sábado, 27 de junho de 2026

Flamingo Português - Lusitano Português - Ambiente em Portugal - Árvores/ Animais

 


O flamingo voltou a nidificar em Portugal.


Depois de décadas em que apenas passava, sem se reproduzir,
as primeiras nidificações documentadas em Portugal ocorreram em 2011
na Ria Formosa e em Castro Marim.
Desde então a colónia regressa todos os anos.

A cor rosa não é genética —
vem dos carotenoides presentes nas algas e nos crustáceos que consome.
Um flamingo mantido sem esta dieta torna-se progressivamente branco.
Nasce cinzento. Demora 3 anos a atingir o rosa característico.

O bico está adaptado de forma única:
funciona invertido — o flamingo come com o bico de cabeça para baixo,
filtrando a água com lamelas que retêm algas e pequenos crustáceos.
Filtra até 25 litros de água por dia.

O ninho é construído em forma de vulcão de lama —
30 a 50 centímetros de altura.
A altura protege o ovo do calor do solo reflectido nas salinas.
Um ninho por casal.

A colónia de flamingos no Algarve
é um dos indicadores mais visíveis da qualidade das zonas húmidas costeiras portuguesas.
A sua presença confirma que o ecossistema tem as condições necessárias.


Cultivo com Amor: Dicas de Jardinagem    24/6/2026




O cavalo de sela mais antigo do Mundo…


Poucos símbolos representam tão bem a elegância, a tradição e a excelência de Portugal como o Puro-Sangue Lusitano. Considerado uma das mais antigas raças de cavalos de sela do mundo, este magnífico animal conquistou reis, imperadores, cavaleiros e amantes da equitação ao longo de milhares de anos.

Dotado de uma inteligência rara, uma beleza marcante e uma ligação quase única com o ser humano, o Lusitano tornou-se um verdadeiro embaixador de Portugal além-fronteiras. Atualmente, é admirado em dezenas de países e continua a destacar-se nas mais prestigiadas competições equestres internacionais.

Mas a história deste cavalo começa muito antes da criação das coudelarias modernas. É uma viagem que atravessa a Pré-História, o Império Romano, a Idade Média e chega aos nossos dias sem perder o brilho que sempre o distinguiu.


Uma das raças mais antigas do planeta

O Puro-Sangue Lusitano é amplamente reconhecido como uma das mais antigas raças de cavalos de sela ainda existentes.

A sua origem remonta ao antigo cavalo ibérico, considerado um dos ancestrais das principais raças equinas da Europa. Diversos estudos arqueológicos e históricos apontam para a presença destes cavalos na Península Ibérica há vários milhares de anos.

Representações de equinos semelhantes ao atual Lusitano podem ser observadas em pinturas rupestres e gravuras pré-históricas, testemunhando a longa convivência entre este animal e as populações que habitaram o território.

Esta ligação secular faz do Lusitano muito mais do que uma raça: é parte integrante da identidade histórica e cultural de Portugal.

O cavalo escolhido pelos povos da Antiguidade

Muito antes de existirem automóveis ou máquinas de guerra, o cavalo representava mobilidade, poder e prestígio.

Os povos da Antiguidade rapidamente reconheceram as qualidades dos cavalos ibéricos.

Fontes históricas referem que gregos e romanos apreciavam particularmente estes animais pela coragem, rapidez, resistência e capacidade de resposta em combate. Durante séculos, foram utilizados em campanhas militares, deslocações oficiais e cerimónias da aristocracia. A sua fama atravessou fronteiras e consolidou-se como sinónimo de excelência.

Ncultura    4/7/2026


A oliveira de Mouriscas, localizada no concelho de Abrantes, é considerada a árvore viva mais antiga de Portugal, com uma idade estimada em aproximadamente 3.350 anos por análise dendrocronológica. Nasceu durante a Idade do Bronze, numa época em que Roma era ainda uma aldeia insignificante no Lácio e antes de qualquer registo histórico documentado do território que viria a ser Portugal.

E continua a produzir azeitonas todos os anos, colhidas regularmente pela família que detém a propriedade.

A longevidade excepcional da oliveira resulta de um conjunto de adaptações únicas que a distinguem de praticamente qualquer outra árvore fruteira. O sistema radicular tem capacidade de regeneração completa — se a parte aérea for destruída por fogo, gelo ou doença, as raízes sobrevivem e produzem novos rebentos que crescem para formar uma nova copa.

O tronco das oliveiras milenares apresenta frequentemente um estado de ocos extensos — a oliveira de Mouriscas tem o interior do tronco parcialmente oco — mas a árvore mantém-se saudável e produtiva porque a circulação de seiva ocorre pela camada exterior do tronco, chamada câmbio, e não pelo interior da madeira.

A produção de azeitonas mantém-se ao longo de séculos e milénios, com registos históricos de oliveiras produtivas com idades muito superiores a quinhentos anos em várias regiões mediterrânicas.

A oliveira de Mouriscas está classificada como Árvore de Interesse Público e é visitada regularmente por investigadores e por pessoas interessadas em compreender os limites da longevidade das plantas.

Esta árvore específica sobreviveu a invasões, guerras, epidemias e mais de trinta séculos de mudança climática mantendo o mesmo ciclo de floração e frutificação que mantinha quando o Mediterrâneo era um mundo completamente diferente do actual.



Sem comentários:

Enviar um comentário