A decisão de Itália de impor estes controlos surgiu na sequência da vaga maciça de migrantes que assolou Ceuta. Dezenas de milhares de pessoas tentaram entrar no enclave espanhol entre 30 de julho e 1 de agosto, sobretudo a nado ou contornando as barreiras na fronteira com Marrocos.
“Essa medida, sem precedentes na história recente, foi adotada sem aviso prévio, unilateralmente e com argumentos falaciosos que não estão em conformidade nem com o Código de Fronteiras Schengen nem com a verdade”, lê-se ainda na mensagem citada pelo El Mundo. O Executivo espanhol lembra que os migrantes que entraram em Ceuta não tinham como aceder ao Espaço Schengen — devido ao estatuto especial da cidade — e que “praticamente todos já regressaram a Marrocos”.
Mais: o Governo de Sanchéz atira que Itália é “o Estado-membro que registou o maior número de travessias irregulares nos últimos anos, com números que são o dobro dos de Espanha”.
Ainda assim, Madrid acredita que “o europeísmo, o bom senso e a boa-fé irão prevalecer”, acabando por acusar Roma de provocar divisões artificiais para obter ganhos políticos internos.
observador.pt/2026/08/07
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