segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Será que o plástico desaparece? Microplásticos

 


A resposta é clara: não, o plástico não desaparece. Em vez disso, fragmenta-se em partículas cada vez mais pequenas — os chamados microplásticos — muitas vezes invisíveis a olho nu, mas que continuam a existir.

A verdade é que o plástico — 99% derivados de combustíveis fósseis à base de petróleo — podem demorar entre centenas a milhares de anos a decompor-se. Nem sequer podemos afirmar se irão, de facto, decompor-se totalmente algum dia. Mas temos a certeza que uma vez nos nossos solos, oceanos e rios, é praticamente impossível eliminá-los.

Sabias que, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, no ano passado, 88% do lixo marinho encontrado nas nossas praias era plástico?

E o impacto vai para além dos oceanos e dos animais que nele habitam: este ano, a ciência já confirmou que os microplásticos (e os químicos tóxicos associados), circulam no nosso sangue e em órgãos vitais.

Como é que isso acontece? 

O plástico fragmentado é ingerido pelos peixes e entra em vários outros alimentos que consumimos. Está também nas embalagens de refeições prontas que aquecemos no micro-ondas e que libertam químicos tóxicos diretamente para os alimentos.

Esta contaminação pode ser invisível, mas é perigosa para a nossa saúde.


setembro, 2026

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