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Deslizamento, sismo, cheias. O que pode ter acontecido?
Dezenas de imagens de câmaras de vigilância mostram pequenas povoações, albufeiras, pontes e outras infraestruturas a serem completamente destruídas quando o rio Bhotekoshi, que as atravessa, sobe repentinamente, enquanto dezenas de pessoas correm a tentar fugir das inundações.
Destroços ficaram presos em ramos de árvores e cabos, veículos foram soterrados e alguns sobreviventes, cobertos de lama, mostravam-se atordoados. As inundações interromperam as deslocações em algumas zonas.
As autoridades mobilizaram as forças de segurança e as equipas de emergência enquanto tentavam determinar a dimensão dos estragos e localizar as pessoas que permaneciam incontactáveis.
A cheia atingiu com especial intensidade o distrito de Rasuwa, no norte do Nepal, onde a massa de água atingiu as localidades de Timure, Rasuwagadhi e Syabrubesi, junto a uma das principais passagens terrestres para o Tibete.
A catástrofe danificou pelo menos 80 pontes transitáveis (35 para tráfego rodoviário e 45 suspensas) e cerca de 40 quilómetros de estradas, além de projetos hidroelétricos e outras infraestruturas, o que dificultou o acesso das equipas de salvamento a algumas das zonas afetadas.
Recorde-se que, inicialmente, foi avançado que um sismo terá provocado um deslizamento de terras, bloqueando o curso do rio e originando a inundação.
Horas mais tarde, a origem da catástrofe acabaria por ser retificada pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que determinou que o terramoto foi, na verdade, gerado pelo deslizamento de terras.
Na atualização, explicaram que análises adicionais às ondas sísmicas de longo período mostraram que a energia sísmica não teve origem num terramoto. Nesse sentido, o Serviço Geológico atualizou o evento sísmico para um deslizamento de terras, e situou a sua origem cerca de 55 quilómetros a noroeste de Kodari, no Nepal.
O deslizamento, segundo o USGS, teve uma magnitude 5,2 e ocorreu a cerca de 55 quilómetros a noroeste de Kodari, no Nepal.
O governo do Nepal declarou as áreas afetadas como zona de catástrofe por um período de três meses e ordenou a mobilização de helicópteros militares e privados para as operações de busca e salvamento, além de garantir assistência médica gratuita aos feridos e acelerar a reparação das estradas, da rede elétrica e das telecomunicações.
ONU mobiliza equipas e mantimentos
O secretário-geral da ONU, António Guterres, lamentou as graves inundações no Nepal e na China e anunciou que equipas das Nações Unidas e parceiros humanitários estão a mobilizar mantimentos e pessoal para apoiar as comunidades afetadas.
O secretário-geral "expressa as suas condolências às famílias das vítimas e deseja uma rápida recuperação aos feridos", indicou o porta-voz de Guterres, em comunicado, manifestando solidariedade a todos os afetados.
"No Nepal, as Nações Unidas estão a apoiar a resposta liderada pelo Governo, incluindo a avaliação da dimensão do desastre e a prestação de assistência urgente", explicou ainda Stéphane Dujarric.
Guterres elogiou ainda os socorristas que trabalham para salvar vidas e reiterou a disponibilidade das Nações Unidas para prestar apoio adicional.
O número de mortos na sequência das cheias repentinas que assolaram o distrito nepalês de Rasuwa, na fronteira com o Tibete, aumentou para 289, de acordo com um novo balanço divulgado esta quinta-feira pelas autoridades. Além disso, pelo menos 644 turistas estão desaparecidos, entre eles dois portugueses. (...)
De acordo com a autoridade de gestão de emergências, a inundação destruiu ou danificou 35 pontes rodoviárias, 45 pontes suspensas e 40 quilómetros de estradas pavimentadas, dificultando o acesso às zonas afetadas.
A súbita enxurrada de água, lama e pedras também impactou o setor energético no corredor dos rios Bhotekoshi e Trishuli, onde pelo menos 12 projetos hidroelétricos sofreram danos graves.
Dezenas de técnicos e engenheiros destas instalações estão entre os mais afetados pelo isolamento, após o colapso de túneis e infraestruturas de acesso.
27/08/2026 POR NOTÍCIAS AO MINUTO, LUSA
De acordo com a autoridade de gestão de emergências, a inundação destruiu ou danificou 35 pontes rodoviárias, 45 pontes suspensas e 40 quilómetros de estradas pavimentadas, dificultando o acesso às zonas afetadas.
A súbita enxurrada de água, lama e pedras também impactou o setor energético no corredor dos rios Bhotekoshi e Trishuli, onde pelo menos 12 projetos hidroelétricos sofreram danos graves.
Dezenas de técnicos e engenheiros destas instalações estão entre os mais afetados pelo isolamento, após o colapso de túneis e infraestruturas de acesso.
(...)
As cheias repentinas de 26 de agosto, descritas pelos observadores locais como as piores de que há memória, fizeram o nível da água do rio subir entre 15 e 18 metros acima do normal, destruindo povoações ao longo de um troço de 72 quilómetros do rio Trishuli.
Destruiu também o posto fronteiriço de Rasuwagadhi-Kerung, na fronteira entre o Nepal e a China, uma rota essencial para o comércio bilateral, e afetou dezenas de povoações.
As operações de busca e salvamento prosseguem nas zonas afetadas, depois de a recuperação das telecomunicações ter permitido às autoridades obter informações sobre comunidades que permaneceram isoladas durante vários dias.
03/09/2026 POR LUSA
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