Segundo o herdeiro do Xá, esta intervenção já conseguiu eliminar um ditador - referindo-se ao líder supremo Ali Khamenei, morto nos ataques dos norte-americanos e israelitas -, em contraste aos esforços da diplomacia, que "já teve oportunidades suficientes" para resolver o conflito.
"É uma oportunidade de ouro. O regime nunca esteve tão frágil como agora", afirmou Pahlavi, lamentando que a interrupção temporária dos ataques poderá confundir aqueles que consideravam desertar do aparelho de Estado e, assim, travar o processo de colapso que já está em curso.
O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, disse, esta quinta-feira, que o mundo está a enfrentar a maior ameaça à segurança energética da história. "Estamos a enfrentar a maior ameaça à segurança energética da história", apontou Birol, em declarações à CNBC.
"Assistiremos a uma pressão descendente sobre a procura em resultado do aumento dos preços e, em alguns casos, em resultado de algumas medidas que os governos estão a tomar ou irão tomar" para fazer face a esta crise,acrescentou.
O diretor da agência apontou ainda que na sequência da guerra do Irão, milhões de barris de petróleo foram perdidos: "Até agora perdemos 13 milhões de barris de petróleo por dia".
23/04/2026 POR NOTÍCIAS AO MINUTO
Bruxelas admite possíveis ações caso falte combustível de aviação na UE
Na sequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão e da consequente resposta iraniana, há cerca de dois meses, têm vindo a verificar-se perturbações no estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, o que afeta o combustível para aviação já que este depende diretamente do preço e disponibilidade do petróleo bruto.
Os ministros dos Transportes da UE vão reunir-se na terça-feira, numa videoconferência informal, para debater os impactos do conflito no Médio Oriente para o setor, nomeadamente para a aviação dada a pressão sobre o combustível.
Na passada quinta-feira, o diretor da Agência Internacional de Energia disse que a Europa tem "talvez mais seis semanas de combustível para aviões", alertando para possíveis cancelamentos de voos em breve se o abastecimento de petróleo continuar bloqueado.
No mesmo dia, a Associação das Companhias Aéreas em Portugal disse que, para já, não há impacto na operação, mas admite a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos se a crise energética persistir.
As leis da UE obrigam os Estados-membros a manter reservas estratégicas para 90 dias, tanto de petróleo como de gás.
Uma escalada do conflito que envolve Irão, Estados Unidos e Israel tem impactos diretos no setor dos transportes, nomeadamente marítimo em qualquer perturbação no Estreito de Ormuz.
Na aviação, assiste-se a fecho ou a restrição do espaço aéreo, maior consumo de combustível e custos operacionais mais elevados.
20/04/2026 POR LUSA