quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Desigualdade Social e religiosa (discriminação) - Como o cristianismo é visto em alguns países de origem dos migrantes

 



Num momento em que começamos a ter comunidades oriundas do Indostão e em que existem muitos portugueses a desejar que venham mais, conhecer a forma como o cristianismo é visto nos seus países de origem acaba por ser um excelente indicador sobre que expectativas devemos ter sobre integração, nomeadamente, o respeito que têm por pessoas de fé cristã.
E há poucas imagens mais esclarecedoras do que a dos chamados “mergulhadores de esgotos”.
No Paquistão, há homens que descem para o interior de esgotos e fossas, sem equipamento de protecção, entrando em contacto directo com águas residuais, fezes e gases tóxicos. Há trabalhadores que morreram asfixiados dentro desses esgotos. Outros trabalham com as próprias mãos para desentupir condutas.
Quem ocupa estes trabalhos? As minorias religiosas. E, em particular, os cristãos. Os muçulmanos estão proibidos.
Nos anúncios de emprego públicos para trabalhadores de saneamento onde consta expressamente a condição “apenas não muçulmanos se podem candidatar”.
Não estamos a falar de uma acusação feita por algum perigoso “islamófobo” europeu. Estamos a falar de documentação produzida pelas próprias instituições paquistanesas.
A Amnistia Internacional publicou em 2025 uma investigação especialmente perturbadora. Depois de contactar mais de 230 trabalhadores do saneamento em várias cidades paquistanesas, concluiu que estes trabalhadoressão sobretudo cristãos e são vítimas de discriminação tanto no recrutamento como no próprio trabalho.
Um dos testemunhos resume todo o problema. Um cristão candidatou-se a electricista. Quando descobriram que era cristão, ofereceram-lhe apenas trabalho de saneamento. Como ele precisava de alimentar a família e aceitou.
Os números institucionais são ainda mais reveladores. Na Universidade do Punjab, dos 400 trabalhadores do saneamento analisados, apenas quatro eram muçulmanos, apesar de os muçulmanos serem maioritários nas restantes profissões.
E a humilhação não acaba quando saem do esgoto. A Amnistia encontrou relatos de trabalhadores insultados com palavras associadas às antigas castas inferiores e até com a própria palavra usada para “cristão” a ser empregue depreciativamente. Houve ainda relatos de segregação na comida e nos utensílios usados para comer.





Rapto, violação e conversão de menina cristã...




O caso de Saleem Masih (2020): Em fevereiro de 2020, um jovem cristão de 22 anos chamado Saleem Masih foi torturado e morto na província de Punjab. O ataque aconteceu após ele ter sido acusado de "poluir" um tubo de água de uma quinta pertencente a agricultores muçulmanos ao lavar-se e beber dela. Ele não resistiu aos ferimentos provocados pelas agressões.

O Caso de Asia Bibi (2009–2018)
  • O Incidente: Em junho de 2009, Asia Bibi trabalhava na colheita de fruta quando bebeu água de um poço. Algumas colegas de trabalho muçulmanas irritaram-se, afirmando que, por ser cristã, ela tinha tornado a água "impura" (najis).
  • A Acusação: Seguiu-se uma discussão e Asia Bibi foi acusada de insultar o profeta Maomé (blasfémia).
  • A Sentença: Em 2010, foi condenada à morte por enforcamento.
  • O Desfecho: Após anos de pressão internacional e recursos judiciais, o Supremo Tribunal do Paquistão absolveu-as de todas as acusações em 2018 por falta de provas. Devido a ameaças extremistas, ela abandonou o país e recebeu asilo no Canadá.
  • IA

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Bruxelas alerta para impacto de verão seco e quente na agricultura

 

A Comissão Europeia alertou os Estados-membros para o impacto de um verão especialmente seco e quente na produção agrícola, indicando que a reserva de crise está esgotada, sendo necessárias outras soluções.



Após uma seca histórica, a União Europeia (UE) está sob pressão para ajudar o setor agrícola, mas - destaca o comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen numa carta enviada às capitais e a que a Lusa teve acesso -, a reserva destinada a situações de crise para 2026 já está vazia e Bruxelas não promete para já meios adicionais nesta fase.



"O recurso à reserva agrícola deve ser considerado como um último recurso, dada a limitação dos seus recursos financeiros", escreve Hansen, após esta verba ter sido mobilizada na sequência da subida dos preços dos adubos, com a recente crise no Médio Oriente.

O comissário lembrou ainda que podem ser utilizadas "todas as ferramentas existentes para ajudar os agricultores no terreno", estando já em contacto com os ministros da Agricultura dos 27 para que estes avaliem "quais os instrumentos mais adequados às suas circunstâncias nacionais e a fazer pleno uso das flexibilidades e possibilidades de apoio já disponíveis, nomeadamente no âmbito dos Planos Estratégicos da Política Agrícola Comum (PAC) e a nível nacional".

Neste sentido, Bruxelas destaca, no âmbito da política regional da UE, o Fundo de Solidariedade – que pode ser mobilizado em caso de catástrofes naturais graves que ultrapassem os limiares nacionais aplicáveis, de modo a ajudar a cobrir as operações de emergência e de recuperação.

Também os trabalhos em curso no âmbito da Estratégia de Resiliência Hídrica estão a apoiar investimentos e ações neste domínio, incluindo a reorientação dos Fundos de Coesão para a resiliência hídrica, o financiamento e apoio consultivo através do Banco Europeu de Investimento, bem como outras iniciativas para promover a eficiência da irrigação, a reutilização da água, soluções digitais e as competências dos agricultores em matéria de resiliência hídrica.

Os estados-membros podem ainda recorrer a regimes de auxílios de Estado para apoiar a agricultura.

O tema estará em debate na próxima semana na reunião informal dos ministros do setor dos 27, em Dublin.

A mais recente avaliação científica confirma que a seca persistente agravou significativamente as perspetivas para as culturas de verão em toda a Europa Ocidental e Central, com impactos que variam entre reduções moderadas de rendimento a perdas graves e, nas zonas mais afetadas, à provável perda total das culturas.

Especialmente o milho e as culturas forrageiras estão sob stresse significativo e não se espera que as atuais condições mais frias e húmidas venham a compensar totalmente as perdas. Espera-se também que a produção noutros setores (em especial fruta, hortícolas e batata) diminua em vários Estados-membros.

A Comissão recomenda ainda que as práticas agrícolas que reforçam a saúde do solo e a sua capacidade de retenção de água — através da mobilização reduzida do solo, da cobertura permanente do solo e do aumento da matéria orgânica do solo — podem fazer a diferença numa situação de seca.

Para a pecuária, as ações de mais longo prazo poderiam incluir o investimento em instalações e sistemas de água resistentes às alterações climáticas e em raças de animais tolerantes ao calor.

O investimento a longo prazo na gestão sustentável da água, incluindo infraestruturas de armazenamento de água, medidas naturais de retenção de água, reutilização de águas tratadas e abordagens circulares à gestão da água, é fundamental.

Este tema foi também abordado numa reunião, na segunda-feira, entre Hansen e organizações representantes do setor.


02/09/2026 POR LUSA

Português usa IA para contar aviões e medir ruído na cidade de Lisboa


https://www.lisbonfinals.com/ 



Um português residente na cidade de Lisboa, António Boaventura, criou no terraço de sua casa uma plataforma que, com Inteligência Artificial, consegue contabilizar o número de aviões que passam por cima da capital e também o ruído que produzem.

Trata-se de uma plataforma online e aberta a qualquer um pode aceder e que, além de contar o número de aviões que entram e saem do Aeroporto Internacional de Lisboa Humberto Delgado, apresenta também mais algumas informações úteis.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Muçulmano da Síria, que vive na Alemanha com 3 esposas, 32 filhos, 25 netos, recebe 100 mil euros em subsídios todos os anos

 



Muçulmano da Síria, que vive na Alemanha com 3 esposas, 32 filhos, 25 netos, recebe 100 mil euros em subsídios todos os anos.

Temos muitos bons motivos para acreditar que já há vários anos que os europeus estão meios tolos.

A Syrian Muslim living in Germany with three wives, 32 children, and 25 grandchildren receives 100,000 euros in benefits every month.
We have plenty of good reasons to believe that Europeans have been acting rather foolishly for years.



ver até minuto 2

Ambiente - Telhados coletores de chuva

 



Em Ruanda, uma solução arquitetônica simples e brilhante está transformando a forma como comunidades inteiras lidam com a escassez de água. Telhados com design inovador foram projetados para funcionar como grandes funis de captação de chuva. Em vez de permitir que a preciosa água das tempestades escorra e se perca pelo solo, a estrutura direciona todo o volume através de um canal central direto para tanques de armazenamento construídos sob a terra.

🏺 O grande segredo desse sistema está no uso de reservatórios subterrâneos feitos de cerâmica, que oferecem duas vantagens estratégicas cruciais. Além de economizar espaço na superfície em áreas urbanas ou rurais, a estrutura subterrânea protege a água captada da incidência direta da luz solar, reduzindo drasticamente a evaporação e a proliferação de bactérias. Para regiões que enfrentam períodos prolongados de seca, essa reserva garante autonomia hídrica e elimina a necessidade de longas caminhadas até fontes distantes.


✨ O aspecto mais inspirador dessa iniciativa é que ela não depende de tecnologias futuristas ou máquinas complexas para funcionar. Trata-se da combinação perfeita entre engenharia inteligente, materiais locais acessíveis e respeito aos ciclos da natureza para resolver um desafio diário real. À medida que o mundo busca alternativas sustentáveis para a preservação dos recursos hídricos, essa experiência prova que as melhores inovações costumam surgir da forma como aprendemos a colaborar com o próprio planeta. 

Memes da vida

        31/8/2026

Rama Duwaji, esposa do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, viajará para Portugal para seu terceiro retiro islâmico - Retiros islâmicos em Portugal

 



Rama Duwaji, esposa do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, viajará para Portugal para seu terceiro retiro islâmico para mulheres organizado pelo "Santuário da Mulher" este ano. Lá, ela atuará como artista residente e ministrará uma oficina de caligrafia islâmica.
* O retiro “Jornada pela Caligrafia Islâmica” será realizado em duas sessões, de 16 a 21 de setembro e de 25 a 30 de setembro, no interior de Portugal. As participantes explorarão a história do Islão em Portugal, apreciarão as ilustrações de Duwaji, oficina de ilustração e participar de piqueniques, encontros à beira da piscina, caminhadas e reflexão espiritual. Os preços variam de 4.300 dólares por um quarto compartilhado a US$ dólares por um quarto privativo com banheiro exclusivo.
* Duwaji participou anteriormente do retiro do grupo em Maiorca, em julho, e de outro na Córsega, mais tarde naquele mesmo mês, em homenagem ao "legado de Maria, a mulher mais honrada no Alcorão". Espera-se também que a artista sírio-americana viaje ao Líbano e à Síria em setembro, onde ela tem parentes.
(Visegrad24)
* Os islâmicos consideram Portugal e Espanha como "terras islâmicas", cuja re-ocupação é apenas uma questão de tempo. Bem, com certeza, eles têm a ajuda das elites progressistas e socialistas de ambos os países, 

Lei Islâmica em Ação - infielatento    31/8/2026     




Mulher do mayor de Nova Iorque em Portugal para participar em retiro islâmico por mais de 4.500 dólares

A viagem de Rama Duwaji está a ser criticada por políticos de Nova Iorque, que acusam a mulher do mayor Zohran Mamdani de estar mais interessada em retiros no estrangeiro do que nos problemas da cidade. O encontro, em Arcos de Valdevez, pode custar até 5.260 dólares, cerca de 4.535 euros, por pessoa.


Rama Duwaji, artista e ilustradora de origem síria e mulher do mayor de Nova Iorque, Zohran Mamdani, vai voltar a participar num retiro organizado pelo The Women Sanctuary. Desta vez, o destino é Portugal e o programa é dedicado à caligrafia islâmica.

O retiro, intitulado “Journey through Islamic Calligraphy”, terá duas sessões, entre 16 e 21 e entre 25 e 30 de setembro. A organização apresenta a iniciativa como uma experiência de espiritualidade, arte e contacto com a história islâmica em Portugal.

O alojamento escolhido fica em Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo.

A programação inclui oficinas de ilustração orientadas por Duwaji, que assume o papel de “artista em residência”, mas também caminhadas, piqueniques, momentos junto às piscinas e períodos de reflexão.

“Alguns dias, vamos explorar a rica história do Islão em Portugal, descobrindo os vestígios de um legado notável que ainda está presente na paisagem. Noutros, vamos reunir-nos para uma maravilhosa oficina de ilustração com a nossa artista em residência, Rama Duwaji, celebrando esta herança”, explica a organização, citada pelo The New York Post.

O The Women Sanctuary diz ainda valorizar os períodos sem atividades programadas, que considera parte importante da experiência. “Acreditamos que estes momentos sem pressa são uma parte tão importante do retiro como o próprio programa; um espaço para suhbah, reflexão espiritual e presença, onde os corações podem abrandar, as almas podem ser nutridas e a lembrança pode surgir naturalmente no meio da beleza da criação”, pode ler-se na descrição.

ESTADIA PODE ULTRAPASSAR OS 4.500 EUROS

Os preços anunciados começam nos 4.300 dólares para um quarto partilhado e chegam aos 5.260 dólares, 4.535 euros, para um quarto privado com casa de banho.

O espaço escolhido é descrito pela organização como uma casa senhorial situada numa zona rural tranquila, rodeada de natureza e com piscinas interior e exterior aquecidas, além de jardins.

A participação de Duwaji está, entretanto, a ser criticada por políticos norte-americanos. Joann Ariola, vereadora de Queens, questionou a escolha da mulher do mayor de participar em retiros no estrangeiro.


TERCEIRO RETIRO DO ANO

Esta será a terceira participação de Duwaji este ano num retiro do The Women Sanctuary. Em julho, a artista esteve na Córsega, França, num encontro dedicado a Maria, descrita pela organização como “a mulher mais honrada do Alcorão”.

Um mês antes, tinha participado num retiro em Maiorca, Espanha, durante as celebrações do 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos.

Duwaji, de 29 anos, tem também sido alvo de atenção pelas suas posições políticas. Em 2015, numa publicação no Tumblr, escreveu: “Os soldados americanos que combatem em guerras imperialistas não são corajosos nem estão a lutar pela liberdade de ninguém. Estão a massacrar impiedosamente civis do terceiro mundo e a lutar para manter a hegemonia americana.”

Mamdani já veio a público defender a mulher, argumentando que Duwaji não faz parte oficialmente da administração de Nova Iorque e, por isso, não deve ser sujeita ao mesmo tipo de escrutínio.

Em setembro, Duwaji deverá ainda viajar para o Líbano e para a Síria, países onde tem familiares e que integram a lista de destinos para os quais o Departamento de Estado norte-americano recomenda aos cidadãos dos EUA que não viajem.


sol.iol.pt    01 Set. 2026





Insegurança e tensão crescente em várias partes da Europa

https://www.facebook.com/reel/942482301557485 


Um homem transmitiu em direto o momento em que esfaqueava pessoas junto à Estação Central de Amesterdão.












Joao Welsh    31/8/2026







Ceuta



🇪🇸 Ontem, Espanha saiu à rua e o governo de Pedro Sánchez voltou a fazer contas como quem gere um orçamento — para baixo. Enquanto a delegação do governo em Madrid insistia nas 50 mil almas na Plaza de Cibeles, a câmara da capital, e as imagens, apontavam para 150 mil. Em Ceuta, terra de 80 mil habitantes, entre 20 e 25 mil pessoas encheram as ruas no que foi classificado como a maior manifestação da história recente da cidade. Em Andaluzia foram mais de 160 mil, em Castela e Leão 70 mil só nas capitais de província, nas Canárias 10 mil. No total, centenas de milhares de espanhóis em quase duas mil localidades (1996, segundo o PP e a Federação de Municípios), um quarto dos concelhos do país.

Em Portugal, o silêncio foi quase ensurdecedor.

Um mês depois da entrada de mais de 72 mil pessoas em 24 horas, a invasão que Madrid teima em chamar ‘afluência massiva’, Ceuta continua com cinco a dez mil migrantes nas ruas, praias e acampamentos improvisados. Um relatório policial agora em mãos da justiça aponta para ‘apoio activo’ das forças de segurança marroquinas, contradizendo a versão de Sánchez, que insiste não haver provas contra Rabat e prefere falar em desinformação russa e israelita.

Para aplacar a opinião pública, o Conselho de Ministros aprovou na terça-feira um ‘plano de choque’ de 309 milhões de euros, 16% do PIB anual da cidade, para segurança, acolhimento e apoio a empresas. Dinheiro que chega tarde e que muitos em Ceuta vêem como uma pensão de viúva para um problema que o Governo foi incapaz de gerir.

Juanma Moreno   2/8/2026   




🇳🇴 NORWAY IS RETHINKING ITS WELFARE APPROACH — AND THIS COULD SPARK A HUGE DEBATE.

Should welfare support for refugees have conditions that encourage people to enter the workforce faster, or should governments continue providing broad benefits while people settle into a new country?

Supporters say work creates independence and helps integration. Critics argue that cutting support could place vulnerable families under even greater pressure.

The bigger question is uncomfortable: Is welfare a safety net—or can it sometimes become a barrier to getting people into work?

Norway isn’t the only country wrestling with this issue. Where should the line be drawn? 


🇳🇴 A Noruega está a repensar a sua abordagem em relação aos benefícios sociais — e isso pode desencadear um grande debate.
Os benefícios sociais destinados a refugiados deveriam estar condicionados a medidas que incentivem o ingresso mais rápido no mercado de trabalho, ou os governos deveriam continuar oferecendo auxílios abrangentes enquanto as pessoas se estabelecem em um novo país?
Os defensores argumentam que o trabalho gera independência e favorece a integração. Já os críticos sustentam que cortar o apoio poderia submeter famílias vulneráveis ​​a uma pressão ainda maior.
A questão mais ampla é desconfortável: os benefícios sociais funcionam como uma rede de proteção ou podem, por vezes, tornar-se um obstáculo para a inserção das pessoas no mercado de trabalho?
A Noruega não é o único país a enfrentar esse dilema. Onde deve ser traçado o limite?

Beyond The Horizon    2/8/2026