Futebolista Taremi, ex-jogador do FC Porto, vai combater pelo Irão?
Os rumores adensaram-se nas últimas horas, com várias alegações nas redes sociais de que o jogador pediu para deixar o Olympiacos com a intenção de se juntar às tropas iranianas. A SIC Verifica.
Circulam nas redes sociais publicações segundo as quais o futebolista iraniano Mehdi Taremi, antigo jogador do FC Porto, estará prestes a abandonar o Olympiacos - clube grego que representa - para regressar ao Irão e integrar as forças militares do país, no âmbito do conflito travado entre as forças iranianas e a coligação Israel-EUA.
Num dos posts pode ler-se que “o astro da seleção iraniana Mehdi Taremi (…) informou os dirigentes do seu clube atual sobre o desejo de retornar ao seu país para se juntar à liderança do exército e ao comando militar, a fim de pegar em armas e defender a República Islâmica do Irão”.
A mesma publicação acrescenta que responsáveis da Federação Iraniana de Futebol estariam a tentar demover o jogador, mas que este teria respondido: “Este é o momento em que o meu país mais precisa de mim”.
Será verdade?
A alegação não tem fundamento. Numa publicação nas redes sociais, o empresário de Taremi, Federico Pastorello, garantiu que o avançado não vai sair do Olympiacos para combater pelo Irão, desmentindo categoricamente os rumores que circulam online.
"Nas últimas horas, declarações atribuídas ao Mehdi Taremi que estão a circular não refletem a realidade da situação. O jogador está totalmente focado no seu trabalho em Atenas e no seu percurso profissional, com compromisso e determinação. Num período delicado como este, é importante evitar interpretações descontextualizadas ou reconstituições imprecisas. Confiamos no sentido de responsabilidade e no respeito de todos", escreveu o agente na rede social Instagram.
Também não existe qualquer comunicação oficial por parte do clube grego, da Federação Iraniana de Futebol ou do próprio jogador que sustente a narrativa difundida nas redes sociais.
Recorde-se que Mehdi Taremi, internacional iraniano, representou o FC Porto durante quatro épocas - onde se destacou como um dos principais goleadores da equipa - antes de prosseguir a carreira no estrangeiro: no Inter de Milão e agora no Olympiacos.
É falso que Mehdi Taremi vá abandonar o Olympiacos para combater pelo Irão. A alegação viral nas redes sociais foi desmentida pelo empresário do jogador e não é sustentada por fontes credíveis.
https://sicnoticias.pt/ 3/3/2026
Irão: IA e algoritmos impulsionam onda de desinformação sobre conflito
O aumento da desinformação sobre o conflito no Médio Oriente está ligado aos algoritmos 'online', que privilegiam conteúdos polarizadores e sensacionalistas, afirmou à Lusa o diretor de operações do Polígrafo, apontando a Inteligência Artificial (IA) como amplificadora de narrativas.
O responsável referiu que a "metodologia de quem pretende desinformar com propósito é quase sempre a mesma: fazer passar uma posição dominante no algoritmo".
"No caso do Irão, verifica-se mais utilização de IA do que há quatro anos, quando começou o conflito na Ucrânia", afirmou.
De acordo com uma investigação da agência France Presse (AFP), excertos de videojogos reciclados para fazer crer em ataques com mísseis, bem como imagens geradas por IA a mostrar navios de guerra americanos afundados - incluindo, alegadamente, o porta-aviões USS Abraham Lincoln - obtiveram milhões de visualizações.
Trata-se da reutilização de táticas de desinformação semelhantes às já observadas em outros conflitos, como na Ucrânia e em Gaza.
Por exemplo, as imagens fabricadas, que apresentam o Irão como mais ameaçador do que a situação no terreno sugere, totalizaram mais de 21,9 milhões de visualizações na rede social X, empresa da qual Elon Musk é dono, de acordo com a organização de monitorização de desinformação NewsGuard.
Na terça-feira, a plataforma do multimilionário anunciou que suspenderia por 90 dias o seu programa de partilha de receitas para criadores que publicam vídeos de conflitos armados gerados por IA.
Além disso, um estudo da mesma organização revelou que a ferramenta de pesquisa de imagens invertidas do Google produziu informações erradas, geradas por IA, sobre imagens falsas ou enganadoras relacionadas com o conflito no Médio Oriente.
O diretor do Polígrafo mencionou ainda a utilização de outras técnicas de desinformação, como a descontextualização e a reutilização de vídeos antigos a serem passados como atuais, para repassar uma posição sobre o conflito.
A AFP também identificou uma série de contas pró-iranianas que publicavam vídeos antigos com o objetivo de exagerar os danos causados pelos ataques de Teerão contra Israel e os Estados do Golfo.
Os Estados Unidos e Israel lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano", e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
www.noticiasaominuto.com 6/3/2026
Sem comentários:
Enviar um comentário