Mundo da Informação

segunda-feira, 30 de março de 2026

Eutanásia, sim ou não?

 


⚠️Se alguém duvidava que a eutanásia de jovens como Noelia ou Milou tivesse como objectivo a recolha dos seus órgãos, eis o médico holandês Menno Oosterhoff, que matou Milou (17) (e muitas outras jovens). Admitiu também publicamente realizar doações de órgãos após a eutanásia.
A prática é legal na Bélgica, Holanda, Canadá e Espanha. Este é o caminho do trauma > eutanásia > doação de órgãos, e tem como alvo as mulheres jovens. É real.
> "Oosterhoff afirmou ter-se envolvido várias vezes em casos de eutanásia seguida de doação de órgãos."
A doação de órgãos após a eutanásia é designada de forma satânica por "DOE". Literalmente anestesiam o "paciente" em casa e transferem-no para um hospital (ainda vivo) para lhe arrancar o coração, os pulmões, o fígado e os rins. Param o coração para criar uma "paragem circulatória", mas mantêm o corpo vivo e oxigenado o tempo suficiente para recolher os órgãos. Caso contrário, os órgãos seriam descartados.
Menno Oosterhoff e todos os envolvidos merecem a pena de morte pelo que fizeram. Isto é real.
E o mercado para os órgãos perguntam?Pessoas ricas que querem viver mais tempo. Assim, matam uma jovem saudável para que os ricos possam viver mais tempo.
Porque quando um jovem se suicida sem a presença de um médico, os seus órgãos não podem ser colhidos.

Roger Nunes     28/3/2026

Advogados Cristãos apresentam queixa contra médica de Noelia Castillo

A fundação ultraconservadora Advogados Cristãos apresentou uma queixa contra a médica responsável pela eutanásia de Noelia Castillo, alegando "prevaricação e conflito de interesses" por acumular funções como coordenadora de transplantes.



fundação ultraconservadora Advogados Cristãos apresentou uma queixa contra a médica que conduziu o processo de eutanásia de Noelia Castillo por um alegado crime de prevaricação e "conflito de interesses". 

Segundo a imprensa espanhola, a queixa - apresentada pela associação que apoiou o pai de Noelia Castillo no processo contra a eutanásia - foi entregue na Secção de Investigação do Tribunal de Primeira Instância de Barcelona.

Na denúncia, a Associação Advogados Cristãos defendeu que a médica cometeu um crime de prevaricação e agiu apesar de haver "conflito de interesses", violando a "lei ao intervir no procedimento". Em causa está o facto de a médica ser coordenadora de transplantes. 

"A própria médica redigiu à mão o pedido de eutanásia da paciente, incluindo como primeiro ponto o desejo de Noelia de ser doadora de órgãos", afirmou a associação, num comunicado citado pela televisão espanhola Telecinco

"Para a Advogados Cristãos, este facto é particularmente grave, uma vez que não foi a doente quem o declarou, mas sim a própria médica que, além disso, exercia funções como coordenadora de transplantes", alegam.

Segundo Polonia Castellanos, presidente da fundação, "estamos perante um caso gravíssimo que põe em causa as garantias do sistema".

Sublinhando que a médica "atuava simultaneamente como coordenadora de transplantes no Consorci Sanitari Alt Penedès-Garraf e como médica responsável pelo processo de eutanásia", a associação defendeu que as duas funções geram "um conflito de interesses estrutural e insuperável", uma vez que "a mesma profissional que tinha de avaliar se a morte da doente era apropriada tinha um interesse institucional direto na obtenção de órgãos".

Noelia Castillo Ramos, nascida a 14 de novembro de 2000, foi eutanasiada na passada quinta-feira, após mais de 600 dias de espera, que incluíram uma batalha judicial contra o próprio pai. 

A jovem, que ficou paraplégica após saltar do 5.º andar de um prédio numa tentativa de colocar termo à própria vida, recebeu autorização para ser eutanasiada em julho de 2024. 

O seu pedido, explicou a imprensa espanhola, foi validado pela Comissão de Garantia e Avaliação da Catalunha, um comité independente que analisa e aprova cada pedido de morte assistida, seguindo todos os preceitos estabelecidos pela lei da eutanásia.

No entanto, os diversos recursos judiciais apresentados pelo seu próprio pai, representado pela fundação católica ultraconservadora, prolongaram a espera da jovem por mais de um ano e meio.

Dias antes de morrer, Noelia Castillo frisou, em entrevista ao canal espanhol Antena 3, que queria "ir em paz e deixar de sofrer".

A jovem frisou, ainda, que não era só o pai que estava contra a eutanásia. "Ninguém da minha família é a favor da eutanásia. Obviamente, porque sou outro pilar da família. Eu vou embora, mas eles ficam aqui com toda a dor. Mas eu penso: e eu, com toda a dor que sofri todos esses anos? Quero partir agora em paz e parar de sofrer, ponto final", refere.

Noelia referiu, também, que "a felicidade de um pai, de uma mãe ou de uma irmã", não pode ser "mais importante do que a vida de uma filha".

A jovem mostrou a mágoa e confusão que sente pelo pai, apontando que "não entende" por que razão o pai não a visita e que o familiar também já lhe disse que ela "ganhou." "Pai, isto não é um jogo. A mim também me dói", ter-lhe-á dito.

"Nunca me liga, nunca me manda mensagens. Para que é que me quer viva? Para ter-me no hospital?", questionou.

O parlamento espanhol aprovou em 2021 uma lei que despenaliza a eutanásia, tornando Espanha um dos raros países que permitem que doentes terminais recebam assistência para morrer, de forma a evitar "um sofrimento insuportável".

Desde a entrada em vigor da lei e até ao final de 2024, foram eutanasiadas 1.123 pessoas no país, segundo os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

31/03/2026 ‧  POR MÁRCIA GUÍMARO RODRIGUES   https://www.noticiasaominuto.com/mundo



Artista presta homenagem a Noelia Castillo: "Dor é a vergonha do sistema"
Um artista prestou homenagem a Noelia Castillo, a jovem que morreu eutanasiada em Barcelona, com um mural em Almería. "Não sou ninguém para decidir sobre a vida ou a morte de uma pessoa, e tu também não", destacou.

© Nauni Moreno Lopez/Facebook


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