REVISTA DE IMPRENSA | A maioria das interrupções, 18.239, ocorreu por opção da mulher
O número de interrupções da gravidez realizadas em Portugal estabilizou em 2025, com 18.869 casos registados, menos 0,1% face ao ano anterior, avança o jornal Público.
Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), 44,2% das interrupções foram realizadas por mulheres de nacionalidade estrangeira, num aumento que a entidade relaciona com o crescimento da população feminina em idade fértil de nacionalidade não portuguesa e com o número de bebés nascidos de mães estrangeiras.
A maioria das interrupções, 18.239, ocorreu por opção da mulher. A DGS destaca ainda que tanto o número total de abortos como a relação entre interrupções e nados-vivos se mantiveram estáveis entre as mulheres estrangeiras. A tendência, segundo o Público, representa uma inversão face aos aumentos registados nos três anos anteriores.
As mulheres de naturalidade estrangeira foram responsáveis por 33% dos 87.764 bebés nascidos em Portugal em 2025. Perante estes dados, a DGS considera necessário garantir no Serviço Nacional de Saúde respostas “acessíveis, inclusivas e adequadas à diversidade linguística, social e cultural”, de forma a reduzir barreiras no acesso à informação e aos cuidados de saúde sexual e reprodutiva.
CNN Portugal 29/9/2026
Uma democracia faz de conta é também isto: uma classe política que consegue distorcer completamente até o resultado de um referendo.
O referendo sobre a IVG foi sobre a sua despenalização. Não foi um referendo sobre se Portugal se deveria transformar num local onde qualquer pessoa do planeta Terra pode simplesmente vir abortar, ficando os portugueses a pagar a factura.
Essa questão nunca foi colocada aos portugueses. Nunca lhes perguntaram se queriam financiar, através do SNS e dos seus impostos, interrupções voluntárias da gravidez de pessoas vindas de outros países. O consentimento dado no referendo tinha um objecto concreto. Depois, como tantas vezes acontece, o sistema foi alargando o alcance político e material desse consentimento muito para além da pergunta que efectivamente foi submetida a voto.
É este o problema de uma democracia que demasiadas vezes funciona apenas na aparência. Mesmo quando existe uma consulta popular directa, mesmo quando os cidadãos são chamados a decidir, a classe política encontra posteriormente forma de reinterpretar, ampliar e transformar aquilo que lhe foi autorizado.
Até quando parece existir representação democrática, o sistema arranja maneira de abusar do consentimento que lhe foi dado.
E depois ainda nos dizem que o povo decidiu. Não. O povo decidiu aquilo que lhe perguntaram. O resto foi decidido por quem aprendeu que, nesta democracia, uma autorização limitada pode ser tratada como um cheque em branco. Eu não consenti na transformação de Portugal num país onde o planeta pode vir abortar com o dinheiro dos meus impostos. Ninguém consentiu.
João Pereira dos Santos - Advogado 29/9/2026
- Total de intervenções: 18.869 casos (menos 0,1% do que em 2024).
- Mulheres estrangeiras: Representaram 44,2% do total de interrupções da gravidez realizadas no país, um reflexo do crescimento da população feminina em idade fértil de nacionalidade não portuguesa.
- Motivo principal: A grande maioria dos procedimentos continua a ser feita por opção da mulher (nas primeiras 10 semanas de gestação)
- Vista geral de IAUma Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) no Serviço Nacional de Saúde (SNS) não tem qualquer custo direto para a utente, sendo totalmente gratuita.Para o Estado português, o custo operativo interno varia consoante o procedimento realizado (medicamentoso ou cirúrgico) e os recursos hospitalares envolvidos, estimando-se tabelas de referência que rondam os 830€ a 1.074€ por intervenção em ambiente hospitalar público (valores de referência regulamentados para internamento/procedimento).
- Feitas as contas, serão cerca de 7 milhões de euros em custos médicos.
Sem comentários:
Enviar um comentário