terça-feira, 23 de junho de 2026

Clima urbano e a importância das árvores

 



Lisboa, Avenidas Novas, a prova que quanto mais arborização do espaço publico houver, melhor se combate o calor e a qualidade de vida das pessoas melhora.

Teresa P Leite Silva     20/6/2026   



Earth Porn     18/6/2026




The Planet Voice     21/6/2026 




🌳 𝐃𝐮𝐫𝐚𝐧𝐭𝐞 𝐚 𝐨𝐧𝐝𝐚 𝐝𝐞 𝐜𝐚𝐥𝐨𝐫 𝐝𝐨 𝐦ê𝐬 𝐩𝐚𝐬𝐬𝐚𝐝𝐨, 𝐚 𝐟𝐥𝐨𝐫𝐞𝐬𝐭𝐚 𝐩𝐫ó𝐱𝐢𝐦𝐚 𝐚 𝐁𝐫𝐮𝐱𝐞𝐥𝐚𝐬 𝐞𝐬𝐭𝐚𝐯𝐚 𝟐𝟑°𝐂 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐟𝐫𝐢𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐨 𝐜𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐚 𝐜𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞.

Uma foto de satélite da minha região, tirada a 24 de junho de 2026.

O satélite Copernicus Sentinel-3 mediu a temperatura da superfície do solo durante o pico do calor. O resultado é quase inacreditável.

𝐀 𝐜𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞
As superfícies impermeabilizadas no centro de Bruxelas atingiram cerca de 47°C. O asfalto, o betão e os telhados absorvem o sol e irradiam o calor de volta, transformando a cidade num enorme acumulador térmico que permanece quente muito depois de escurecer.

𝐀 𝐟𝐥𝐨𝐫𝐞𝐬𝐭𝐚
Sob a copa da Floresta de Sonian, a poucos quilómetros de distância, a temperatura à superfície rondou os 24,5°C. O mesmo sol. O mesmo dia. A mesma onda de calor. Uma diferença de quase 23 graus, gerada apenas pelas árvores.

As árvores não bloqueiam apenas a luz solar. Libertam vapor de água e arrefecem o ar à sua volta, como um ar condicionado vivo que funciona sem consumir nada e não exige nada em troca.

Continuamos a construir cidades que retêm calor e, depois, pagamos para combater esse calor que nós próprios aprisionamos. Enquanto isso, a melhor tecnologia de arrefecimento da Terra brota do solo, purifica o nosso ar e alberga a vida enquanto desempenha a sua função. 🌳

É por isso que cada árvore de uma cidade é importante. E porque não nos podemos dar ao luxo de continuar a cortá-las para criar mais um parque de estacionamento.

Vamos plantar mais árvores. E proteger aquelas que ainda temos.

Food Forest Institute   7/7/2026



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As árvores podem influenciar o corpo humano de formas que vão muito além da sensação de tranquilidade proporcionada pela natureza.

Pesquisas sobre medicina florestal mostram que os compostos liberados pelas árvores, chamados fitoncidas, podem interagir com o organismo e estar relacionados à ativação das células natural killer (NK), importantes na defesa imunológica.

Além disso, o contato com ambientes florestais está associado à redução do estresse, diminuição do cortisol e ativação do sistema nervoso parassimpático, responsável pelo estado de descanso e recuperação do corpo.

A forma como vivenciamos esse contato também importa. Caminhar na floresta com atenção ao ambiente, sem distrações constantes, permite uma conexão maior com a experiência.

A natureza não substitui cuidados médicos, mas mostra que pequenos hábitos de conexão com o ambiente podem contribuir para o equilíbrio e o bem-estar do organismo.






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