O ex-líder da oposição russa, Alexei Navalny, morreu na prisão envenenado com toxina de sapo-dardo, um dos animais mais venenosos do mundo. A conclusão é de uma investigação de vários países europeus, citada pela Sky News.
A neurotoxina, classificada como arma química, só poderá ter sido utilizado pelo governo de Vladimir Putin, concluiu a investigação. Contudo, não é clara a forma como a toxina daquele tipo de sapo – chamada epibatidina – foi administrada a Navalny, que morreu numa prisão siberiana, em fevereiro de 2024, aos 37 anos.
A epibatidina é 200 vezes mais potente que a morfina.
A revelação sobre a substância que terá matado o ex-líder da oposição russa foi feita este sábado à margem da Conferência de Segurança de Munique. Yulia Navalnaya, viúva do ex-lider da oposição russo, surgiu no evento para anunciar a descoberta, ladeada pelos ministros dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Alemanha, Suécia e Países Baixos — países que, juntamente com França, lideraram a investigação.
Este países planeiam submeter as conclusões da investigação ao órgão de fiscalização de armas químicas da ONU, a Organização para a Proibição de Armas Químicas
A ministra dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Yvette Cooper, classificou o envenenamento como um “ato bárbaro” e apontou responsabilidades ao regime russo. “Somente o governo russo tinha os meios, o motivo e a oportunidade de usar essa toxina contra Alexei Navalny na prisão, e é por isso que estamos aqui hoje para chamar a atenção para a tentativa bárbara do Kremlin de silenciar a voz de Alexei Navalny“, disse a governante. Num comunicado entretanto divulgado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido acusou a Rússia de “desenvolver e utilizar descaradamente esse veneno, violando a Convenção sobre Armas Químicas.”
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