domingo, 6 de setembro de 2026

A casa mais antiga de Lisboa (Alfam) - Sobreviveu as terramotos de 1531 e de 1755 - Cidades e Desastres Naturais

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Casa Quinhentista a casa mais antiga de Lisboa!
Construída no ano de 1500, e ainda hoje habitada, a casa mais antiga de Lisboa, localizada junto ao Bairro de Alfama, na encosta para o Castelo de São Jorge, a Casa mais antiga de Lisboa sobreviveu aos terramotos de 1531 e de 1755 e ainda está para durar.




É considerado o segundo terramoto mais destrutivo que atingiu Lisboa. Aconteceu em 1531 e terá destruído cerca de duas mil casas.

Segundo os relatos disponíveis, ocorreu um forte sismo na região de Lisboa e Vale do Tejo entre as 4 e as 6 horas da manhã do dia 26 de janeiro de 1531.

Foi particularmente violento e destrutivo em toda esta região, nomeadamente em Lisboa, Santarém, Almeirim, Azambuja e Vila Franca de Xira, embora tenha sido também sentido noutras regiões do país, nomeadamente em Setúbal, na região oeste e em certas zonas do Alentejo e da Beira Litoral. Há registos de ter sido também sentido no sul de Espanha.

O grau de destruição que causou, nomeadamente em Lisboa, é ainda motivo de discussão entre geólogos e historiadores.

 

  • Qual a razão para essa discussão?

As informações da época são fragmentárias e contraditórias e provêm, em boa parte, de relatos de épocas posteriores. Aceita-se que parte da cidade ficou destruída, com o colapso de muitas casas, talvez umas 2000 tenham ficado inabitáveis, segundo cálculos recentes. Sabe-se que várias igrejas, palácios e edifícios importantes sofreram igualmente danos consideráveis.

Também não há concordância sobre o número de mortes, estimando-se que terão atingido, pelo menos, o milhar. Circulam informações sobre 30 mil mortos, mas são meras especulações.

O cronista Diogo do Couto conta que o terramoto causou o pânico na cidade e levou muita gente a abandonar Lisboa e a refugiar-se em grutas ou a viver em tendas. Também descreve a destruição de todos os navios que se encontravam no porto de Lisboa e o refluxo do rio Tejo.

 

  • Pode ser comparado ao terramoto de 1755?

Considera-se que este terá sido o segundo terramoto mais grave da história de Lisboa, depois do de 1755, pois é inegável que o grau de destruição foi menor e a reconstrução dos estragos foi muito mais rápida.

A própria origem é diferente: este terramoto, ao contrário do de 1755, teve origem na falha do Vale Interior do Tejo, com o seu epicentro provável nos arredores de Vila Franca de Xira.

Pode, portanto, ser comparado a outros dois grandes terramotos que tiveram igualmente esta origem, o de 1344 e o de 1909, que afetaram sobretudo a região de Benavente.

Por fim, há ainda a considerar o grau de magnitude, que foi também inferior: calcula-se este tenha atingido o valor de 7,5 na escala de Richter, enquanto o de 1755 chegou, provavelmente, ao valor 9.



Caraterísticas e Impacto
  • Data e hora: 26 de janeiro de 1531, entre as 4h e as 5h da manhã. 
  • Magnitude: Estimada entre 6,5 e 7,1 na escala de Richter.
  • Epicentro: Localizado no Vale Inferior do Tejo (entre a Azambuja e Vila Franca de Xira). 
  • Destruição: Considerado o segundo sismo mais destrutivo da história de Lisboa (depois do de 1755), provocou danos severos na Baixa ribeirinha, no Paço Real e em vilas como Santarém, Almeirim e Azambuja. 
  • Efeitos associados: Foi acompanhado por um maremoto/tsunami no rio Tejo que afetou embarcações e zonas baixas. 
  • Vítimas: Estima-se a perda de milhares de vidas (algumas fontes apontam até cerca de 30.000 num contexto de pânico e réplicas prolongadas). 
Testemunhos e Reações
  • A corte de D. João III abandonou temporariamente a capital devido ao pânico generalizado.
  • Figuras da época, como o cronista Garcia de Resende e o dramaturgo Gil Vicente, testemunharam e documentaram os efeitos e o impacto psicológico do cataclismo. 
  •  IA


  • LASMA PLONE

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