quinta-feira, 20 de agosto de 2026

4 cascatas fascinantes para visitar em Castro Laboreiro - Gerês Poças do Malho) - Rios

 

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No extremo norte de Portugal, onde o rio Laboreiro serpenteia entre Portugal e Espanha, escondem-se as Fechas do Malho, também conhecidas como Poças do Malho.

Esta sequência de quatro cascatas e quatro lagoas de água cristalina é um dos segredos mais bem guardados do Parque Nacional da Peneda-Gerês, e um destino obrigatório para quem gosta de caminhadas, natureza selvagem e paisagens que parecem intocadas pelo tempo.

As Poças do Malho formam-se no rio Laboreiro, num troço remoto onde este curso de água marca a fronteira natural entre o Parque Nacional da Peneda-Gerês e o vizinho Parque Natural da Baixa Limia e Serra do Xurés, já em território galego.

O conjunto é composto por quatro quedas de água encadeadas e outras tantas lagoas de tom esverdeado, rodeadas de granito e de vegetação ribeirinha densa.

Apesar da beleza quase irreal do local, estas não são lagoas próprias para mergulho: o acesso às águas é difícil e o terreno rochoso pode ser perigoso, pelo que a experiência recomendada é observar a paisagem a partir do miradouro construído para o efeito, onde é possível admirar o conjunto de cascatas e lagoas e tirar fotografias com segurança.

O local situa-se no Ribeiro de Baixo, em Castro Laboreiro. É uma zona verdadeiramente isolada, cerca de seis quilómetros a pé a partir da Aldeia de Pontes, o que ajuda a explicar porque é que as Poças do Malho continuam pouco frequentadas e praticamente selvagens. Existem, no essencial, dois caminhos possíveis.

https://www.e-konomista.pt/pocas-do-malho/






Conhecidas por Poças do Malho, tratam-se de 4 cascatas e 4 lagoas que criam uma paisagem inigualávelNão vai conseguir entrar em nenhuma lagoa, a não ser com uma empresa especializada em Canyoning, mas existe um miradouro que permite vislumbrar a sua beleza e tirar algumas fotografias.






Estas quedas de água são formadas pelas águas do Rio Laboreiro que atravessam este local serrano. Localizam-se numa paisagem de montanha nos domínios da freguesia de Castro Laboreiro, no alto planalto nortenho. Nas suas imediações existem vários vestígios megalíticos.




Cascata de Pontes é uma queda de água de um dos afluentes do Rio Laboreiro e surge por entre um bosque de carvalhos. Desliza por uma massa granítica de aproximadamente 13 metros.


https://www.montesdelaboreiro.pt/blog-artigo/cascatas_fascinantes_castro_laboreiro_peneda_geres

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

As tradições nem sempre são para serem mantidas - As tradições não podem sobrepor-se à Moralidade

 



When the Westerners were still proud of their values and civilization, when they still believed in truth! Today, look at Britain: the defence of rapists in court is that they just came and didn't know that was wrong in Britain -- because apparently where he came from it is ok! The answer should have been simple: raping is your culture, hanging rapists is ours; let each follow his custom.


Ah, quando os ocidentais ainda se orgulhavam dos seus valores e da sua civilização, quando ainda acreditavam na verdade! Hoje, veja a Grã-Bretanha: a defesa de violadores no tribunal alega que eles simplesmente chegaram e não sabiam que aquilo era errado no país — pois, aparentemente, de onde vieram, isso é aceitável! A resposta deveria ter sido simples: violar é a sua cultura, enforcar violadores é a nossa; que cada um siga o seu costume.

Em 1829, uma revolução silenciosa desenrolou-se na Índia — não com mosquetes ou barricadas, mas com um simples traço de pena.
Lord William Bentinck, Governador-Geral da Índia Britânica, assinou o Regulamento XVII, abolindo a antiga prática do *sati*: o ritual de imolação de viúvas hindus nas piras funerárias de seus maridos. Durante séculos, o costume persistiu em certas áreas do subcontinente: uma viúva — muitas vezes pouco mais que uma menina —, drogada ou coagida, era amarrada à lenha e consumida pelas chamas enquanto sacerdotes entoavam cânticos e a multidão observava. Viajantes relatavam os gritos; reformadores indianos, como Rammohan Roy, clamavam por uma intervenção. E agora, finalmente, a proibição tinha chegado.
O decreto despertou a fúria de alguns líderes indianos, que insistiam que o costume era sagrado e que estrangeiros não tinham o direito de interferir nos rituais da sua civilização. Quando sacerdotes hindus confrontaram o general britânico Charles James Napier, exigindo o direito de manter a prática sob sua jurisdição, ele proferiu a resposta mais intransigente já dada por um oficial britânico na Índia. Ele ouviu pacientemente os argumentos deles e então respondeu:
“Que assim seja. Essa queima de viúvas é um costume de vocês; preparem a pira funerária. Mas a minha nação também tem um costume. Quando homens queimam mulheres vivas, nós os enforcamos e confiscamos todos os seus bens. Portanto, meus carpinteiros erguerão forcas para enforcar todos os envolvidos assim que a viúva for consumida. Vamos todos agir de acordo com os costumes nacionais.”

Os sacerdotes retiraram-se. Nenhuma pira foi acesa. As palavras de Napier romperam a névoa de justificativas culturais e permanecem como uma lembrança de que a moralidade não se curva simplesmente porque a tradição o exige.
Hoje, está na moda dizer que todas as culturas devem ser compreendidas nos seus próprios termos, que julgar é um ato de arrogância e que uma civilização jamais deve criticar outra. Mas o *sati* não era uma dança, um festival ou um dialeto — era a queima de um ser humano ainda vivo. E, na nossa própria época, existem práticas igualmente cruéis, envoltas no mesmo manto protetor da "cultura": a mutilação genital forçada de meninas em partes da África e do Médio Oriente; o confinamento brutal de mulheres afegãs imposto pelo Talibã; os chamados "crimes de honra" no Sul da Ásia e na Ásia Oriental; e as crianças noivas nas áreas rurais do Iêmen e no norte da Nigéria.
Não se trata de costumes pitorescos. São feridas infligidas aos indefesos — atos de dominação disfarçados de herança cultural. Napier compreendeu o que poucas vozes modernas ousam dizer em voz alta: o respeito pelas culturas não exige a rendição à barbaridade.
A proibição britânica do *sati* não erradicou todas as imolações. Mas marcou um ponto de viragem, um momento em que um governo — imperfeito, como todos os governos são — traçou um limite e disse: "Basta". E talvez essa seja a lição que vale a pena levar adiante. Admire a beleza e a diversidade das civilizações, sim — mas nunca deixe que a reverência pela cultura sufoque o dever de proteger os vulneráveis. No embate entre a tradição e a vida de um indivíduo, a civilização  sustenta-se ou fracassa dependendo do lado que escolhe.
- Tony Valerino


In 1829, a quiet revolution unfolded in India—not with muskets or barricades, but with a stroke of the pen.

Lord William Bentinck, Governor-General of British India, signed Regulation XVII, abolishing the ancient practice of sati, the ritual immolation of Hindu widows upon their husbands’ funeral pyres. For centuries it had lingered in pockets of the subcontinent: a widow, often scarcely more than a girl, drugged or coerced, bound to the timber and swallowed by flame while priests chanted and crowds looked on. Travelers wrote of the screams; Indian reformers like Rammohan Roy begged for intervention. And now, at last, the ban had come.

The decree stirred fury among some Indian leaders, who insisted that custom was sacred, that outsiders had no right to interfere with the rituals of their civilization. When Hindu priests confronted British General Charles James Napier, demanding the right to continue the practice in his jurisdiction, he delivered the most uncompromising reply ever uttered by a British officer in India. He listened patiently to their arguments, then replied:

“Be it so. This burning of widows is your custom; prepare the funeral pile. But my nation has also a custom. When men burn women alive we hang them, and confiscate all their property. My carpenters shall therefore erect gibbets on which to hang all concerned when the widow is consumed. Let us all act according to national customs.”

The priests withdrew. No pyre was lit. Napier’s words cut through the fog of cultural excuses and stand as a reminder that morality does not bow simply because tradition demands it.

It is fashionable today to say that all cultures must be understood on their own terms, that judgment is arrogance, that one civilization must never criticize another. But sati was not a dance, a festival, or a dialect—it was the burning alive of a human being. And in our own age there are practices just as cruel, wrapped in the same protective cloak of “culture”: the forced genital cutting of young girls in parts of Africa and the Middle East; the Taliban’s brutal confinement of Afghan women; so-called “honor killings” in South Asia and the Levant; child brides in rural Yemen and northern Nigeria.

These are not quaint customs. They are wounds inflicted on the defenseless—acts of domination masquerading as heritage. Napier understood what too few modern voices dare say aloud: that respect for cultures does not require surrender to barbarism.

The British ban on sati did not eradicate every immolation. But it marked a turning point, a moment when a government, imperfect as all governments are, drew a line and said: No more. And perhaps that is the lesson worth carrying forward. Admire the beauty and diversity of civilizations, yes—but never let reverence for culture smother the duty to protect the vulnerable. In the contest between tradition and the life of an individual, civilization stands or falls on the side it chooses.

- Tony Valerino




Chris Mbinyui    18/8/2026

Já percebeste como estás nesta "dualidade de critérios"? Sociedade atual...

https://www.facebook.com/reel/2460771604413100 


Piadas sobre cristãos são permitidas, mas sobre as outras religiões não, devido a filtros diferentes com base no histórico de sensibilidade e impacto de piadas sobre cada grupo religioso?!!!

Sensibilidade? Ou temer a sua reação? Aplicam filtros diferentes, portanto, critérios diferentes!

Dualidade de critérios nítida...

É a sociedade que temos: há os intocáveis e há aqueles que são questionados por tudo, mesmo que nada tenha a ver com o que alegam ser a verdade.


terça-feira, 18 de agosto de 2026

No Comments - Life

 


Pensão de velhice: Mais de 1,6 milhões de reformados com menos de 870€ - Pobreza na 3ª Idade

 

Pensão de velhice: Mais de 1,6 milhões de reformados com menos de 870€




Em 2025, mais de 1,6 milhões de reformados da Segurança Social recebiam menos de 870 euros por mês de pensão de velhice, o equivalente ao salário mínimo nacional (SMN) naquele ano, de acordo com dados divulgados pela Pordata e consultados pelo Notícias ao Minuto

No total, havia 1.608.380 indivíduos no ano passado a receber uma reforma mensal inferior ao salário mínimo

A informação foi, num primeiro momento, avançada pelo Correio da Manhã, que fez as contas e revelou que o indicador mostra assim que quase três em cada quatro reformados por velhice recebem da Segurança Social menos do que o salário mínimo.

No caso da pensão por invalidez, o número também é expressivo: em 2025, 141.089 beneficiários recebiam abaixo dos 870 euros. 

O número total de pensionistas de velhice era de 2.165.034 também no ano passado, o valor mais elevado de sempre e mais 15.438 do que em 2024.

Relativamente aos valores que os pensionistas recebem, ainda não há números de 2025, mas em 2024 metade dos pensionistas por velhice recebia uma pensão abaixo dos 462 euros, apesar de a média ser de 645 euros, segundo dados analisados por economistas do Banco de Portugal (BdP).

De acordo com a análise aos microdados da Segurança Social referentes a 2024 feita pelos economistas do banco central, havia "uma dispersão elevada", com metade dos pensionistas de velhice do regime geral a receber menos de 462 euros e 5% a receber mais de 1.685 euros.

Velhice e doença absorveram mais de 75% das prestações sociais

A velhice e a doença absorveram mais de 75% das prestações sociaisrevelou o Instituto Nacional de Estatística (INE), ao divulgar os dados do Sistema de Estatísticas Integradas da Proteção Social relativos a 2024.

As despesas com pensões atingiram 37.677 milhões de euros, o que representa 56,1% do total do valor das prestações sociais concedidas pelos regimes de proteção social e reflete uma evolução do valor nominal menos acentuada do que a observada para as prestações sociais em geral.

As pensões de velhice continuam a ser a categoria "mais expressiva", representando 78,5% do valor total das pensões, segundo o INE.

Em 2024, as receitas do total de regimes de proteção social foram de 79.514 milhões de euros, sendo as contribuições das administrações públicas a principal fonte de receita, com 42,5% do total, seguindo-se as contribuições sociais dos empregadores (30,9%), indicou o INE no Destaque publicado online.

Da comparação com 2023, com a União Europeia, ressalta "o maior contributo das pensões para as despesas com a proteção social em Portugal": 53,6% contra 44,2% na União Europeia.

"Em termos de contributo para o total, as despesas em Portugal ficam aquém das verificadas na União Europeia sobretudo nas prestações associadas à habitação, ao desemprego e à família", assinalou o INE.

Em 2024, as receitas do conjunto dos regimes de proteção social ascenderam a 79,5 mil milhões de euros.  

18/08/2026  POR BEATRIZ VASCONCELOS, LUSA

Metade dos pensionistas por velhice com reforma abaixo dos 462 euros em 2024

Metade dos pensionistas por velhice recebia uma pensão abaixo dos 462 euros, apesar de a média de 645 euros, segundo dados analisados por economistas do Banco de Portugal (BdP), que assinalam ainda as diferenças entre géneros.

(...)

No total, havia 2,5 milhões de pensionistas de velhice dos regimes públicos, dos quais dois milhões pertencem ao sistema de Segurança Social e 440 mil à Caixa Geral de Aposentações (CGA).

Em 2024, a idade média dos pensionistas era de 75 anos, sendo a das mulheres superior à dos homens em 15 meses, "refletindo uma esperança média de vida superior".

Em 2024, a pensão de velhice média para mulheres foi de 490 euros, contra 812 euros para homens. A diferença, em cerca de 40%, desce para 28% quando é considerada a soma das pensões de velhice e de sobrevivência.

Separando por grupo etário, as pensões médias mais baixas ocorrem nas faixas etárias mais elevadas, com os pensionistas com menos de 65 anos a terem uma pensão média próxima de 770 euros e que recua até aos 537 euros dos pensionistas com mais de 80 anos.

12/12/2025 POR LUSA

Presidente da República promulga "lei das burcas"

 Presidente da República promulgou, esta terça-feira, o Decreto da Assembleia da República que estabelece as regras de segurança e prevenção alusivas à identificação do cidadão a adotar em espaços públicos. Em causa, está a chamada "lei das burcas", inicialmente proposta pelo Chega e alterada pelo PSD para evitar acusações de discriminação.

"Estamos no domínio de uma matéria de grande sensibilidade social e cultural, onde é de extrema dificuldade definir fronteiras e valorizar de forma equilibrada direitos e deveres", escreve António José Seguro numa nota partilhada na página da Presidência da República, acrescentando que "tendo em conta estes pressupostos e o conteúdo do diploma, após as alterações legislativas introduzidas, o Presidente da República optou pela sua promulgação".

Seguro esclarece que "a integração social, a não discriminação de género e a segurança resultante de decisões no mesmo sentido do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos sustentam esta decisão".

"O Presidente da República partilha da convicção deste Tribunal, no sentido de o rosto ser considerado central à identidade e à comunicação humana, enquanto elemento mínimo de reconhecimento mútuo entre concidadãos. E admitir que as mulheres, e só elas, tenham de esconder todo o rosto implica uma assimetria incompatível com os valores de paridade e dignidade igualitária entre homens e mulheres, valores esses que enformam as democracias europeias", pode ler-se ainda.

18/08/2026 POR NOTÍCIAS AO MINUTO

Com um investimento de €100 milhões, o parque eólico de Morgavel começa a injetar energia na rede no início de 2027 - a falsa energia verde

 Com um investimento de €100 milhões, o parque eólico de Morgavel começa a injetar energia na rede no início de 2027

Quem fizer o caminho entre Porto Covo e Sines, no Sudoeste Alentejano, vai reparar nas enormes pás eólicas empilhadas num estaleiro à beira da estrada. Mais à frente, o horizonte já não é dominado pelas duas torres de 225 metros da antiga central a carvão (entretanto demolidas), mas sim por uma turbina solitária, imóvel, com uma grua ao lado. Ao longe, é possível distinguir uma dezena de torres eólicas em linha, às quais ainda falta juntar a nacelle (cabine com o gerador e outros equipamentos), rotor e três pás.

expresso.pt/economia/2026-08-13




Milhares de sobreiros abatidos dão lugar a 12 eólicas em Sines!!!

Com um investimento de €100 milhões, o parque eólico de Morgavel começa a injetar energia na rede no início de 2027😡😡😡
    

Lucilia Campos    17/8/2026



Governo autoriza abate de quase 3.500 sobreiros em Sines

Em causa está a preparação dos terrenos para a instalação de vários projetos, como a central de energia solar para autoconsumo da Repsol.

O Governo publicou esta sexta-feira, em Diário da República, um despacho que autoriza o abate de 3.006 sobreiros, numa área de 13,81 hectares (quatro lotes) da Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS), avança o Expresso.

Há duas semanas, um despacho semelhante autorizou também o abate de mais 450 sobreiros numa área de 2,68 hectares, correspondente a 10 lotes da mesma zona industrial de Sines.

A preparação destes terrenos cabe à AICEP Global Parques, que terá de entregar aos seus clientes os lotes já desmatados, desflorestados e dotados das infraestruturas básicas necessárias à instalação das empresas. Entre os investimentos previstos para seis destes 10 lotes está a instalação, pela Repsol Polímeros, de uma central solar para autoconsumo.

https://eco.sapo.pt/2026/03/27


Nos últimos 20 anos foram abatidos quase 78 mil sobreiros e mais de 262 mil azinheiras, em Portugal, espécies protegidas por Decreto-Lei.
Projetos de imprescindível utilidade pública ou relevantes para a economia local têm permitido a devastação.
Um dos casos mais recentes envolve a permissão para o abate de mais de 1.800 sobreiros para a implementação do Parque Eólico de Morgavel, em Sines.
O projeto teve luz verde no verão passado através de um despacho assinado pelo ex-ministro do Ambiente e da ação climática, Duarte Cordeiro. Uma decisão que despertou a indignação da sociedade civil.
Várias foram as ações interpostas em Tribunal para travar o abate de sobreiros, ao longo dos últimos anos. Mas afinal o que se sobrepõe? A lei ou um despacho governamental?

https://www.facebook.com/watch/?v=590645943400568