Este é o mapa da Rede Nacional de Áreas Protegidas, que ocupam apenas 8% do território. E há quem nos venha dizer que temos de aceitar que se construa aí para resolver o problema da habitação em Portugal. A sério?
Felizmente, há também quem nos diga (e pessoas com responsabilidades nas autarquias e no ordenamento do território) que não há falta de terrenos edificáveis nos perímetros urbanos... do que poderá haver falta é de terrenos com vista para a serra ou para o mar. Compreendamos o que se passa. Não aceitemos a desculpa que nos é dada por quem usa um falso pretexto para destruir reserva agrícola, ecológica e florestal. Construam onde podem fazê-lo sem comprometer de forma irreversível a paisagem e o ordenamento do território - nos restantes 92% do país.
Finis Terrae 6/4/2026
O ASSALTO AO MARÃO: PORTUGAL DESTRUÍDO, LUCRO PARA A ALEMANHA
É absolutamente doentio.
Olhem para o mapa de Portugal. O que veem? Um país transformado num estendal de fósforos — os eucaliptos —, serras esventradas por eólicas e uma biodiversidade que foi dizimada. Já destruímos quase tudo. Mas a ganância desta gente é insaciável.O novo crime chama-se Serra do Marão. Querem cometer um atentado puro e cobrir o coração da nossa serra com quilómetros de espelhos pretos.É uma aberração ecológica sem precedentes. O "plano" é importar 25 mil painéis solares da China, atravessando meio mundo em navios poluentes, gerando uma pegada ecológica brutal antes sequer de produzirem o primeiro watt. Querem destruir a natureza virgem para, supostamente, a "salvar". Se o objetivo fosse realmente o planeta, os painéis estariam nos telhados das cidades e nas zonas industriais — onde a energia é consumida — e não no cimo de uma das serras mais emblemáticas do Norte!E aqui está a parte mais revoltante: Quem ganha com isto? Não somos nós.Enquanto o nosso património é fatiado e servido numa bandeja de prata, o lucro voa todo para os bolsos de uma empresa alemã. Eles levam os milhões e a fatia de leão; a Portugal sobram as migalhas, os amendoins e uma paisagem desfigurada para sempre. É o colonialismo energético do século XXI.É intragável ver uma classe política subserviente vender o país a interesses estrangeiros. Estão a entregar o que é nosso a grandes fundos que não vivem cá e que não querem saber se isto vira um deserto, desde que o dinheiro entre na conta deles.Portugueses, se não têm forças para lutar por vocês, olhem para a cara dos vossos filhos e dos vossos netos. Que raio de país lhes vão deixar? Um cemitério de metal, vidro chinês e terra queimada. Não sejam cúmplices deste saque. Acordem, antes que o último recanto de Portugal seja vendido por tuta-e-meia!
Manuel Marques 19/3/2026
Imediações da Rua do Banagás, no coração do Parque "Natural" Sintra-Cascais. Em apenas 15 anos metade da área arborizada desapareceu. A imagem referente a 2026 reflectirá uma situação ainda pior, porque o que ali se tem passado nos últimos meses é escandaloso. Quando já nada restar, perguntar-se-á: Quem fez isto? Veremos quem responde. A nossa missão é impedir que digam: Não vimos, não soubemos, não demos por nada.
Finis Terrae 27/3/2026
Porque é que (à excepção de Malta, cujo território é tão pequeno que nem tem expressão estatística, e dos Países Baixos, onde a densidade populacional é altíssima), o preço da terra arável em Portugal é, de longe, o mais elevado da Europa? Três vezes e meia mais caro do que na Dinamarca, que é um país com pouquíssima terra disponível e que retira dela uma elevada produtividade. Seis vezes mais cara do que em Espanha... doze vezes mais cara do que em França!
Dado que Portugal ocupa apenas a 10ª posição no índice europeu da produtividade média por hectare, como se explica que a sua terra arável seja tão exorbitantemente cara? A única explicação é a de que essa terra não se destina, como noutros países, ao cultivo de cereais, frutas ou legumes... ela destina-se ao cultivo de tijolo. Constrói-se aqui em leito de cheia, em parque natural, em reserva agrícola, por toda a parte, violando todas as regras e sacrificando os valores ambientais e paisagísticos do país a interesses puramente imobiliários.
É muito revelador que num país com tão baixa produtividade agrícola despontem subitamente tantas vocações... agrícolas! Em muitos casos recebem logo orientação por parte de quem vende os terrenos: que comece por construir um "apoio agrícola", mesmo em terrenos de pequena dimensão, e que depois converta esse "apoio" em residência. E assim se explica o absurdo preço dos terrenos de cultivo em Portugal. O segredo está no cultivo que ali é feito.
Porque é que (à excepção de Malta, cujo território é tão pequeno que nem tem expressão estatística, e dos Países Baixos, onde a densidade populacional é altíssima), o preço da terra arável em Portugal é, de longe, o mais elevado da Europa? Três vezes e meia mais caro do que na Dinamarca, que é um país com pouquíssima terra disponível e que retira dela uma elevada produtividade. Seis vezes mais cara do que em Espanha... doze vezes mais cara do que em França!
Dado que Portugal ocupa apenas a 10ª posição no índice europeu da produtividade média por hectare, como se explica que a sua terra arável seja tão exorbitantemente cara? A única explicação é a de que essa terra não se destina, como noutros países, ao cultivo de cereais, frutas ou legumes... ela destina-se ao cultivo de tijolo. Constrói-se aqui em leito de cheia, em parque natural, em reserva agrícola, por toda a parte, violando todas as regras e sacrificando os valores ambientais e paisagísticos do país a interesses puramente imobiliários.
É muito revelador que num país com tão baixa produtividade agrícola despontem subitamente tantas vocações... agrícolas! Em muitos casos recebem logo orientação por parte de quem vende os terrenos: que comece por construir um "apoio agrícola", mesmo em terrenos de pequena dimensão, e que depois converta esse "apoio" em residência. E assim se explica o absurdo preço dos terrenos de cultivo em Portugal. O segredo está no cultivo que ali é feito.
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