Mundo da Informação

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Portugal está "mal preparado" para catástrofes no socorro e ordenamento

 Portugal está "mal preparado" para catástrofes no socorro e ordenamento

Um investigador da Universidade do Porto avisa que os fenómenos meteorológicos extremos vão acontecer com "maior periodicidade", constatando que o país está "mal preparado" para catástrofes, como as que assolam o país, no socorro e ordenamento do território.


Naturalmente que aquilo que acontecerá com maior intensidade será secura e temperaturas altas e, portanto, deve preocupar-nos mais a questão ligada ao verão e aos incêndios, mas também acontecem estas coisas" das intempéries, afirmou José Rio Fernandes.
O professor do Departamento de Geografia da Universidade do Porto, em declarações à Lusa, admitiu que fenómenos atmosféricos como os que têm assolado o país desde o final de janeiro "sempre aconteceram, mas é possível que aconteçam com maior intensidade e com maior periodicidade, com intervalos mais pequenos".

"Primeiro, ninguém está completamente preparado para catástrofes, a natureza é, de facto, muito forte. Ponto dois, Portugal está particularmente mal preparado, porque, digamos, do ponto de vista da prevenção, o elemento fundamental chama-se ordenamento território", apontou.

O também investigador do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT), das universidades de Coimbra e do Porto, salientou que o principal problema tem a ver com a forma se organiza "o território para prevenir que os efeitos sejam muito danosos".

"Ora, nós temos um território muito mal organizado, nós construímos em leito de cheia, nós construímos junto à floresta, ou outros combustíveis, e apesar de termos muito planeamento, o planeamento transformou-se basicamente num exercício jurídico, cheio de leis, regras, uma tarefa muito pesada, muito centralizada, direções-gerais variadas, institutos, empresas", considerou.

O geógrafo exemplificou com os planos diretores municipais (PDM), o "instrumento mais forte" do ponto de vista do planeamento, "executado pelos municípios, mas que estão sujeitos a um conjunto de pareceres e de reuniões com instituições centrais" e demoram em média no país 10 anos para serem aprovados.

"E, portanto, é um quebra-cabeças, é uma dor de cabeça para as autarcas", lamentou José Rio Fernandes, acrescentando que, no que toca ao dito plano regional de ordenamento do território, não vai ao ponto de "dizer que não serve para nada, mas não tem um tomador" e quem "o executa".

Embora admitido que "há alguma orientação a partir do plano regional para os planos municipais", nada obriga um ministério a promover rodovias ou ferrovias "a olhar para os planos regionais", ou para "reforçar as cidades médias na região norte ou na região centro".

"Por exemplo, em França houve uma política territorial de reforço das cidades médias. Nos planos regionais também há uma ideia de que seria bom existirem um pouco cidades que equilibrassem o sistema urbano. Portanto, cidades médias, sei lá, Évora, Braga, Viseu, Bragança, Elvas, um conjunto de cidades que seria bom reforçá-las", sublinhou.

Para o investigador do CEGOT, "não existe uma política de cidades no país" e, portanto, estes "planos regionais não têm efeitos significativos" e, embora possam existir "muitos planos", como "dizia o [geógrafo] Jorge Gaspar", depois não temos "o território ordenado".

"Território ordenado significa, fundamentalmente, [...] preparado para estes fenómenos extremos e, sobretudo, um território capaz de ser mais eficiente, de promover desenvolvimento, de ter menos gastos em saneamento, em água, em eletricidade. Portanto, ser um território ao serviço da população, da sociedade, do país", frisou.

Por isso, notou, "quando acontecem os acidentes", percebe-se que existem "construções em leito de cheia", cidades "junto aos rios que não estão protegidas" e que, entretanto, se construíram hotéis, por exemplo, em zonas inundáveis "como acontece em Alcácer do Sal".

Em relação às lições a tirar para o futuro, Rio Fernandes considerou que "depende muito do impacto que tenha a perceção" da "incapacidade coletiva", pois se ficar muito claro que houve essa incapacidade, "pode haver um sobressalto cívico" para mudar.

Na sequência dos grandes incêndios, o geógrafo viu "alterações significativas" na forma com se passou a olhar para esses fenómenos, nesse sentido espera que, com as inundações e a depressão Kristin, "em Leiria e à volta" alguma "coisa mude".

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

https://www.noticiasaominuto.com/        13/2/2026

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Barragem da Aguieira acima dos 99% da sua capacidade - Segundo dique rebentou na área de Coimbra

 


A bacia do Mondego era, às 8h, a única do continente em situação de risco, com o volume de armazenamento da barragem da Aguieira acima dos 99%.

Público      12/2/2026    







Segundo dique rebentou na área de Coimbra





quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Most visited countries in 2025 based on international tourist arrivals

 


Portugal terminou 2025 com receitas recorde de 29,4 mil milhões de euros no turismo

O valor está em linha com o esperado. O secretário de Estado do Turismo revelou que as receitas atingiram 29,4 mil milhões de euros no ano passado, crescendo 6,1% face a 2024, mas significa um abrandamento em relação ao salto anterior.

29,4 mil milhões de euros. Estas foram as receitas turísticas com que Portugal terminou o ano de 2025, um novo recorde histórico e que evidencia a atração do território nacional ao público estrangeiro. O montante foi confirmado por Pedro Machado, secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, no evento EstorilTalks, que decorreu no Hotel Londres. 

Este valor está em linha com o montante que tinha sido avançado por Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, ao Diário de Notícias, ainda antes do ano terminar. Tendo em conta os 27,7 mil milhões de euros de receitas atingidas em 2024 pelo setor turístico, trata-se de um salto de 6,1%abaixo dos 8,8% do ano anterior, mas em linha com a ideia do abrandamento do crescimento que tem vindo a ser referida pelos líderes das entidades do turismo português. 

"Portugal tem hoje valores muito substantivos", disse Pedro Machado, acrescentando que foram registados 31 milhões de turistas internacionais no país e 82 milhões de dormidas. Ainda assim, o governante admitiu que estes números podem "pecar por defeito", uma vez que não são contabilizadas dormidas em espaços com menos de 10 camas. "Podemos estar a falar num défice de 20 milhões de dormidas", afirmou no evento.

Pedro Machado adiantou ainda que o turismo tem um peso direto de 14% no Produto Interno Bruto (PIB) português, e que o peso indireto pode mesmo chegar aos 16% quando analisadas outras variantes ligadas ao setor. Afinal, um estudo recente a Universidade Europeia aponta que o turismo impacta 49 atividades económicas. "Isso faz com que Portugal, juntamente com Espanha, seja a maior placa recetora de turismo do mundo", vincou.

inesmiguel@negocios.pt     26/1/2026

Mapa 3D de alta resolução que mostra praticamente todos os edifícios da Terra - High resolution 3D map showing nearly every building on Earth

 


Scientists in Germany have created a high resolution 3D map showing nearly every building on Earth, using satellites, AI, and huge amounts of data to capture cities, towns, and remote villages in unprecedented detail.

The project maps an astonishing 2.75 billion buildings and records their height, size, and layout, creating a digital model of how humanity has built across the planet. Dense clusters highlight major cities, while faint patterns reveal rural settlements and isolated communities rarely seen on traditional maps.

Such a dataset can help improve disaster planning, track urban growth, study population patterns, and design more sustainable cities. It also offers a striking snapshot of where people live and how human development is spread across Earth.

Cientistas na Alemanha criaram um mapa 3D de alta resolução que mostra praticamente todos os edifícios da Terra, usando satélites, inteligência artificial e enormes quantidades de dados para capturar cidades, vilas e aldeias remotas com detalhes sem precedentes. 

O projeto mapeia impressionantes 2,75 bilhões de edifícios e registra sua altura, tamanho e layout, criando um modelo digital de como a humanidade construiu em todo o planeta. Aglomerados densos destacam as principais cidades, enquanto padrões sutis revelam assentamentos rurais e comunidades isoladas raramente vistas em mapas tradicionais. 

Esse conjunto de dados pode ajudar a aprimorar o planejamento de desastres, monitorar o crescimento urbano, estudar padrões populacionais e projetar cidades mais sustentáveis. Ele também oferece um retrato impressionante de onde as pessoas vivem e como o desenvolvimento humano está distribuído pela Terra.

Geo All Day      8/2/2026

Países no Equador - Countries on the Equator

 


Geo All Day     11/2/2026

The European Blue Banana - Áreas europeias mais dinâmicas

 


Geo All Day   11/2/2026

Casa sobre Rodas - Turismo

https://www.facebook.com/reel/755788690922195