A decisão de retirar o Martim Moniz do percurso da Procissão do Corpo de Deus é, para mim, um sinal profundamente preocupante sobre o estado do país e sobre a forma como as nossas instituições encaram a identidade histórica de Portugal.
O Martim Moniz faz parte de Lisboa, tal como a Procissão do Corpo de Deus faz parte da história e da tradição portuguesa há séculos. Se uma celebração religiosa católica deixa de passar por uma determinada zona da cidade devido às mudanças sociais, culturais ou religiosas que ali ocorreram, muitos portugueses têm o direito de questionar o significado dessa decisão.
Na minha opinião, esta alteração transmite uma imagem de cedência e de falta de confiança na afirmação das nossas próprias tradições. Dá a sensação de que a presença histórica do catolicismo no espaço público está a ser progressivamente relegada para segundo plano, precisamente num país cuja identidade foi moldada durante séculos pela fé cristã.
Uma sociedade livre e democrática deve garantir o respeito por todas as comunidades religiosas. Mas esse respeito não pode significar que os portugueses deixem de celebrar, de afirmar ou de viver as suas próprias tradições nos locais onde sempre o fizeram.
Se chegarmos ao ponto em que uma das mais importantes procissões católicas de Lisboa evita determinadas zonas da cidade, muitos cidadãos perguntar-se-ão se estamos perante uma simples decisão logística ou perante um símbolo de algo mais profundo: a crescente dificuldade de Portugal em preservar e afirmar a sua própria identidade cultural e civilizacional.
O respeito pelos outros nunca deveria exigir que um povo abdicasse de si próprio.
Nota:
Os textos aqui publicados refletem exclusivamente a minha opinião pessoal.
Os textos aqui publicados refletem exclusivamente a minha opinião pessoal.
12/06/2026
Jorge Victor Torres
Alguém acredita que isto não foi feito para não “ofender” os imigrantes, muitos deles ilegais, que passam o dia nas ruas do Martim Moniz?
Rui Paulo Sousa 12/6/2026
Se isto não é a islamização do país, é o quê? Diga-me lá, caro amigo, o que mais é preciso acontecer para que acordemos todos?
Não admitimos que venham alterar os nossos costumes católicos a favor dos muçulmanos. Não admito, não aceito, não passo por cima disto em silêncio. Portugal não nasceu ontem.
Não é questão de ódio. É questão de amor — amor à nossa terra, aos nossos antepassados, aos nossos filhos que merecem herdar um país que ainda saiba quem é.
Basta de ceder. Basta de desculpas. Basta de vergonha.
Casamento forçado.
Gratidão a Deus que o Portugal não é assim, ainda...
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