quarta-feira, 15 de julho de 2026

Registos de mutilação genital feminina aumentaram 15% em Portugal no ano passado

 


O número de registos de mutilação genital feminina (MGF) em Portugal aumentou 15% em 2025, para um total de 292, anunciou na terça-feira a Direção-Geral da Saúde (DGS), que atribuiu esse crescimento à maior sensibilização dos profissionais de saúde.


O boletim que atualiza os dados sobre esta prática indica que entre 2024 e 2025 o número de registos de MGF passou dos 254 para os 292, muito acima dos 60 verificados em 2017, o número mais baixo da última década.


A DGS salienta que a mutilação genital feminina é reconhecida internacionalmente como uma violação dos direitos humanos e, enquanto ato de violência de género, faz parte de um "conjunto de práticas nefastas que ainda persistem na atualidade", merecendo a atenção de diversos acordos internacionais e nacionais, como é o caso da Convenção de Istambul, ratificada por Portugal.


A direção-geral reconhece que, ao longo da última década, tem-se verificado um aumento progressivo do número de registos de MGF na plataforma Registo de Saúde Eletrónico - Área do Profissional, mas realça que essa evolução "reflete a crescente sensibilização e capacitação dos profissionais de saúde" para a identificação e o registo destas situações, não significando, necessariamente, um aumento desta prática.


Em 2025, não foi registado qualquer caso de MGF realizada em Portugal, assegura ainda a DGS, adiantando que a maioria das situações foi identificada no âmbito da vigilância da gravidez, do parto e do puerpério, o que reforça a "importância destes contactos com os serviços de saúde na deteção e acompanhamento das mulheres sobreviventes desta prática".


O boletim aponta também uma maior abrangência territorial dos registos, tendo em conta que, embora a maioria continue concentrada na região de Lisboa e Vale do Tejo, no último ano verificou-se um aumento de registos realizados por unidades de saúde das regiões Norte, Centro e Algarve.


Em 2025, a idade média em que a MGF foi registada como realizada foi de 7,7 anos, tendo cerca de 70,7% das mutilações ocorrido até aos nove anos, indica ainda a DGS, apontando que foram registadas complicações em 155 mulheres (53,1%), como as psicológicas, obstétricas, da resposta sexual e uro-ginecológicas.


SIC Notícias    15/7/2026

Ambiente - Cascais

 










Os garranos são hoje parte da identidade da encosta sul do Parque Natural Sintra-Cascais, junto ao Santuário da Peninha.
Têm também uma missão muito importante para os ecossistemas: menos mato, menor risco de incêndio, mais biodiversidade e uma paisagem mais bem gerida.





Conheça algumas memórias das nossas praias.
Histórias de quem aqui cresceu, viveu e trabalhou. Uma autêntica viagem pelo passado e tradições de Cascais, que ainda se mantêm nos dias de hoje.
Em Cascais, as praias são cuidadas todos os dias. Porque uma praia com Bandeira Azul, não é só uma praia limpa. É uma praia vivida por todos.

Riqueza piscatória.





Uma das plantas endémicas do nosso Parque Natural Sintra-Cascais é o Dianthus citranus, conhecida por cravina-de-sintra.
É uma espécie protegida, em vias de extinção, e, por essa razão, a nossa equipa do Banco Genético Vegetal Autóctone assegura a sua monitorização, propagação e novas plantações, de forma a preservar esta espécie tão importante para o nosso habitat. Estes trabalhos estão também englobados no âmbito do projecto Life ResLand.
Na semana passada, foi altura de monitorização, pois esta espécie está em época de floração e foi possível visualizar mais núcleos espontâneos.
Todos podemos ajudar a preservar esta espécie. Evite o pisoteio fora dos trilhos e não realize colheitas não autorizadas.




Na paisagem selvagem do Guincho, existe um dos sistemas dunares mais emblemáticos da costa portuguesa.

A Duna da Cresmina é muito mais do que areia: é um ecossistema vivo, moldado pelo vento, pelo sal e pelo tempo.

Ao longo do passadiço interpretativo, poderá observar a vegetação adaptada às condições extremas, compreender a importância das dunas na proteção costeira e descobrir como estes habitats frágeis desempenham um papel essencial na defesa contra a erosão e na conservação da biodiversidade.

É um espaço ideal para caminhar, aprender e contemplar, sempre com respeito pela natureza.


terça-feira, 14 de julho de 2026

Ambiente - Declínio catastrófico de 73% nas populações globais de vida selvagem nos últimos 50 anos e sobrevivência animal em cidades

 


A catastrophic 73% decline in global wildlife populations over the past 50 years reveals a planet on the brink of ecosystem collapse.

According to the World Wildlife Fund’s (WWF) Living Planet Report, monitored wildlife populations around the globe have plummeted by an average of 73% since 1970. This staggering biological loss is led by freshwater species, which have experienced a catastrophic 85% decline.

Conservation scientists warn that these plummeting numbers are not just a tragedy for nature, but a direct threat to human survival, as ecosystems near dangerous, irreversible tipping points. Habitat degradation, driven primarily by our intensive global food systems, along with climate change and overexploitation, remains the chief catalyst behind this ecological collapse.

To prevent catastrophic feedback loops, experts emphasize that the next five years will be crucial for the future of life on Earth.

Halting this decline requires an unprecedented global transformation of our agricultural, energy, and financial systems. By implementing stronger conservation measures and shifting toward sustainable food production, humanity still has a narrow window to restore the natural world. Failing to act risks destabilizing the vital systems that provide our clean air, drinking water, and agricultural stability, proving that saving wildlife is ultimately about saving ourselves.

source: World Wildlife Fund.. Living Planet Report: A System in Peril. WWF, Gland, Switzerland.

Um declínio catastrófico de 73% nas populações globais de vida selvagem nos últimos 50 anos revela um planeta à beira do colapso dos ecossistemas.

De acordo com o relatório *Living Planet Report* (Relatório Planeta Vivo) da World Wildlife Fund (WWF), as populações de vida selvagem monitorizadas em todo o mundo sofreram uma queda média de 73% desde 1970. Esta perda biológica alarmante é liderada pelas espécies de água doce, que registaram um declínio catastrófico de 85%.

Os especialistas em conservação alertam que esta queda acentuada dos números não é apenas uma tragédia para a natureza, mas uma ameaça direta à sobrevivência humana, à medida que os ecossistemas se aproximam de pontos de inflexão perigosos e irreversíveis. A degradação dos habitats — impulsionada principalmente pelos nossos sistemas alimentares globais intensivos, juntamente com as alterações climáticas e a sobre-exploração — continua a ser o principal factor deste colapso ecológico.

Para evitar ciclos de feedback catastróficos, os especialistas sublinham que os próximos cinco anos serão cruciais para o futuro da vida na Terra.

Travar este declínio exige uma transformação global sem precedentes nos nossos sistemas agrícolas, energéticos e financeiros. Ao implementar medidas de conservação mais rigorosas e ao transitar para uma produção alimentar sustentável, a humanidade dispõe ainda de uma janela de oportunidade restrita para restaurar o mundo natural. A falta de acção traz o risco de desestabilizar os sistemas vitais que nos fornecem ar limpo, água potável e estabilidade agrícola, demonstrando que salvar a vida selvagem é, em última análise, salvarmo-nos a nós próprios.

fonte: World Wildlife Fund. Relatório Planeta Vivo: Um Sistema em Peril. WWF, Gland, Suíça.

Hashem Al-Ghaili

    13/7/2026  




Isto não é resiliência. É falta de opção.
Desenhámos cidades com espinhos para afastar a vida, mas a convivência ética é o único caminho. Coexistir é um dever, não um favor.

Olhem bem para esta imagem. À primeira vista, muitos veem “resiliência” ou até acham graça à audácia deste pombo. Mas a verdade por trás desta foto não é romântica: é um grito de socorro e um reflexo da nossa falta de empatia.
O que vemos aqui é o resultado da arquitetura hostil que criámos para afastar tudo o que seja vida. Desenhámos cidades que não repelem apenas pessoas em situação de sem-abrigo; desenhámos cidades que declararam uma guerra silenciosa e cruel à biodiversidade urbana.

Colocamos picos, redes e barreiras afiadas. Forçamos animais a uma batalha diária e violenta pela sobrevivência, empurrando-os para a escuridão e para o perigo, apenas por existirem no mesmo espaço que nós, depois de os termos decidido abandonar há pouco mais de cem anos, pois os pombos, em especifico, são animais que domesticános há 5000 anos.

Este pombo e tantos outros, não fizeram o ninho em cima de espinhos de metal porque o local era o ideal. Fizeram o ninho ali porque já não lhes restam opções.

Nenhum ser vivo deveria ter de lutar uma vida inteira, contra espinhos de metal, só para conseguir o direito básico de descansar ou de proteger os seus filhos. Os pombos fazem parte da nossa história há séculos, e durante milhares de anos foram vistos como símbolo de prosperidade, paz, sorte, e hoje decidimos tratá-los pior que lixo descartável.
Precisamos de parar de aplaudir a “sobrevivência ao limite” e começar a exigir cidades coexistentes. Cidades com pombais contracetivos urbanos (que controlam a população de forma ética e saudável), cidades com espaços verdes, cidades que respeitem a vida.

Coexistência não é um favor. É uma dívida que temos com a natureza que teimamos em querer esmagar. 

Save & Care    13/7/2026



Em Rafaela, na província de Santa fé na Argentina.



A prefeitura começou a estalar redes ( conhecida como "rede antepassaros) sobres as copas de algumas árvores.
O objetivo é não deixar os pássaros pousem nas árvores para dormir e suje as calçadas .
Já não basta o que estamos fazendo com os animais, matas, florestas, rios etc .
Agora impedir deles ter abrigo nas árvores.
"Somente quando a última árvore for derrubada, o último peixe for morto e o último rio for poluído é que o homem perceberá que não pode comer dinheiro."

Eliangela Henrique    13/7/2026 

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Nova ligação Fluvial entre Algés e a Trafaria

https://www.facebook.com/reel/1744318796573039 


Oeiras e Almada estão mais próximos. A nova ligação Algés-Trafaria permitirá que mais de 1 milhão de passageiros por ano circulem de forma sustentável e funcional entre as duas margens. Isto é a mobilidade ao serviço das pessoas.


Há uma nova rota fluvial pública entre as duas margens do Tejo.
A ligação entre Trafaria e Pedrouços começa a funcionar na próxima 2.ª feira, 13 de julho, e será assegurada todos os dias da semana. Permitirá reforçar a oferta de transporte público aos passageiros numa alternativa cómoda, eficiente e sustentável com barcos elétricos.
O investimento da Câmara de Lisboa permitiu a requalificação do espaço público da nova estação fluvial Pedrouços- Oeiras.