Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer para mim dividir um planeta e uma época com você. Carl Sagan
Mundo da Informação
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Estados do Golfo pedem luz verde à ONU para desobstruir estreito de Ormuz
O Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, na sigla em inglês) pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) que autorize o uso da força para desobstruir o estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão.
"Pedimos ao Conselho de Segurança que assuma as suas plenas responsabilidades e tome todas as medidas necessárias para proteger os corredores marítimos e garantir a continuidade segura da navegação internacional", insistiu Jassem Al-Budaiwi, em Nova Iorque.
A declaração do dirigente do GCC, organização que inclui Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Qatar, Kuwait e Omã, surgiu numa altura em que os Conselho de Segurança debate uma resolução sobre Ormuz.
A proposta do Bahrein iria autorizar o uso da força para libertar o estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, uma iniciativa apoiada pelos Estados Unidos, mas que não é unanimemente aceite.
Após várias revisões, a sexta e última versão do texto, vista pela agência de notícias France-Presse na quinta-feira, resulta de um compromisso que visa persuadir a França, a Rússia e, em particular, a China a retirarem as suas objeções.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, tinha manifestado ceticismo na quinta-feira de manhã sobre uma operação militar para desobstruir o Estreito, considerando-a irrealista.
A versão mais recente da resolução sublinha que qualquer Estado ou coligação de Estados poderia utilizar meios "defensivos" para garantir a segurança dos navios. Esta disposição sobre um mandato defensivo estava ausente da versão inicial.
No entanto, não é certo que a alteração seja suficiente para convencer a Rússia e a China, que têm poder de veto.
"No contexto atual, autorizar os Estados-membros a usar a força equivaleria a legitimar o uso ilegal e indiscriminado da força, o que conduziria inevitavelmente a uma escalada ainda maior", afirmou o embaixador chinês Fu Cong, enquanto a Rússia, aliada de longa data de Teerão, denunciou o texto como tendencioso.
Na quinta-feira, numa reunião do Conselho de Segurança sobre a cooperação entre as Nações Unidas e a Liga dos Estados Árabes, o chefe da diplomacia do Bahrein apresentou mais detalhes sobre a resolução.
"O objetivo é proteger uma das rotas marítimas mais vitais para o comércio e a segurança", assumiu o ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, manifestando esperança de que o texto seja adotado por unanimidade.
O Bahrein detém em abril a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, durante a qual dará destaque à guerra no Médio Oriente, à situação no estreito de Ormuz e à cooperação da organização com outros organismos regionais.
Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra Teerão, que provocou mais de três mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano.
Em reação aos ataques norte-americanos e israelitas, o Irão encerrou o estreito de Ormuz - uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero -- e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.
www.noticiasaominuto.com 3/4/2026
Mapa que mostra como a população da Europa mudou entre 2022 e 2025, destacando quais países ganharam habitantes e quais perderam.
A map showing how Europe’s population changed between 2022 and 2025, highlighting which countries gained people and which ones declined.
Geo All Day 3/4/2026
White Ghost 2026: The Most Luxurious Concept Car Ever Created - Indústria Automóvel
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quinta-feira, 2 de abril de 2026
Lei da Nacionalidade - Algum paralelismo com o Brexit?
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Pena de Morte em 2026 - Death Penalty in 2026 - Pena de morte para presos palestinianos em Israel
The use of the death penalty varies dramatically across the world. In much of Europe, the Americas and parts of Africa and Oceania, capital punishment has been fully abolished, reflecting a global trend toward its elimination. In some countries, it still exists in law but has not been carried out for at least a decade, signaling a gradual move away from its use.
However, in several regions, particularly in parts of Asia and the Middle East, the death penalty is still actively applied, often for a wide range of crimes. In some cases, it is even used against juvenile offenders, drawing strong criticism from international human rights organizations.
There are also countries where capital punishment is reserved only for exceptional circumstances, such as wartime offenses. Overall, this map highlights a world divided: while a growing number of countries have abandoned the death penalty, others continue to enforce it, making it one of the most debated issues in global justice and human rights today.
The World in Maps 2/4/2026
O uso da pena de morte varia drasticamente em todo o mundo. Em grande parte da Europa, das Américas e em partes da África e da Oceania, a pena capital foi totalmente abolida, refletindo uma tendência global em direção à sua eliminação. Nalguns países, ela ainda existe em lei, mas não é executada há pelo menos uma década, sinalizando um afastamento gradual de seu uso.
No entanto, em diversas regiões, particularmente em partes da Ásia e do Oriente Médio, a pena de morte ainda é aplicada ativamente, frequentemente para uma ampla série de crimes. Nalguns casos, ela é usada até mesmo contra menores infratores, atraindo fortes críticas de organizações internacionais de direitos humanos.
Há também países onde a pena capital é reservada apenas para circunstâncias excepcionais, como crimes cometidos em tempos de guerra. No geral, este mapa destaca um mundo dividido: enquanto um número crescente de países abandonou a pena de morte, outros continuam a aplicá-la, tornando-a uma das questões mais debatidas na justiça global e nos direitos humanos atualmente.
https://www.rtp.pt/noticias/mundo/retrocesso-pena-de-morte-para-presos-palestinianos-em-israel-causa-grande-preocupacao-a-bruxelas_n1730550
"Retrocesso". Pena de morte para presos palestinianos em Israel causa "grande preocupação" a Bruxelas
O porta-voz para os Negócios Estrangeiros afirma que é um retrocesso e que Bruxelas segue este assunto com atenção.
O porta-voz Anouar El Anouni referiu esta terça-feira, em Bruxelas, que “a proposta de lei sobre a pena de morte em Israel é motivo de grande preocupação para nós, na União Europeia”.
“Trata-se de um claro retrocesso. A introdução da pena de morte, a par da natureza discriminatória da lei, é preocupante. Observámos também que várias vozes se manifestaram em Israel após a aprovação da lei, e que houve recurso para o Supremo Tribunal. Esta é uma clara tendência negativa em termos da obrigação de Israel em relação ao respeito pelos Direitos Humanos” , declarou.
“Penso que temos sido enfáticos desde o início e após a aprovação do projeto de lei pela Comissão de Segurança do Knesset”, reforçou o porta-voz para os assuntos externos da Comissão.
Anouar El Anouni explicou as razões deste posicionamento da União Europeia: “A pena de morte é uma violação do direito à vida, e este é um valor fundamental para a UE. Lembremos ainda que Israel mantém há muito uma moratória de facto sobre as execuções e as sentenças de pena capital, dando o exemplo na região, apesar do complexo contexto de segurança. Posto isto, a aprovação desta lei representa um grave retrocesso em relação a esta importante prática e à posição que o próprio Israel manifestou no passado ”.
“Nós, enquanto UE, temos uma posição clara e apelamos a Israel para que respeite a sua posição de princípio que tinha antes, as suas obrigações ao abrigo do direito internacional e o seu compromisso com os princípios democráticos”.
Acesso a lugares sagrados em Jerusalém
Bruxelas reforça também o apelo “à plena preservação e ao pleno respeito pelo status quo dos locais sagrados de Jerusalém , como reiterado pela Alta Representante na sua publicação no fim de semana”.
Haja Kallas referiu, numa publicação na rede social X, que “a decisão da polícia israelita de impedir o Patriarca Latino de Jerusalém de entrar na Igreja do Santo Sepulcro no Domingo de Ramos constitui uma violação da liberdade religiosa e das proteções de longa data que regem os locais sagrados”. A chefe da diplomacia europeia deixou claro que “a liberdade de culto em Jerusalém deve ser plenamente garantida, sem exceção, para todas as religiões” e que “o carácter multirreligioso de Jerusalém deve ser protegido”.
Recorde-se que a polícia israelita impediu o patriarca latino de Jerusalém e o padre da Igreja do Santo Sepulcro de celebrarem a missa do Domingo de Ramos naquela igreja.
"Temos estado em diálogo com Israel, tanto a nível da sede como a nível da nossa delegação da UE em Israel, com contactos no terreno, incluindo junto das autoridades, do Knesset e da sociedade civil", completou.
O primeiro-ministro israelita decretou, depois de várias críticas da União Europeia e de vários líderes mundiais, o acesso total ao Santo Sepulcro ao Cardeal Pizzaballa .
A decisão inicial da polícia israelita foi justificada com a proibição de ajuntamentos em sinagogas, igrejas e mesquitas durante a guerra em curso com o Irão, por já terem sido alvos de ataques com misseis balísticos por parte do Irão.
RTP Notícias 31/3/2026