“Nunca houve uma arma tão poderosa como a combinação de pessoas com más intenções a utilizar as mais recentes ferramentas de inteligência artificial", considera o fundador da Microsoft.
DN/Lusa 27/9/2026
Bill Gates diz que IA pode levar a "mil milhões de mortes". Regulação "tem de ser requisito"
O cofundador e antigo CEO da Microsoft deu uma entrevista onde disse que "nunca existiu uma arma tão poderosa como a combinação de pessoas com más intenções a usar as ferramentas de IA mais recentes".
https://www.jornaldenegocios.pt/ 25/9/2026
O fundador da Microsoft alertou que a inteligência
artificial (IA) é uma ferramenta “suficientemente poderosa” para dizimar uma
parte substancial da humanidade.
“A IA é certamente poderosa o suficiente para provocar
eventos que, sabe, causem milhares de milhões de mortes”, afirmou Bill Gates,
num excerto de uma entrevista ao programa Meet the Press, da NBC, que será
transmitido este fim de semana.
“Nunca houve uma arma tão poderosa como a combinação de
pessoas com más intenções a utilizar as mais recentes ferramentas de IA",
acrescentou o magnata norte-americano, que assim se junta a um número crescente
de líderes e funcionários do setor tecnológico que alertam para os riscos
existenciais da IA.
Bill Gates considera que a autorregulação não é suficiente.
"É necessário que as autoridades policiais e os políticos participem na
discussão sobre a forma como as salvaguardas e a monitorização devem ser
implementadas. E isso precisa de ser obrigatório", vincou o magnata, que
num ensaio publicado no último mês já havia defendido que os agentes
mal-intencionados poderiam utilizar ferramentas de IA cada vez mais poderosas
para ataques cibernéticos, fraudes, desinformação e outras formas de ataques em
grande escala contra hospitais, instituições financeiras, redes elétricas e
sistemas governamentais.
Silicon Valley tem intensificado os alertas sobre o
potencial de danos catastróficos causados pela IA, à medida que a tecnologia
vai evoluindo rapidamente.
Jacob Coxon, funcionário da Anthropic PBC, demitiu-se no
início deste mês e acusou os seus antigos empregadores — a Anthropic e a OpenAI
— de “brincarem com as nossas vidas” ao “correrem em direção a uma IA
superinteligente”.
Outro responsável da Anthropic afirmou acreditar que há mais
de 10% de hipóteses de a IA eliminar todos os humanos na próxima década.
Recentemente, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu um
abrandamento no desenvolvimento da IA, uma proposta que foi rapidamente apoiada
por colegas como Sam Altman, CEO da OpenAI, e Elon Musk.