Um oficial da Marinha Francesa revelou a localização do porta-aviões Charles-de-Gaulle, a 13 de março, ao registar na aplicação Strava uma corrida a bordo daquela que é a única embarcação de propulsão nuclear da Europa fora da Marinha dos Estados Unidos.
Um oficial da Marinha Francesa revelou a localização do porta-aviões Charles-de-Gaulle, no dia 13 de março, ao registar na aplicação Strava uma corrida de cerca de sete quilómetros, a bordo da única embarcação de propulsão nuclear da Europa fora da Marinha dos Estados Unidos.
O caso foi avançado pelo jornal Le Monde, que deu conta de que o oficial, apelidado de Arthur, registou quase em tempo real a posição exata do porta-aviões, que se encontrava a noroeste do Chipre e a cerca de 100 quilómetros da costa turca, no Mar Mediterrâneo.
Com o deslize do marinheiro, qualquer pessoa pôde acompanhar os movimentos do Charles-de-Gaulle e da sua escolta naval. O Le Monde identificou a embarcação numa imagem de satélite captada pouco mais de uma hora após o treino de Arthur, à qual adicionou o percurso geolocalizado da corrida, que foi registada a cerca de seis quilómetros do local onde o navio foi fotografado. Aquele meio notou que essa discrepância deveu-se por uma de duas explicações: ou o porta-aviões estava em movimento durante o percurso do marinheiro, ou o oficial estava a bordo de um dos navios que o escoltavam.
O Estado-Maior das Forças Armadas daquele país disse ao Le Monde que a partilha do percurso "não está em conformidade com as diretrizes em vigor", para as quais "os marinheiros são regularmente sensibilizados". Tendo em conta que a "higiene digital do combatente" faz parte dos "pré-requisitos antes de qualquer destacamento", o organismo frisou que "serão tomadas medidas adequadas pelo comando".
Note-se, contudo, que a presença da frota francesa – composta por pelo menos três fragatas e por um navio de reabastecimento, além do porta-aviões – naquela região não era segredo. Isto porque, a 3 de março, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou ter ordenado a sua mobilização, alguns dias depois da ofensiva militar de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão. O porta-aviões francês estava no mar Báltico, no âmbito de exercícios da NATO, onde deveria ter permanecido até maio. Já a 6 de março, foi anunciada a sua passagem pelo estreito de Gibraltar.
www.noticiasaominuto.com 20/3/2026
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