domingo, 7 de junho de 2026

Redes de imigração ilegal detetadas em 17 freguesias de Lisboa: numa mesma rua dois apartamentos tinham 4349 moradores

 


Mais de 70% das juntas de freguesias da Capital - 17 das 24 - remeteram para o Ministério Público, Polícia Judiciária e AIMA milhares de pedidos de atestados de residência, de cidadãos estrangeiros, com moradas falsas e testemunhas repetidas. Há mais de 40 inquéritos em curso no DIAP de Lisboa. Maior rigor na emissão, com a instalação de sistemas antifraude, levou redes a virarem-se também para a falsificação

julgamento arrancou no início de fevereiro. Pelo banco dos réus do Tribunal Central Criminal de Lisboa começaram a passar, à vez, 30 arguidos, indiciados por associação e auxílio à imigração ilegal, e falsificação de documentos. Juntos compunham uma rede, de liderança hindustânica, que operava na freguesia da Penha de França e que facilitava a emissão fraudulenta de atestados de residência a imigrantes, que lá não moravam mas que pagavam pelo... ( o resto é somente para os assinantes deste Jornal)


https://expresso.pt/sociedade/2025-03-13-redes-de-imigracao-ilegal-detetadas-em-17-freguesias-de-lisboa-numa-mesma-rua-dois-apartamentos-tinham-4349-moradores-aec8eb5a?fbclid=IwY2xjawSSsqtleHRuA2FlbQIxMABicmlkETBtaVFwalhwU0MxdWsxMlpEc3J0YwZhcHBfaWQQMjIyMDM5MTc4ODIwMDg5MgABHqixY9tkeDvar6pRpt9PQjpyRD5gJZCuE12-kGQMtWVIklR8Zs0Vsrg6HQMA_aem_b92BSBPhtehmxt5dr1gPkw




🇵🇹| A Polícia Judiciária desmantelou uma alegada rede criminosa dedicada à legalização fraudulenta de milhares de imigrantes em Portugal. A investigação concluiu que o esquema estava espalhado por 17 das 24 freguesias de Lisboa e utilizava moradas falsas para registar cidadãos estrangeiros junto das autoridades.

Em alguns casos, dois apartamentos localizados na mesma rua concentravam centenas de registos de residência. As autoridades encontraram situações em que dezenas de pessoas apareciam oficialmente a viver na mesma habitação, apesar de nunca terem residido nesses locais.

Segundo a investigação, a organização recorria a empresas inativas ou já encerradas para criar contratos de trabalho fictícios, documentos essenciais para processos de regularização e obtenção de autorizações de residência. A rede cobrava milhares de euros aos clientes por cada processo.

A operação resultou em dezenas de buscas e vários arguidos. As autoridades acreditam que o esquema terá permitido a legalização irregular de milhares de cidadãos estrangeiros e provocado prejuízos de vários milhões de euros ao Estado, incluindo à Segurança Social.

A investigação continua para apurar a dimensão total da rede e identificar todos os beneficiários do esquema.


Linha Oculta    8/6/2026



Pedro Costa Pro    9/6/2026



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