeira-ministra, segundo a qual se passa a aplicar “um princípio simples de que quem danifica, paga”, e, se o autor dos danos for menor, “são os pais que pagam”.

A primeira-ministra explicou que “se os danos forem a bens públicos, como uma paragem de autocarro, um semáforo ou um veículo da polícia, o autarca enviará uma ordem de pagamento para a residência do indivíduo”, enquanto “se o dano for a propriedade privada, como a montra de uma loja, um estabelecimento comercial ou um carro, o proprietário pode recorrer a um juiz e obter uma ordem judicial de execução imediata”.

Relativamente ao alargamento a menores da detenção preventiva antes de manifestações, explicou que, “atualmente, no caso de um jovem com idade compreendida entre os 14 e os 18 anos, o Estado tem de provar, em todos os casos, que o indivíduo era capaz de compreender o que estava a fazer”, mas, com o decreto agora aprovado, entra imediatamente em vigor uma disposição, que já estava em apreciação no parlamento, que inverte este princípio, estabelecendo a presunção de que o indivíduo era capaz de compreender as suas ações, salvo prova em contrário.


“E à justiça de menores disponibilizamos mais magistrados e mais vagas nos centros, para que a certeza da pena se aplique também a quem tem 16 anos”, acrescentou.

Por seu lado, o ministro da Justiça, Carlo Nordio, anunciou que, à luz do novo decreto, os agitadores que utilizem as redes sociais para organizar grupos violentos com o objetivo de participar em manifestações públicas poderão ser condenados a penas até 12 anos de prisão.

“Existe um crime específico, punível com penas de 4 a 12 anos de prisão, para quem, incluindo através da utilização de ferramentas digitais ou online, promover a formação de um grupo com o objetivo de realizar manifestações violentas”, afirmou o ministro, numa conferência de imprensa após o Conselho de Ministros.

Um pouco à semelhança do sucedido em Paris, à margem de manifestações contra o elevado custo de vida e o desinvestimento na educação, grupos de jovens, na sua maioria menores e encapuzados, provocaram o caos e a destruição durante o fim de semana, pilhando e destruindo estabelecimentos comerciais no centro de cidades como Milão, Turim e Bolonha (norte de Itália).


De acordo com as associações de comerciantes, a onda de saques e destruição provocou cerca de mil milhões de euros de prejuízos.



Benny Johnson   19/10/2026 








O ministro da Defesa italiano considerou esta terça-feira que os tumultos provocados por jovens em Milão e noutras cidades de Itália durante o fim de semana são resultado de uma “guerra híbrida” que está a ser travada contra o Ocidente.


“Os acontecimentos em Milão e noutros locais da Itália são fundamentalmente diferentes dos observados noutras épocas, são o produto daquilo a que chamo ‘guerra híbrida’, uma forma de conflito que está a ser travada contra as nossas nações através de ferramentas não convencionais como o TikTok, as redes sociais e o YouTube”, afirmou Guido Crosetto.  


De acordo com o ministro, que discursava num fórum sobre Aquisições de Defesa, em Roma, “o Ocidente ainda não se apercebeu disto, nem tomou quaisquer medidas significativas em resposta”.

Crosetto insistiu que “se três em cada dez jovens participaram nestas manifestações” e “se seis em cada dez concordam com estes sentimentos, é porque foram sujeitos a uma “contraeducação” proveniente de algum lado, não das suas famílias nem das escolas”.

“Isto incutiu-lhes valores, ambições, uma visão do mundo e pontos de referência que estão em conflito direto com a sociedade em que vivemos e com as nossas regras democráticas”, disse, ressalvando que não se referia apenas às chamadas maranza (gangues juvenis) ou a adolescentes da segunda geração de origem magrebina, mas a todos os participantes nos distúrbios, “na sua maioria italianos”.


Um pouco à semelhança do sucedido em Paris, à margem de manifestações contra o custo de vida e o desinvestimento na educação, grupos de jovens, na sua maioria menores e encapuzados, provocaram o caos e a destruição durante o fim de semana, pilhando e destruindo estabelecimentos comerciais no centro de cidades como Milão, Turim e Bolonha (norte de Itália).

De acordo com as associações de comerciantes, a onda de saques e destruição provocou cerca de mil milhões de euros de prejuízos. (...)

Abordando esta terça-feira uma das reivindicações dos jovens estudantes que se manifestam pacificamente, de gastar menos na defesa e mais na educação, o ministro Crosetto disse que “ninguém pode contestar que é melhor um hospital do que um lançador de mísseis” e comentou que “são conceitos que nem sequer deveriam ser misturados, pois seria como dizer que é melhor comer do que ter uma casa”, mas advertiu que o mundo vive hoje “numa época de irracionalidade”.


De acordo com os procuradores da região da Lombardia, os distúrbios ocorridos em Milão no fim de semana revelaram atos destrutivos de uma violência rara, que foram essencialmente praticados por jovens adultos.


Os detidos no sábado por causa dos tumultos no centro de Milão, durante os quais lixeiras, pedras de pavimentação e outros objetos foram arremessados contra as forças de segurança, demonstraram “uma facilidade absoluta em improvisar atos destrutivos de violência rara”, além de uma “capacidade criminosa significativa” e uma total ausência de “autocontrolo”, comentou na segunda-feira o Ministério Público.

Dos perto de 300 detidos, cerca de 80% eram menores de idade.

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

O Frederico Martins, a Matilde. o Marcelo precisam de ajuda. Ajudamos? Todos somos convocados.

 


O Frederico Martins precisa de ajuda.
Ajudamos? Todos somos convocados. 🙏🏻

Dê Sangue, salve vidas. Obrigado Dador. 🤗🩸
Dar Sangue é um ato de Amor. 🫶🏼 ❤️ 

Saiba mais em www.ipst.pt ou onde dar sangue em www.dador.pt



Matilde


https://www.facebook.com/reel/28198677416471912/

 


https://ajudacomesperanca.org/matildept/?utm_source=FB&utm_campaign=MatildePT+%E2%80%94+Hojee%7C52872077222727&utm_medium=Novo+conjunto+de+an%C3%BAncios+de+Vendas%7C52872077223327&utm_content=Novo+an%C3%BAncio+de+Vendas+%E2%80%94+C%C3%B3pia%7C52872077223527&utm_term=Facebook_Desktop_Feed&utm_id=52872077222727&fbclid=IwY2xjawVFifRleHRuA2FlbQIxMABwZG9mAWJyaWQRMG1DNmNwc3Q1dlBvQk1SZjNzcnRjBmFwcF9pZBAyMjIwMzkxNzg4MjAwODkyAAEe9R54ciWAh2QaYIBFeyzrMS9811luMbsxJg1peOE9QmZRP61G2OmuQaosPL8_aem_ZJv9R9lGUFMYBCjpwbR52A

Crise da Habitação em Portugal


 
Fonte: INE, Pordata, Aima, Eurostat

🇵🇹 𝗖𝗥𝗜𝗦𝗘 𝗗𝗔 𝗛𝗔𝗕𝗜𝗧𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢: 𝗦𝗘𝗥𝗔́ 𝗤𝗨𝗘 𝗙𝗔𝗟𝗧𝗔𝗠 𝗖𝗔𝗦𝗔𝗦 𝗢𝗨 𝗧𝗘𝗠𝗢𝗦 𝗖𝗔𝗗𝗔 𝗩𝗘𝗭 𝗠𝗔𝗜𝗦 𝗚𝗘𝗡𝗧𝗘 𝗔 𝗣𝗥𝗘𝗖𝗜𝗦𝗔𝗥 𝗗𝗘𝗟𝗔𝗦?


🏠 𝗢 𝗤𝗨𝗘 𝗔𝗖𝗢𝗡𝗧𝗘𝗖𝗘𝗨 𝗔̀ 𝗖𝗢𝗡𝗦𝗧𝗥𝗨𝗖̧𝗔̃𝗢?

Entre 2005 e 2010, durante os governos de José Sócrates, Portugal construiu, em média, cerca de 59 mil habitações novas por ano.

Entre 2011 e 2015, durante o governo de Passos Coelho, essa média caiu para cerca de 15 mil.

Durante a geringonça, entre 2016 e 2019, desceu para aproximadamente 10 mil por ano.

Já entre 2020 e 2023, no governo de António Costa, subiu para cerca de 20 mil.

Nos primeiros dois anos completos do governo de Luís Montenegro, 2024 e 2025, a média aproximou-se dos 26 mil fogos anuais.

Isto significa que a construção está a recuperar. Mas será suficiente para responder a todas as necessidades habitacionais?


📈 𝗠𝗔𝗜𝗦 𝗣𝗘𝗦𝗦𝗢𝗔𝗦, 𝗠𝗔𝗜𝗦 𝗙𝗔𝗠𝗜́𝗟𝗜𝗔𝗦, 𝗠𝗔𝗜𝗦 𝗣𝗥𝗢𝗖𝗨𝗥𝗔!


🏠 𝗢 𝗤𝗨𝗘 𝗔𝗖𝗢𝗡𝗧𝗘𝗖𝗘𝗨 𝗔̀ 𝗖𝗢𝗡𝗦𝗧𝗥𝗨𝗖̧𝗔̃𝗢?

Entre 2005 e 2010, durante os governos de José Sócrates, Portugal construiu, em média, cerca de 59 mil habitações novas por ano.

Entre 2011 e 2015, durante o governo de Passos Coelho, essa média caiu para cerca de 15 mil.

Durante a geringonça, entre 2016 e 2019, desceu para aproximadamente 10 mil por ano.

Já entre 2020 e 2023, no governo de António Costa, subiu para cerca de 20 mil.

Nos primeiros dois anos completos do governo de Luís Montenegro, 2024 e 2025, a média aproximou-se dos 26 mil fogos anuais.

Isto significa que a construção está a recuperar. Mas será suficiente para responder a todas as necessidades habitacionais?


🏠 𝗡𝗢 𝗙𝗨𝗡𝗗𝗢, 𝗡𝗔̃𝗢 𝗕𝗔𝗦𝗧𝗔 𝗖𝗢𝗡𝗧𝗔𝗥 𝗖𝗔𝗦𝗔𝗦: 𝗘́ 𝗣𝗥𝗘𝗖𝗜𝗦𝗢 𝗖𝗢𝗡𝗧𝗔𝗥 𝗤𝗨𝗘𝗠 𝗣𝗥𝗘𝗖𝗜𝗦𝗔 𝗗𝗘𝗟𝗔𝗦!


Podemos construir mais habitações e, ainda assim, continuar com falta de oferta acessível se a procura crescer mais depressa. Por isso, 𝗻𝗮̃𝗼 𝗯𝗮𝘀𝘁𝗮 𝗲𝘅𝗶𝗴𝗶𝗿 𝗺𝗮𝗶𝘀 𝗰𝗼𝗻𝘀𝘁𝗿𝘂𝗰̧𝗮̃𝗼: é necessário planear a habitação em função da evolução demográfica e da capacidade real do país.

Os jovens portugueses, que trabalham, recebem salários insuficientes para os preços atuais e não conseguem sair de casa dos pais, constituir família ou ter filhos.



🏛️ 𝗥𝗘𝗦𝗣𝗢𝗡𝗦𝗔𝗕𝗜𝗟𝗜𝗗𝗔𝗗𝗘𝗦 𝗣𝗢𝗟𝗜́𝗧𝗜𝗖𝗔𝗦

Mais habitação acessível, conhecimento efetivo do Saldo Migratório, salários dignos, condições para constituir família e correto Ordenamento do Território.

Adaptado de:  Jorge Victor Torres    outubro 2026