domingo, 22 de fevereiro de 2015

Igualdade entre géneros

BANCO MUNDIAL

Igualdade entre géneros permitiria diminuir pobreza em África

Se houvesse mais igualdade entre homens e mulheres haveria menos pobreza em África, defende o vice-presidente para a região do Banco Mundial, Makhtar Diop.
"A capacitação das mulheres em África poderia ajudar a acabar com a pobreza"
ABUKAR ALBADRI/EPA
Se houvesse mais igualdade entre homens e mulheres haveria menos pobreza em África, defende o vice-presidente para a região do Banco Mundial (BM), Makhtar Diop, que tem o objetivo como uma das suas prioridades. “A capacitação das mulheres em África poderia ajudar a acabar com a pobreza”, afirmou à agência Lusa o senegalês que desde maio de 2012 ocupa o cargo de vice-presidente para a região do BM, em declarações à Lusa por telefone a partir de Washington.
A União Africana decretou 2015 como o “Ano da Capacitação das Mulheres” e o BM trabalha “de muito perto com as autoridades africanas (…) para estabelecer uma agenda de trabalho na questão do género”, disse. Não existe falta de interesse: “Sempre que falo com governos eles estão muito interessados em fazer alguma coisa”, indicou. Mas, embora existam “muitas ideias, opiniões sobre as questões de género”, os factos são mais raros e as medidas pensadas para combater a desigualdade entre homens e mulheres muitas vezes “não são apoiadas por dados, informação e avaliação rigorosa”, explicou Makhtar Diop.
Para colmatar esta falha, a divisão de África do Banco Mundial criou há dois anos o Africa Gender Innovation Lab (Laboratório de Inovação de Género) para fazer avaliações do impacto de intervenções do BM e dos países a este nível. “Já temos alguma informação interessante sobre o que resulta e o que não resulta em relação a intervenções que tentam reduzir as diferenças de género em termos de rendimento, de acesso a serviços”, disse o responsável.
No Uganda foi constatado que a “diferença de salários entre mulheres e homens se devia largamente ao tipo de atividades que exercem” e no Ruanda percebeu-se ao nível da agricultura que “quando a mulher era dona da terra investia duas vezes mais que o homem”.
Em Moçambique está a decorrer uma avaliação sobre se “homens e mulheres beneficiam de modo diferente de um projeto governamental” no vale do Zambeze (centro), que tenta ligar os pequenos agricultores aos mercados, para melhorar a venda do que produzem. Um segundo estudo em Moçambique avalia o impacto de um programa de atribuição de crédito a mulheres empresárias e a setores onde a maioria dos funcionários são mulheres. “Atualmente temos mais de 40 avaliações de impacto em 20 países da África subsaariana. (…) E queremos alargá-las a mais países”, disse Makhtar Diop.
O vice-presidente para África do BM também pensa que os países deviam apostar no combate à disparidade entre os géneros em termos de educação. “Em geral tem havido uma diminuição da diferença entre rapazes e raparigas na frequência escolar a nível do ensino primário. Cada vez há maior convergência (…), mas a diferença é ainda muito grande ao nível do ensino secundário e, mais importante, há uma maior taxa de abandono das raparigas”, referiu.
Casamentos e gravidezes precoces ou a necessidade de ajudarem em casa “empurram” muitas vezes as raparigas para fora da escola com consequências muito negativas dada a “correlação entre a educação e o nível de rendimento e o padrão intergeracional”, assinalou Makhtar Diop.
A educação das raparigas faz diminuir a probabilidade de terem filhos que morrem antes dos cinco anos e “quando as mulheres não têm educação de nível secundário a probabilidade dos seus filhos também não concluírem a educação secundária é muito maior”, precisou.
A desigualdade entre os dois géneros significa que não estão a ser dadas “oportunidades a muitas mulheres para utilizarem todo o seu potencial e toda a sua capacidade para contribuírem para o desenvolvimento económico”, salientou Makhtar Diop, referindo ainda a importância em termos éticos “de ter toda a gente igual numa sociedade”.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Os mais belos países do Mundo (7/1/2015)

TURISMO

Portugal entre os dez países mais bonitos do mundo

O site UCITYGUIDES escolheu os dez destinos mais bonitos do mundo. E Portugal está entre eles.
O site de viagens UCITYGUIDES elegeu os destinos turísticos mais bonitos do mundo e Portugal está entre eles. Na lista elaborada pelo site, estão países comoItália ou Espanha, destacados pela sua extraordinária beleza natural e pela diversidade das suas paisagens.
Portugal surge em sexto, logo a seguir à Grécia. De entre as maravilhas portuguesas, o site destaca principalmente a beleza das paisagens naturais, fazendo referência às ilhas dos Açores e Madeira, às paisagens serenas do Alentejo e à “fantasia mágica” que é Sintra. Uma referência às duas grandes cidades portuguesas também não podia faltar. Apesar de considerar que os centros históricos do Porto e Lisboa foram muito negligenciados, o UCITYGUIDES referiu a costa ribeirinha como uma das grandes atrações das duas cidades.
Para o nono e décimo lugar, o site elegeu a África do Sul e a Alemanha. Para o país sul-africano, o UCITYGUIDES destacou a Cidade do Cabo e o Parque Nacional de Kruger. No que diz respeito à Alemanha, o site fez referência às joias arquitetónicas do país, como os castelos bávaros.
Conheça o top 10 dos países mais bonitos do mundo pelo UCITYGUIDES
1. Itália
2. Espanha
3. França
4. Austrália
5. Grécia
6. Portugal
7. Estados Unidos da América
8. Brasil
9. África do Sul