Após a operação militar dos EUA na Venezuela, a Gronelândia voltou a ser foco - devido às ameaças de Donald Trump em anexar o território. Líderes europeus (e o próprio território) defendem a autonomia da ilha ártica. O que já foi dito?
Depois da operação militar dos Estados Unidos que levou à retirada de Nicolás Maduro do poder na Venezuela, a Gronelândia (voltou) a estar na ordem do dia - devido às já conhecidas ameaças de Donald Trump em anexar o território. Tanto os líderes europeus como o próprio território tomaram uma posição, defendendo a autonomia da ilha ártica.
Recorde-se que, no domingo, após a captura de Maduro, Trump, em entrevista à revista The Atlantic, reafirmou a vontade de anexar o território autónomo da Gronelândia, que pertence à Dinamarca.
"Precisamos da Gronelândia, com certeza", disse, descrevendo a ilha como estando "rodeada de navios russos e chineses".
Numa declaração conjunta tornada pública esta terça-feira, dia 6 de janeiro, os líderes de Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Polónia fizeram ouvir as suas vozes na defesa da autonomia da Gronelândia - pretendida pelo presidente dos Estados Unidos (também) pela sua posição estratégica e riqueza em minerais.
Os líderes europeus sublinharam que a ilha "pertence ao seu povo" e apoiaram a posição da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, que exigiu aos Estados Unidos que parem com as ameaças "contra um aliado histórico".
Luís Montenegro referiu também que "Portugal subscreve" a posição dos parceiros europeus de que "a segurança no Ártico continua a ser uma prioridade fundamental para a Europa e é crucial para a segurança internacional e transatlântica".
Ataque dos EUA a país da NATO seria "fim de tudo"
Recorde-se que, já ontem, a primeira-ministra dinamarquesa alertou que um ataque norte-americano a um país da NATO seria "o fim de tudo", comentando a reafirmação do presidente dos EUA, Donald Trump, da intenção de anexar a Gronelândia.
"Se os Estados Unidos optarem por atacar militarmente outro país da NATO, será o fim de tudo, incluindo da nossa NATO e, por conseguinte, da segurança estabelecida desde o final da Segunda Guerra Mundial", disse Mette Frederiksen à estação televisiva TV2, classificando a situação como grave.
A chefe do governo dinamarquês afirmou estar a fazer "tudo o que for possível" para impedir uma escalada, rejeitando as alegações de Washington sobre falhas de segurança no Ártico e sublinhando que a Dinamarca alocou cerca de 90 mil milhões de coroas (1,2 mil milhões de euros) à segurança na região até 2025.
....O PRIMEIRO-MINISTRO DA GRONELÂNDIA É O ÚNICO COM JUÍZO, NO MEIO DAS BARATAS TONTAS DA UNIÃO EUROPEIA....CABE-LHE VER O QUE É MELHOR PARA O SEU POVO, QUE NÃO ESTÁ SATISFEITO PELA FORMA COMO A DINAMARCA O TEM TRATADO....QUEM DÁ MAIS?
...PARA OS MENOS INFORMADOS, É IMPORTANTE DIZER QUE OS EUA TÊM UMA BASE MILITAR NA GRONELÂNDIA E QUE DURANTE A GUERRA FRIA COM A URSS CHEGARAM A TER 10...
O governo do território “adotará agora uma postura mais firme, porque não estamos satisfeitos com a situação em que nos encontramos”, salientou Nielsen
Sem comentários:
Enviar um comentário