domingo, 27 de setembro de 2026

Inteligência Artificial pode ser uma arma letal para a Humanidade

 



“Nunca houve uma arma tão poderosa como a combinação de pessoas com más intenções a utilizar as mais recentes ferramentas de inteligência artificial", considera o fundador da Microsoft.


📝 DN/Lusa    27/9/2026


 Bill Gates diz que IA pode levar a "mil milhões de mortes". Regulação "tem de ser requisito"

O cofundador e antigo CEO da Microsoft deu uma entrevista onde disse que "nunca existiu uma arma tão poderosa como a combinação de pessoas com más intenções a usar as ferramentas de IA mais recentes".

https://www.jornaldenegocios.pt/   25/9/2026


O fundador da Microsoft alertou que a inteligência artificial (IA) é uma ferramenta “suficientemente poderosa” para dizimar uma parte substancial da humanidade.

“A IA é certamente poderosa o suficiente para provocar eventos que, sabe, causem milhares de milhões de mortes”, afirmou Bill Gates, num excerto de uma entrevista ao programa Meet the Press, da NBC, que será transmitido este fim de semana.

“Nunca houve uma arma tão poderosa como a combinação de pessoas com más intenções a utilizar as mais recentes ferramentas de IA", acrescentou o magnata norte-americano, que assim se junta a um número crescente de líderes e funcionários do setor tecnológico que alertam para os riscos existenciais da IA.

Bill Gates considera que a autorregulação não é suficiente. "É necessário que as autoridades policiais e os políticos participem na discussão sobre a forma como as salvaguardas e a monitorização devem ser implementadas. E isso precisa de ser obrigatório", vincou o magnata, que num ensaio publicado no último mês já havia defendido que os agentes mal-intencionados poderiam utilizar ferramentas de IA cada vez mais poderosas para ataques cibernéticos, fraudes, desinformação e outras formas de ataques em grande escala contra hospitais, instituições financeiras, redes elétricas e sistemas governamentais.

Silicon Valley tem intensificado os alertas sobre o potencial de danos catastróficos causados ​​pela IA, à medida que a tecnologia vai evoluindo rapidamente.

Jacob Coxon, funcionário da Anthropic PBC, demitiu-se no início deste mês e acusou os seus antigos empregadores — a Anthropic e a OpenAI — de “brincarem com as nossas vidas” ao “correrem em direção a uma IA superinteligente”.

Outro responsável da Anthropic afirmou acreditar que há mais de 10% de hipóteses de a IA eliminar todos os humanos na próxima década.

Recentemente, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, defendeu um abrandamento no desenvolvimento da IA, uma proposta que foi rapidamente apoiada por colegas como Sam Altman, CEO da OpenAI, e Elon Musk.


https://sapo.pt/    25/9/2026

Inversão de Valores na Escola Atual





🚨 SOMEHOW THE TEACHER BECAME THE BAD GUY FOR EXPECTING KIDS TO DO SCHOOL.
THAT'S where we are now.
Teacher says:
“Put the phone away.”
She's doing too much.
“Stop talking while I'm teaching.”
She's picking on them.
“Turn in the assignment.”
She's putting too much pressure on kids.
“You can't speak to me like that.”
She needs to build a better relationship.
“No, you cannot redo six months of work during the last week.”
Why isn't she being more flexible?
😐
WHEN DID BASIC EXPECTATIONS BECOME CONTROVERSIAL?
They're asking them to...
come to class.
Do some work.
Follow directions.
Treat people decently.
Learn something.
And somehow the adult enforcing those expectations can end up defending HERSELF.
A student can refuse.
Argue.
Ignore.
Disrupt.
Go home and tell half the story.
And before the teacher has even finished her coffee the next morning...
there's an email.
👀
Now there's a parent upset.
Now there's a meeting.
Now everybody wants to know what the teacher could have done differently.
And the original issue?
THE STUDENT'S BEHAVIOR?
Somehow that has disappeared from the conversation.
That's the part that makes teachers feel like they're losing their minds.
Because teachers are told to have high expectations...
until enforcing those expectations makes somebody uncomfortable.
They're told to manage their classrooms...
until somebody doesn't like being managed.
They're told to hold students accountable...
until accountability produces an angry email.
Then suddenly the teacher becomes the problem.
No wonder teachers start second-guessing everything.
Should I correct it?
Should I let it go?
Is this worth the email?
Is this worth the meeting?
Is this worth becoming the bad guy AGAIN?
Teachers shouldn't need courage to enforce completely normal classroom expectations.
And a profession cannot keep stripping authority from the adult in the room...
then blaming that adult when the room becomes harder to manage.

🚨 De alguma forma, a professora virou a vilã por esperar que os alunos cumprissem as suas obrigações escolares. É nesse ponto que estamos agora. 
A professora diz: “Guarde o telemóvel.” Ela está a exagerar. 
“Pare de conversar enquanto estou a explicar a matéria.” Ela está a persegui-los. 
“Entregue a tarefa.” Ela está a pressionar demais as crianças. 
“Você não pode falar comigo desse jeito.” Ela precisa construir um relacionamento melhor. 
“Não, você não pode refazer seis meses de trabalho na última semana.” Por que ela não é mais flexível? 😐 Quando foi que expectativas básicas se tornaram polêmicas? 

Eles estão a pedir para... vir à aula. Fazer as atividades. Seguir instruções. Tratar as pessoas com decência. Aprender algo. 
E, de alguma forma, o adulto que cobra essas expectativas acaba a ter que se defender. 
Um aluno pode recusar-se.  Argumentar. Ignorar. Atrapalhar a aula. 
Ir para casa e contar apenas metade da história. 
E, antes mesmo de a professora terminar o café na manhã seguinte... chega um e-mail. 👀
Agora tem um pai ou mãe chateado. Agora tem uma reunião. 
Agora todo mundo quer saber o que a professora poderia ter feito de diferente. 

E o problema original? 
O COMPORTAMENTO DO ALUNO? 
De alguma forma, isso desapareceu da conversa. 
Essa é a parte que faz os professores sentirem que estão a perder a cabeça. 
Porque dizem aos professores para terem expectativas elevadas... até que ao cobrar essas expectativas deixe alguém desconfortável. 
Dizem para gerir as suas salas de aula... até que alguém não goste de ser gerido. 
Dizem para responsabilizarem os alunos... até que a responsabilização gere um e-mail de indignação. Então, de repente, a professora é o problema. 
Não é à toa que os professores começam a questionar tudo. Devo corrigir isso? Devo deixar passar? Vale a pena receber um e-mail por isso? Vale a pena uma reunião por isso? Vale a pena ser o vilão de novo? Os professores não deveriam precisar de coragem para fazer valer as expectativas de sala de aula que são perfeitamente normais. 
E uma profissão não pode continuar a tirar a autoridade do adulto presente na sala... para depois culpá-lo quando a turma se torna mais difícil de controlar.


Classroom to Corporate - Teacher Transition Program    26/9/2026






Teachers are supposed to teach. But how much of the lesson is actually left for teaching once everything else has been dealt with?

A behavior issue needs addressing.

Someone is refusing to work.

A phone needs putting away for the fifth time.

Two students are arguing.

Someone is wandering around the room.

Another student is deliberately disrupting everyone around them.

Then there's the paperwork, documentation, emails, interventions, accommodations, data collection, and everything else competing for the teacher's attention.

Individually, each interruption might only take a few minutes. But those minutes add up.

And every minute spent dealing with something else is a minute that cannot be spent explaining, questioning, helping, challenging, or actually teaching.

Teachers can plan brilliant lessons.

Schools can introduce new curricula.

We can demand higher standards and better results.

But none of it changes one basic reality:

The problem isn’t that teachers don’t know how to teach. It’s that too much of their teaching time is being taken away from them.

And when that happens lesson after lesson, day after day, students inevitably lose out.

How much more could students learn if teachers were actually allowed to spend their lessons teaching? 

Espera-se que os professores ensinem. Mas quanto tempo da aula realmente sobra para o ensino depois de se lidar com todo o resto?
Um problema de comportamento precisa ser resolvido.
Alguém se recusa a realizar a atividade. 
Um telemóvel precisa de ser guardado pela quinta vez. 
Dois alunos estão a discutir. 
Alguém está a andar pela sala. 
Outro aluno está a perturbar deliberadamente todos os que o rodeiam. 
Há ainda a papelada, a documentação, os e-mails, as intervenções, as adaptações, a recolha de dados e tudo o mais que disputa a atenção do professor. Individualmente, cada interrupção pode demorar apenas alguns minutos. 
Mas esses minutos acumulam-se. E cada minuto gasto a lidar com outra coisa é um minuto que não pode ser dedicado a explicar, questionar, ajudar, desafiar ou, na verdade, ensinar. 
Os professores podem planificar aulas brilhantes. 
As escolas podem implementar novos currículos. Podemos exigir padrões mais elevados e melhores resultados. Mas nada disto altera uma realidade fundamental: 
O problema não é os professores não saberem ensinar. É que grande parte do tempo destinado ao ensino está a ser-lhes retirado. E, quando isso acontece aula após aula, dia após dia, os alunos saem inevitavelmente a perder. 
Quanto mais poderiam os alunos aprender se os professores pudessem realmente passar as suas aulas a ensinar?

Learn Laugh Teach    27/9/2026




Ms. Claire worked at the middle school here in Kinder for 22 yrs. and with me here at the skating rink for 41 years. There were many kids that went through the middle school, that also came to the rink, and as Ms. Claire said a many of time, the same kids that would act out or be disrespectful at the middle school, would be more respectful to us and did not dare act up with us at the rink. Why? Because they knew we could kick them right out of our business if they did not act like civilized people and we could ban them for 6 months from coming to the rink, and their parents couldn't do a darn thing about it. It starts at home, my good people, and I know it's not easy. We raised 3 sons. We weren't perfect parents and my boys weren't perfect children. But they knew we loved them, but they also knew where the line was drawn.


A Sra. Claire trabalhou na escola primária aqui em Kinder durante 22 anos e comigo, aqui na pista de patinagem, durante 41 anos. Muitos jovens que passavam pela escola também frequentavam a pista e, como a Sra. Claire dizia muitas vezes, aqueles mesmos alunos que se portavam mal ou eram desrespeitosos na escola mostravam-se mais respeitadores connosco e nem sequer se atreviam a fazer das suas na pista. Por quê? Porque sabiam que podíamos expulsá-los do nosso estabelecimento se não se comportassem como pessoas civilizadas — podíamos bani-los da pista durante seis meses, e os pais deles não podiam fazer absolutamente nada a esse respeito. Tudo começa em casa, minha gente, e eu sei que não é fácil. Criámos três filhos. Não fomos pais perfeitos, e os meus meninos não foram filhos perfeitos. Mas eles sabiam que nós os amávamos e também sabiam onde estava o limite.


Roger Fontenot 22/9/2026




Há uma nova missão de vida a correr as escolas do país, e não vem no programa escolar. É uma missão silenciosa, mas feroz, partilhada por um número crescente de pais e encarregados de educação: a de impedir, a todo o custo, que os filhos esbarrem contra o muro das consequências.
O diagnóstico social é claro, mas a prática quotidiana nas salas de aula revela contornos quase teatrais. Se a criança faltou ao respeito a um funcionário, a culpa não é da audácia; alguém a provocou. Se o adolescente se envolveu num conflito físico no recreio, o veredicto parental surge imediato: foi o outro que começou. Se perturbou a aula consecutivamente, a culpa é da matéria, que o aborrecia. Se ignorou uma regra elementar de convivência, a regra é que é exagerada, obsoleta ou, quem sabe, fascista.
Neste ecossistema de desculpabilização permanente, a escola deixa de ser um espaço de aprendizagem partilhada e passa a ser vista como um campo de batalha ou uma instituição inquisitória. Se há uma sanção disciplinar, grita-se "perseguição!". Se a nota no teste é um redondo "insuficiente", decreta-se que o professor embirrou com o miúdo. E se o trabalho de casa ficou em branco, haverá sempre uma conjunção astral, uma maleita súbita ou uma razão extraordinária que justifica a honrosa exceção.
O filho, este novo ser imaculado, nunca erra. Quando muito, dizem os manuais da moderna condescendência, “tem reações”.
O problema desta blindagem parental não é apenas o esgotamento nervoso dos professores e diretores, transformados em réus permanentes, que precisam de justificar cada linha vermelha que traçam. O verdadeiro drama joga-se no futuro destas crianças. Ao limparmos todas as pedras do caminho, ao aplainarmos cada relevo e ao inventarmos uma narrativa externa para cada falha interna, estamos a criar uma geração de analfabetos emocionais.
Aprender a errar, a falhar e a assumir a responsabilidade pelo prejuízo causado é a fundação da resiliência. É no desconforto de uma nota negativa que nasce o esforço para o teste seguinte. É no peso de um castigo merecido que se compreende o valor do respeito pelo outro. Quando os pais roubam aos filhos o direito à consequência, roubam-lhes também a oportunidade de crescer.
Se continuarmos a educar os nossos jovens na ilusão de que o mundo é um júri injusto e que eles são eternas vítimas incompreendidas, não estamos a fazer mais nada senão prepará-los para o abismo. Porque o mercado de trabalho não quer saber das "reações", a vida adulta não aceita justificações extraordinárias para a incompetência e as relações humanas exigem a humildade de saber pedir desculpa.
Educar dá trabalho. E, às vezes, o trabalho mais difícil de um pai não é defender o filho do mundo, mas sim defender o filho de si próprio. É deixá-lo cair, acolher o choro e, sem procurar culpados no quintal do vizinho, apontar para o chão e dizer-lhe com firmeza:
“Tu erraste. Agora levanta-te e resolve isto."



Indústria Automóvel Curiosidade - Primeira multa de trânsito foi há 130 anos

 


Em 1896, o britânico Walter Arnold cometeu a "loucura" de acelerar o seu Arnold Benz a 13 km/h. O problema? O limite era de 3 km/h e a lei exigia um homem a andar a pé à frente do carro com uma bandeira vermelha! 🚩 A "perseguição" do polícia foi feita de bicicleta e rendeu a primeira multa por excesso de velocidade da história.


Midas Portugal    25/9/2026   


Bem não foi por acaso que o Duque do Porto, Infante D Afonso de Bragança , irmão do Rei D Carlos de Portugal, era conhecido pelo o “ Arreda”; quando descia a Calçada da Ajuda desde o Palacio da Ajuda nuns estonteantes 20km/h no seu Renault e gritava para a multidão: arreda, arreda, arreda!


Primeira multa de trânsito foi há 121 anos


Primeiro carro a ser multado foi um Arnold Benz Motor Carriage, de 1896. E o valor da multa foi de um xelim, por excesso de velocidade.


O episódio passou-se no Reino Unido, em janeiro de 1896, quando a lei exigia que os automóveis cumprissem o limite de 2 milhas por hora (cerca de 3 km/h) e que à sua frente seguisse um homem a pé de bandeira vermelha em punho (o ser humano caminha, em média, a 5 km/h). Mas Walter Arnold decidiu transgredir ao passar por Paddock Green, em Kent, a circular quatro vezes mais acima da velocidade permitida, exatamente a 8 milhas por hora (13 km/h) e sem ninguém à frente do veículo.

Resultado: foi mandado parar por um polícia que curiosamente circulava de bicicleta e multado em um xelim, mais custos. Azar dos azares, é que depois da aplicação desta primeira multa na história automóvel, a lei alterou o limite de velocidade máxima fixando-a nas 14 milhas ou seja em cerca de 23 km/h.

Para comemorar esta mudança, os automobilistas realizaram uma corrida de Londres a Brighton, conhecida por “Corrida da Emancipação” em que também Arnold participou, tendo ganho uma medalha de ouro pela sua condução “particularmente distinta”. Corrida essa que ainda hoje se realiza, onde clássicos até 1905 recriam a mítica viagem entre as duas cidades britânicas.

https://www.acp.pt/  21 SETEMBRO 2017





quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Tradições deste Mundo

https://www.facebook.com/reel/1114259671023568 


Check out this powerful dance performed in the rain.🕺Known as Munao Zongge, it is a traditional art form of the Jingpo ethnic group from #Yunnan Province. With its rousing rhythm and vigorous movements, the dance has captivated audiences and gone viral across Chinese social media.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Meloni anuncia lei para limitar número de estrangeiros por sala de aula em Itália

 O novo projeto de lei introduz a proibição da burca e do hijab nas instituições de ensino e exige que os pais de alunos estrangeiros com graves problemas de integração escolar aprendam italiano



A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, anunciou este domingo que irá apresentar uma medida que limita por lei o número máximo de alunos estrangeiros por sala de aula e introduz a proibição da burca e do hijab nas instituições de ensino.

 

Segundo a primeira-ministra, que interveio na reunião da juventude do seu partido, Irmãos de Itália, o projeto de lei será apresentado no próximo Conselho de Ministros e exige, ainda, que os pais de alunos estrangeiros com graves problemas de integração escolar aprendam italiano.

 

"Vai-se à escola com o rosto descoberto e, em Itália, ninguém, em nome de uma tradição real ou suposta, pode decidir que uma jovem deve esconder-se. A igualdade entre homens e mulheres é inegociável", afirmou Meloni, acrescentando que “não é possível que, numa sala de aula italiana, as crianças italianas se sintam marginalizadas por serem minoria. Isso não pode acontecer.”

 

Meloni anunciou, ainda, que os estabelecimentos que oferecem formação profissional passarão a chamar-se "institutos", para que "fique claro, desde os seus nomes, que são escolas de igual valor e que as pessoas que as frequentam têm o mesmo valor".

 

No que diz respeito à educação, criticou a prática das notas de aprovação generalizadas, pois "a escola para todos deve ser capaz de reconhecer tanto as conquistas como as fraquezas, deve oferecer motivação a quem está à frente e apoio a quem tem dificuldades", mas, "por outro lado, ao pretender dar a todos uma nota de aprovação, subestima-se o mérito e ocultam-se as lacunas, prejudicando tanto quem precisa de motivação como quem precisa de apoio".

 

"Por conseguinte, o primeiro dever da escola é avaliar a criança, ensinar-lhe que o julgamento existe, que os erros são úteis para o crescimento e que a educação e o respeito se baseiam nas regras e não na sua negação", sublinhou a primeira-ministra.

 

Meloni afirmou, ainda, que o seu Governo elevou "o financiamento ordinário para as universidades ao seu nível mais alto de sempre, com um fundo que ascende a 9400 milhões de euros, o que representa mais 25% do que em 2019".


https://expresso.pt/italia/2026-09-20

sábado, 19 de setembro de 2026

Assina a Petição Pública pelo não abate de Javalis da Arrábida

https://peticaopublica.com/mobile/psigned.aspx?pi=PT132873&n=Jos%c3%a9#google_vignette 


(Nos termos da Lei n.º 43/90, de 10 de agosto - Lei do Direito de Petição)
Ao: Presidente da Assembleia da República e Deputados das Grupos Parlamentares
Assunto: Suspensão do abate de javalis e adoção de um plano nacional de gestão ética, controlo populacional não letal e proteção de habitats (Sus scrofa).
Texto da Petição:
Os cidadãos infra-assinados vêm, ao abrigo do direito constitucional de petição, solicitar à Assembleia da República a intervenção urgente no modelo de gestão da população de javalis em Portugal, promovendo a substituição do abate sistemático por métodos éticos, científicos e sustentáveis.
Reconhecemos os desafios colocados pelo aumento populacional da espécie, designadamente os prejuízos na agricultura e a segurança rodoviária. Contudo, a evidência científica demonstra que a caça e o abate indiscriminado desestruturam as varas de javalis, estimulando a maturidade sexual precoce das fêmeas e resultando, paradoxalmente, no aumento da taxa de reprodução.
A vida animal e a integridade dos ecossistemas exigem uma abordagem moderna e compassiva. Assim, os peticionários solicitam que a Assembleia da República recomende ao Governo e aos órgãos competentes as seguintes medidas:
Controlo Reprodutivo Não Letal: Aplicação de programas de imunocastração (vacinação contracetiva) e distribuição de engodos contracetivos em zonas de elevada densidade populacional.
Reforço de Alimentação em Habitat Natural: Criação de pontos fixos de alimentação no interior de zonas florestais e de montanha para fixar as populações longe de explorações agrícolas e zonas urbanas.
Rede de Santuários e Zonas Protegidas: Criação e apoio a parques de acolhimento e reservas vedadas para relocalização de espécimes capturados em áreas de conflito e permitindo zonas de observação e turismo.
Infraestruturas de Proteção e Prevenção: Apoio financeiro público a agricultores para instalação de vedações elétricas e implementação de sinalização dissuasora (luminosa/sonora) e corredores ecológicos nas estradas de maior risco.
Proibição do Abate Continuado: Suspensão das batidas e montarias como método primário de controlo populacional, condicionando qualquer intervenção letal à prova da ineficácia absoluta das alternativas éticas.
Pelo exposto, solicitam aos Senhores Deputados a apreciação da presente petição, o seu debate em Plenário e a respetiva conversão em iniciativa legislativa que garanta uma coexistência ética e segura entre a fauna selvagem e as populações humanas.


Eles não invadiram a Arrábida. Eles foram levados para lá por caçadores e agora querem pagar a caçadores para os matarem? Isto dá algum sentido..?
Nas últimas semanas, os vídeos de javalis a passear nas praias da Arrábida e nas ruas de Setúbal multiplicaram-se. A resposta imediata do poder público e das vozes habituais? Chamam-lhes "praga", decretam o pânico e anunciam abate, caça e incentivos monetários para acabar com um “problema” que foi criado por caçadores!
Mas precisamos de contar a história toda, a história que a memória conveniente da política insiste em apagar.

De onde vieram os javalis da Arrábida, sabem?
O javali esteve extinto no Parque Natural da Arrábida durante décadas. Eles não "invadiram" a serra por magia.
Foram reintroduzidos por mão humana, por volta de 2005, e foram soltos em herdades e mantidos com ceiradeiras e alimentação artificial para servir um único propósito: a caça desportiva. Criou-se uma população num ecossistema fechado e sem predadores naturais para entretenimento humano.

Quando a situação fugiu ao controlo, impulsionada pela própria caça, que destrói as famílias, mata as fêmeas matriarcas e faz as fêmeas jovens reproduzirem-se mais cedo por sobrevivência, o ser humano olhou para as consequências dos seus próprios atos e declarou o javali como "o inimigo".

Por que razão eles descem à praia e à cidade?
Os javalis não estão a "atacar". Estão desidratados, com fome e em fuga.

A seca, a pressão humana na serra e a escassez de recursos empurram-nos para baixo. Nas praias e nas cidades encontram o lixo que nós deixamos e a água que lhes falta. São seres sencientes, que sentem medo, dor e proteção pela sua prole, a tentar apenas sobreviver num ecossistema que fomos nós que desequilibramos.

Matar não resolve nada. A ciência já provou que o abate gera reprodução compensatória: quanto mais se caça, mais a população dispara para tentar repor as perdas. Matar é apenas a saída fácil, brutal e lucrativa para quem vive da caça.
Proteger a Arrábida e os javalis exige empatia e ética!
Métodos Não Letais: Aplicação de imunocontracepção (vacinas contraceptivas que controlam a natalidade sem dor nem sangue).

Fim do Lixo e da Alimentação: Gestão rigorosa dos resíduos nas praias e cidades para que os animais não associem os humanos a comida.
Proteção e Dissuasão: Vedações elétricas e repelentes naturais nas zonas de transição.
Proibição Absoluta de Ceiradeiras: Acabar com a alimentação artificial colocada por caçadores que inflaciona a população no inverno.

Os javalis não têm culpa de ter sido usados como alvos de entretenimento. Não têm culpa de ter sede. E não têm culpa da ganância humana.
A Arrábida é a casa deles porque nós os pusemos lá. A única resposta justa e civilizada não é a morte, é a coexistência ética, o controlo científico e a proteção de quem apenas está a tentar sobreviver.
Morte não é gestão de fauna. É cobardia!


Save & Care    19/9/2026



https://www.facebook.com/reel/1951169602224058


Se existem formas éticas de controlo populacional dos javalis, porque é que escolhemos sempre matá-los?
Imaginem se o governo decretasse que o mesmo fosse feito aos cães e gatos de rua, animais que não têm culpa de ter nascido e que estão simplesmente a tentar sobreviver. E se ainda pagasse a caçadores para os abater em plena via pública?
Os javalis habitam a região da Serra da Arrábida há milhares de anos. A presença da espécie na Arrábida e na Península Ibérica recua à Pré-História, como comprovam os achados arqueológicos e paleontológicos em várias grutas e jazidas da região, onde foram identificados vestígios ósseos de javalis consumidos por povoamentos humanos do Paleolítico e do Neolítico.
No século XX, foram praticamente extintos devido à caça excessiva e à degradação do seu habitat, tendo sido reintroduzidos por volta de 2005 por caçadores, para servir o interesse da caça desportiva. Não temos o direito de os caçar até à extinção novamente só porque nos achamos donos da natureza! Os humanos também existem em excesso neste planeta e são o animal mais destrutivo que alguma vez existiu, muito mais do que qualquer javali ou animal selvagem. No entanto, o abate nunca seria uma solução aceite para nós.
Matar não resolve nada. A ciência já provou que o abate gera reprodução compensatória: quanto mais se caça, mais a população dispara para tentar repor as perdas. Matar é apenas a saída fácil, brutal e lucrativa para quem vive da caça.
Proteger a Arrábida e os javalis exige empatia e ética através de métodos não letais: Imunocontraceção: Aplicação de vacinas contraceptivas que controlam a natalidade sem dor nem sangue.
Gestão de resíduos: Fim do acesso ao lixo e à alimentação, garantindo uma gestão rigorosa dos resíduos nas praias e povoações para que os animais não associem os humanos a comida fácil.
Proteção e dissuasão: Instalação de vedações elétricas e repelentes naturais nas zonas de transição. Fim da alimentação artificial colocada por caçadores para inflacionar artificialmente a população no inverno.
Os javalis não têm culpa de ter sido usados como alvos de entretenimento. Não têm culpa de ter sede e não têm culpa da ganância humana. A Arrábida é a casa deles. A única resposta justa e civilizada não é a morte: é a coexistência ética, o controlo científico e a proteção de quem apenas está a tentar sobreviver.
Morte não é gestão de fauna. É cobardia! Exige-se mais compaixão e empatia por quem não se consegue defender da nossa maldade antropocêntrica 💔